sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Nasce primeiro material ferroelétrico flexível


Micrografia dos cristais de haloimidazole, que é um material flexível orgânico com propriedades ferroelétricas e piezoelétricas.



Ferroelétrico flexível

Está pronto primeiro material ferroelétrico flexível. Este é um avanço longamente esperado para o campo do armazenamento magnético de dados, mas também será importante para a fabricação de atuadores de precisão para os microscópios de força atômica, sensores de imagem de ultrassom, emissores para aplicações médicas e até mesmo de sensores para algumas aplicações automotivas.

Os materiais ferroelétricos já são largamente usados em memórias e na microeletrônica em geral. Suas propriedades especiais originam-se do fato de que eles contêm regiões polarizadas em uma orientação específica, que podem ser controladas com um campo elétrico externo. O problema é que eles são quebradiços, o que impede seu uso em um maior número de aplicações.

Esse problema agora foi resolvido por uma equipe do Laboratório Nacional Argonne e da Universidade Northwestern, ambos nos EUA.

Ferroelétrico e piezoelétrico

Uma das grandes vantagens do material ferroelétrico flexível vem do fato de que todos os materiais ferroelétricos são também piezoelétricos, o que significa que eles podem converter uma força mecânica em um pulso elétrico, ou vice-versa. É por isso que eles são usados em atuadores de precisão e em sistemas de colheita de energia. O impacto da inovação para o armazenamento de dados também deverá ser grande. "Com o armazenamento ferroelétrico há um potencial de uma densidade de informação muito grande. Isso pode fazer uma grande diferença quando pensamos sobre as futuras gerações da nuvem de dados," disse o professor Seungbum Hong.

"Como a ferroeletricidade e este tipo de flexibilidade são propriedades relativamente raras de se ver por isoladamente, ter tanto a ferroeletricidade como a flexibilidade neste novo material é basicamente algo sem precedentes," acrescentou Hong. A tão esperada flexibilidade emerge porque os planos do cristal no nível atômico tendem a escorregar uns em relação aos outros, o que dá ductilidade ao material.

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