quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Eletrônica de plástico fica 1.000 vezes melhor


Cadeias poliméricas alinhadas verticalmente melhoraram os semicondutores orgânicos em 1.000 vezes.



Semicondutores orgânicos

Os polímeros semicondutores, ou semicondutores orgânicos, ficaram ainda melhores - 1.000 vezes melhores. Agora eles ganharam a capacidade de transportar cargas elétricas na vertical, e não apenas ao longo das cadeias poliméricas centrais - de forma mais simples, a eletricidade flui pelo interior do plástico inteiro.

Os semicondutores orgânicos estão na base das telas mais modernas, feitas de OLEDs - ou LEDs orgânicos - e serão essenciais em tecnologias emergentes, como as telas e aparelhos flexíveis e da eletrônica de vestir, e de uma multiplicidade de aparelhos de baixo consumo de energia. Vasyl Skrypnychuk e seus colegas da Universidade de Umea, na Suécia, descobriram um modo de alinhar verticalmente as cadeias poliméricas, o que multiplicou por várias ordens de grandeza a quantidade de cargas que consegue fluir pelo material, além de dispensar a dopagem, a adição de elementos estranhos à cadeia polimérica.

"O transporte de cargas elétricas é grandemente otimizado somente pelo controle da cadeia polimérica e da orientação dos cristalitos dentro do filme. A mobilidade medida foi aproximadamente mil vezes maior do que o que já havia sido conseguido no mesmo semicondutor orgânico," disse o professor David Barbero, coordenador da equipe.

Quais os benefícios?

E como isto poderá afetar o campo da eletrônica orgânica?

"Acreditamos que estes resultados terão impacto na área das células solares de polímeros e fotodiodos orgânicos, onde as cargas são transportadas verticalmente no dispositivo. Dispositivos de base orgânica têm sido tradicionalmente mais lentos e menos eficientes do que os inorgânicos (por exemplo, feitos de silício), em parte devido à baixa mobilidade das cargas nos semicondutores orgânicos.

"Tipicamente, os semicondutores de plástico, que são apenas semicristalinos, têm mobilidades de cargas positivas cerca de 10.000 vezes menores do que o silício dopado, que é usado nos dispositivos eletrônicos. Agora nós demonstramos que é possível obter uma mobilidade muito maior e muito mais perto da do silício, controlando o alinhamento da cadeia vertical, e sem
dopagem," resumiu o professor Barbero.

Fonte: Inovação Tecnológica
 

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