sexta-feira, 24 de julho de 2009

Para inglês não ver

Em 1982, a equipe do cientista inglês Joe Farman estava na Baia de Halley investigando o clima da Antártida. De repente, os pesquisadores notaram que o ozônio na atmosfera havia diminuído em 20%. Era inacreditável. Afinal, desde 1978 os americanos monitoravam esse gás com o satélite Nimbus 7 a nunca haviam percebido grandes alterações. Atônitos, os ingleses culparam o velho espectrofotômetro, medidor da concentração de gases, que já estava em uso havia muito tempo. Fizeram outra medição com um instrumento novo em folha e o resultado se repetiu. No entanto, a fabulosa descoberta demorou três anos para ser divulgada. Os ingleses continuavam em dúvida sobre a existência de um tremendo buraco de ozônio não detectado pelo Nimbus 7. Depois vieram, a saber, que o problema era ignorado pelos americanos simplesmente porque seus computadores não estavam programados para registrar baixas quantidades daquela substância.

Fonte: Revista Superinteressante

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