sábado, 4 de fevereiro de 2017

Revistas Elektor [Década de 1980]




É com grande prazer que trago a vocês essa coleção da melhor literatura técnica existente no mundo até os dias de hoje.

No Brasil as publicações da revista Elektor teve duas fases, essa primeira que teve vida curta com apenas 29 edições iniciada em Julho de 1986 até Fevereiro de 1989 e a mais recente iniciada em Abril de 2002 e que não tenho tanta certeza, mas acho que também não está sendo mais editada e distribuída, infelizmente. Uma excelente revista que sempre procurou trazer o que é de melhor em se tratando de projetos eletrônicos, todos testados nos laboratórios da revista garantindo o seu funcionamento.

Para os interessados em fazer uma assinatura mensal da edição em pdf pode acessar esse link.


Quero aproveitar e deixar meus agradecimentos ao Don Akkermans e Raoul Morreau pela cordialidade e receptividade quando entrei em contato com a Elektor para pedir a permissão para essa publicação.




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Acabei esquecendo de um detalhe:

54 comentários:

Admin disse...

Boa noite, o link do índice está privado

Picco disse...

Tente novamente, já acertei.

Um abraço

Rodrigo disse...

Legal picco

Outa coisa pasei na santa efigenia nesses dias e a litec ea esquemateca fechararm o que aconteceu?

Picco disse...

Rodrigo,

Olá.

Elas já estão fechadas a muito tempo pelo que sei, ouvi falar que alguém ou alguma assistência técnica comprou todos os esquemas que seriam digitalizados, mas não tenho certeza dessa informação, talvez alguma loja vizinha deles tenha mais informação.

Um abraço

Lucio Brito disse...

Muito Bom Obrigado Caro Colega.!

Roberto Gabriel disse...

MUITO BOM.!
Anos atrás montei o capacímetro digital e o analisador de espectro. Ambos funcionaram muito bem. Já o compressor da revista um não ficou bom...

Unknown disse...

Muito bom. Parabéns por esse belíssimo trabalho.

Picco disse...

Roberto,

Obrigado pela visita.

O compressor que você fala é o da edição 9 que usa os BC109 correto? Eu também montei ele e não gostei muito dos resultados, mas também na época não tinha como testá-lo direito.

Um abraço

Edu disse...

Caro Picco, seu blog está demais... um verdadeiro tesouro para os amantes da eletrônica, Gratidão

Picco disse...

Edu,

Que bom que gostou, obrigado pela visita.

Um abraço

Carlos Alberto Pinto disse...

Parabéns, fui leitor até +- os primeiros 14 numeros depois a grana na epoca (mesada) ficou curta, e tive que parar.

E bom reviver o passado.

Picco disse...

Carlos,

Obrigado pela visita.

Se você quiser adquirir as edições mais novas eu estou negociando uma promoção com o pessoal da elektor, em breve eu trago as novidade.

Um abraço

Roberto Gabriel disse...

Oi Picco. Você tem toda razão, é o compressor da revista 9 ( falei besteira, eu disse revista um...) Eu estranhei o circuito não ficar legal, a Elektor não era de falhar...mas enfim, não me lembro te publicarem nenhuma errata à respeito... Um abraço

Picco disse...

Roberto,

Olá.

Pelo que me lembro não publicaram nenhuma errata a respeito desse compressor, quando montei eu lembro que o áudio, quando eu falava perto do microfone bem alto, ele ficava saturado, como foi o único compressor que montei não sei se o comportamento era esse mesmo, teria que ter um osciloscópio para ver a forma de onda na saída.

Um abraço

Carlos Alberto Pinto disse...

Mais em português, ou as da Inglaterra, pois as da inglesas tenho algumas.

Gostaria mesmo é ver algumas da segunda faze da publicação no Brasil, pois esta não cheguei a ver nada.

Picco disse...

Carlos,

Essas da segunda fase são mais atuais e provavelmente o pessoal da elektor não ia permitir postar elas aqui no blog.

Eu tenho umas seis ou sete em papel que comprei quando lançou.

Um abraço

Unknown disse...

PIcco as revistas SE 273 275 E 286 pobremas ao abrir .

Picco disse...

Odair,

Provavelmente o arquivo deve ter corrompido quando baixou, baixe novamente e veja se abre.

Um abraço

Unknown disse...

Muito obrigado pela sua contribuição Picco em compartilhar sempre o conhecimento e estes materiais preciosos que hoje se tornaram raridade ,estas revistas trazem informações muito importantes que eu acredito que todos os hobbystas e técnicos da atualidade deveriam conhecer, fica aqui minha expressão de gratidão por ajudar não só a mim que acompanho o blog, mas a muitos, é isso aí amigo abraço!

Unknown disse...

Muito obrigado por compartilhar com nós o conhecimento sempre por meio deste material tão precioso que são as revistas de eletrônica que são raras hoje em dia. Fica aqui meus agradecimentos por seu trabalho e dedicação, é isso aí amigo abraço!

Cpl disse...

Oi Picco ,muito legal , tenho todas essas revistas , a Elecktor e uma ótima revista , sinto saudades do tempo de comprrr nas bancas.Abraços .

Unknown disse...

Pessoal vi nessas revistas da Elektor um artigo de como calcular o valor do capacitor para usar em fonte sem transformador ou seja reatancia capacitiva.
So que nao estou achando mais, alguem ai que viu pode me dizer em qual edicao e pagina por favor?

Picco disse...

André,

Esse artigo foi publicado na versão mais nova que teve início nos anos de 2000 e não nessa antiga, ou você pode aprender nesse vídeo:

https://youtu.be/ZWKqY0GRfQw

Um abraço

Unknown disse...

ola picco achei o artigo e que mencionei sobre fonte sem transformador achei que era na elektor 14, mais o artigo esta na Revista Circuito Fechado N14 pagina 18 do pdf da uma olhada ai, estou add um resistor limitador fusivel e varistor para caso haja falha no capacitor.

Picco disse...

André,

Esse vídeo que fiz foi baseado no artigo da elektor por isso citei, mas quanto as proteções, sim, fica bom adicionar o resistor e o varistor para proteção pois no vídeo que fiz não falei muito de proteção, você pode adicionar também um fusível térmico fixo no corpo do resistor limitador.

Mas lembre-se, essas fontes são para correntes baixas, de até uns 150/200mA somente, acima disso vale mais a pena usar transformador pois o transformador faz o isolamento elétrico da rede que é o mais importante numa fonte.

Um abraço

João Batista disse...

Caro Picco.
Belíssimas matérias.
Fui leitor assíduo nos anos 70 até 90.
Não só das revistas Elektor, mas monitor, Antena, Eletrônica Popular e várias outras.
Realizei várias montagens, mas também aprendi muito lendo os diversos assuntos sobre Eletrônica.
Parabéns por esta realização.
Att: João Santos

Picco disse...

João,

Obrigado pela visita.

Um abraço

Unknown disse...

Boa tarde Picco
Parabéns pelo seu trabalho , graças a Deus que ainda existem pessoas como você
meu nome é Van Dyck e trabalho com eletrônica desde 1977 , hoje em dia com equipamentos de
analítica , porém por paixão por áudio , já desenvolvemos eu e meu filho dois amplificadores valvulados a moda antiga que funcionam maravilhosamente. uma das atividades atuais é o projeto
de amplificadores de áudio transistorizados , como os antigos Sansui Japoneses .
Um favor que lhe peço , você conhece algum esquema da Elektor que tenha um traçador de curva
para transistor para uso com osciloscópio .
Dsde já agradeço

Picco disse...

Van Dyck,

Obrigado pela visita.

Eu sei que uma dessas edições tem um esquema de traçador, mas não lembro qual e nem os detalhes, da uma olhada no índice geral que postei junto com as revistas para ver qual é a edição.

Um abraço

Unknown disse...

Boa iniciativa Picco.
estou com algumas placas que veio junto com as revistas mas não não consigo identificar qual revista.
será se alguém sabe me dizer qual era ?
referencia das placar M94 V05, M94 V03, M94 V09B, M94 V02.

Picco disse...

Antonio,

Olá.

É mais fácil você baixar as revistas(que são poucas) e conferir nos esquemas cada placa que você tem pois bem pouca gente vai saber identificar porque as revistas são antigas.

Um abraço

Kenio Carvalho disse...

Muito obrigado pelo seu blog.Eu tinha a coleção completa da elektor mas depois de muitos anos eu parei de trabalhar com hardware e doei as revistas para um vizinho que estava iniciando no mundo da eletrônica.
O tempo passa e ... minha filha começou a estudar eletrônica no CEFET-MG.
Sempre falei das revistas com ela e hoje ela achou seu blog com a coleção da elektor.
Sensacional!

barco disse...


bons a todos

meus amigos preciso encontrar a revista Elektor que tras o projeto "tour du rhin 1"
não sei qual è o nº da revista! mas penso que deve de ser da década de 90? se algum
amigo souber onde posso encontrar fico agradecido: um abraço...

Unknown disse...

Tem um traçador desses na Nova Eletrônica n.36 pag.59 (pdf pag.61)

Unknown disse...

BOA TARDE DE TERCA FEIRA 01 AGOSTO DE 2018 A TODOS....
PRECISO DA REVISTA ELEKTOR EDIÇÃO DE JANEIRO DE 1996...ALGUEM TEM DISPONIVEL PARA BAIXA-LA ?
BRIGADO
EURIPEDES DE S. NEVES
EMAIL:pp2.bbd@hotmail.com

Unknown disse...

Boa tarde,
Faço doação de uma revista ELEKTOR ANO 2 NÚMERO 17 em bom estado de conservação.
Interessados enviar email para rodolfo.leocadio@ufop.edu.br
Abraço.

Florisvaldo disse...

Boa Tarde Picco.
fui baixa uma revista Elektor os link não funciona mais veja ai.
obrigado.

Unknown disse...

os links da revista 22 esta repetido na 23. Grato!!!!

opus4.user disse...

Antes de tudo, muito obrigado pelo excelente blog e pelo compartilhamento!
Para informação, o link da revista 23 está apontando para a 22.
Encontrei a 23 no seguinte link também:
http://files.datassette.org/revistas/23_-_junho1988.pdf

Picco disse...

opus4.user

Obrigado por relatar o erro, já acertei o link.

Um abraço

CHRISTIANO disse...

BOA NOITE PICCO, CONHECI TEU BLOG HOJE, CARAMBA, É ESPETACULAR, VALEU MESMO.

Frederico disse...

Na época em que eu trabalhava com eletrônica, a maioria das editoras eram receptivas, deixando muito a desejar a do Sr. Afonso Pena, Antena/Eletrônica Popular e olha que fui um colaborador. 73

Fernando Pisarro disse...

Caro Picco por acaso encontrei este teu Blog! Eu estava numa discussão com um colega técnico num Grupo do WhatsApp e procurando material que pudesse convencer meu "oponente" que os Estabilizadores de Tensão são um trambolho sem nenhuma serventia a não ser dar lucro para os 47 fabricantes deste traste aqui no Brasil, que por sinal é o ÙNICO país do mundo que usa Estabilizadores devido em grande parte aos poucos conhecimentos de Eletrônica e de Eletrotécnica de GRANDE parte dos atuais "Técnicos de Manutenção",Técnicos de Informática e Tecnólogos da Informação que se tornaram "especialistas em trocar peças ou em encontrar soluções prontas em vídeos do Youtube e quando não encontram solução muitas vezes descartam ou condenam as placas do Notebook ou Computador Desktop do cliente. Conheço mais ou menos 60 Técnicos aqui na região de Santarém no Para onde resido e tenho minha Oficina de Manutenção, mas anteriormente quando residi por 10 anos em Blumenau S.C. e antes ainda, em Maringá PR por 7 anos a desinformação e desconhecimento eram semelhantes. Poucos conhecem Eletrônica elementar! Não sabem ler de memória os códigos de cores de Resistores e Capacitores, não sabem polarizar um Transistor,não sabem fazer cálculos simples usando a Lei de OHM, não sabem usar uma Fonte Assimétrica para detetar defeitos, não sabem construir circuitos simples como por exemplo, Amplificadores de Sinal, não sabem muitos até, ler um esquema eletrônico, etc. etc....Sabes porque? Não tiveram a sorte de aprender Eletrônica nas escolas Técnicas ou nos Cursos por Correspondência e principalmente a ler, aprender , se informarem e desenvolver os Kits que a Filcres onde trabalhei, por intermédio da Editele publicava na revista Nova Eletrônica. Eu tinha até 2013 duas coleções completas da Nova Eletrônica encadernadas, e mais 35 revistas dos números iniciais 01 até 06 que eu guardei pensando que poderia vender para colecionadores... De fato eu vendi tudo mas, não pelo preço que eu esperava vender pois houve um "emburrecimento" vertiginoso de nossa juventude e desde os anos 80 quando o Brasil estagnou na qualidade da Educação e em todos os níveis de Saber!Inclusive da Eletrônica! Esta estagnação que considero um recuo porque os outros países avançaram deixando o nosso querido país na trágica posição de 59º no PISA, foi uma ESTRATEGIA DELIBERADA DOS GOVERNOS SOCIALISTAS DO PMDB, PSDB E DO PT pois um povo inculto e despreparado é facilmente manipulável por demagogos e populistas

Fernando Pisarro disse...

Obviamente nem todos jovens estudantes desde os anos 80 até agora quando estavam nos bancos escolares, permaneceram na ignorância ou pouco aprenderam com os professores que mais ensinavam ideologia marxista do que Ciências Físicas e Biológicas, Matemática, Geografia, História, Português etc. etc. Uma grande parte dos jovens brasileiros felizmente se esforçou e complementaram seus conhecimentos fazendo cursos extra curriculares, como os que o SENAI fornece( e que são excelentes!) e também cursos particulares além com o estudo e leitura de muitos livros e revistas. Quem se esforçou e aprendeu conseguiu progredir e hoje são bem sucedidos nas suas próprias empresas industriais ou comerciais, são Youtubers de sucesso com seus canais de informação de qualidade, são enfim produtivos! Depois que eu saí da Filcres fui trabalhar na FILCRIL, nesta empresa que no meu tempo chegou a faturar UM MILHÃO de DÓLARES MENSAIS! eu fui encarregado de criar a filial FILCRIL no Rio de Janeiro na Rua Republica do Líbano nº 7 Fiz minha mudança para o Rio de Janeiro, procurei pontos comerciais um que fosse adequado, nada encontrando, convenci o Sr. Neves a mandar dinheiro para comprar um imóvel onde funcionava uma Frutaria de nome Fruto da Lua, era um velho imóvel e contratei uma construtora para praticamente reconstruir o velho imóvel mas mantendo a fachada que era tombada pelo Patrimônio Histórico! Até a grade da sacada mandei fazer para atender as exigências do setor de Obras e de Patrimônio da cidade! Eram tantos os entraves burocráticos que interpunham para a obra ser autorizada que precisei marcar uma audiência com o Vice-Governador Darcy Ribeiro em 1.985 para ter o aval da Prefeitura! Depois da obra concluída e da Loja FILCRIL inaugurada voltei para São Paulo para realizar outra tarefa para meu chefe, o Eng. Antônio Neves Rosa que era lançar uma revista de Eletrônica aos moldes da Nova Eletrônica do grande concorrente a Filcres(onde eu tinha trabalhado) e em tempo record eu realizei esta outra grande tarefa! Organizar a publicação da Elector Eletrônica em português! A primeira medida que tomei foi convidar o meu amigo Juliano Barsali que era editor da Nova Eletrônica para trabalhar para nós, e o convidei para almoçar e no meio do almoço eu na bucha perguntei: Quanto você ganha na Nova Eletrônica? Está satisfeito? Eu lhe ofereço 50% a mais para trabalhar conosco para editar a melhor revista de eletrônica do mundo, a Elector. Titubeou uns 10 segundos e respondeu: Eu aceito! Então parti para conseguir um espaço, e tudo mais necessário em menos de 6 meses estava sendo lançada o Nº 01 da Elector Eletrônica! Inclusive muitos dos circuitos e artigos apresentados nos primeiros números foram cópias de minhas revistas Elector editadas na Espanha, em Portugal e na Alemanha. É mole? Também fui responsável por criar uma empresa somente para lançar no Brasil Multímetros Digitais. Ainda tenho dois em perfeito funcionamento, o Multímetro Digital SOAR 3030. Infelizmente o Sr. Neves faleceu e 5 meses após seu passamento eu saí da FILCRIL, os filhos conseguiram provocar a falência da empresa!

Fernando Pisarro disse...

A minha trajetória pelas duas das principais empresas de componentes eletrônicos e de comercialização de Kits para hobby e profissionais em Eletrônica daria para escrever um livro! Só não trabalhei na Tranchan e na REPIL outras duas grandes lojas na Santa Efigênia entre os anos de 1970 até meados de 1.995

Picco disse...

Fernando,

Olá.

Bem interessante sua história, é bom conhecer a história com que esteve envolvido com as revistas de eletrônica no Brasil.

Quanto a questão do estabilizador de tensão, concordo plenamente, não serve pra nada, e o chaveamento dos tap pode gerar alta frequência que prejudica o funcionamento do pc, sem falar que a própria fonte trabalha com uma gama de tensão bem ampla de entrada, no site do clube do hardware tem um artigo bem grande sobre a inutilidade dos estabilizadores de tensão.

Um abraço

Fernando Pisarro disse...

..Minha memória falhou quando eu escrevi que tinha ainda 2 Multímetros Digitais que eu fabriquei à mando do Sr. Neves...O erro foi de marca e modelo. Eu tinha escrito isso: Ainda tenho dois em perfeito funcionamento, o Multímetro Digital SOAR 3030" Na verdade eu tenho ainda dois Multímetros Digitais da SOAR, mas esses eram importados pela SERION onde também trabalhei! Eu trabalhei na SERION entre a minha saída da FILCRES e a admissão na FILCRIL 2 anos depois. Na FILCRIL uma das ordens que eu cumpri do Eng. Antônio Neves J. Rosa, foi lançar no Brasil um Multímetro Digital de boa qualidade, então eu usei o espaço de uma sala onde funcionava a empresa RESSON que fabricava agulhas e capsulas para tocas discos( de Vinil), e lá desmontei uns 5 Multímetros dos primeiros 2.500 que tinham sido "importados" da China, e realizei praticamente uma "engenharia reversa" porque tirei todos componentes da placa de cada modelo de, Resistores, Capacitores, Trimpots, Transístores etc etc. Deixei a plaquinha limpa e fui atrás de um fabricante de placa de circuito impresso de fibra, encontrei e encomendei um primeiro lote de 6.500 placas. Enquanto esperava a produção das placas, fui tratar de relacionar todos os componentes e realizei encomendas no mercado nacional e internacional do que não tínhamos em estoque como alguns valores de resistores de precisão de 1%, alguns capacitores fora do padrão comercial e outros componentes como o Display de 3 1/2 Dígitos e de 4 1/2 Dígitos e tudo mais dos três modelos que seriam laçados nas Lojas da FILCRIL e nas dezenas de Revendas em todo Brasil. Mandei confeccionar 6.600 caixas em plastico ABS e tudo mais para montar um pouco mais de 6.000 aparelhos( considerei que poderia existir perdas então algumas de minhas encomendas foram com folga e se sobrasse seriam vendidas peças avulsas.Mandei fazer as caixinhas de papelão inicialmente do modelo MIC 2200A e logo em seguida dos outros modelos. Eu mesmo redigi o Manual de Operação de cada Multímetro, e também confeccionei a relação de Assistências Técnicas e ou Revendas. Agora fica a pergunta, que quem não estava lá, não poderia fazer.... A FILCRIL vendeu até eu sair da empresa mais de 50.000 unidades destes 3 modelos! E OS OUTROS MAIS DE 45.000 APARELHOS PELO MENOS? RESPOSTA: Tudo "importado"! Contrabandeado mesmo! por isso está a palavra importado entre aspas.....Da mesma forma que os primeiros 2.500 peças que vieram no início, Estávamos ainda no Regime Militar e o Governo exercia através da SEI "Secretaria Especial de Informática (SEI), até 1991, e tinha uma Lei de Reserva de Mercado que proibia a importação de computadores, os fabricantes estrangeiros não podiam produzir no Brasil e era proibido mesmo a Indústria e o Comércio importar (legalmente) componentes eletrônicos e tecnologia estrangeira". Existia importação, mas era sobre estrito controle! O Sr. Neves comprava (quando sobrava) parte das cotas de importação de várias Indústrias de Manaus e do Sul/Sudeste, Sim! Existia importação legal e eram concedidas cotas ou permissão para importação pra centenas de Indústrias brasileiras. Mas preste atenção! TODOS OS PRIMEIROS 6.000 MULTÍMETROS QUE EU FABRIQUEI ERAM COM PELO MENOS 50% DOS COMPONENTES CONTRABANDEADOS ou eufemisticamente "importados". Todos outros nós, digo nós a equipe de Técnicos que eu recrutei e do qual participava, recebíamos os Multímetros e somente trocávamos o painel plastico que eu tinha encomendado mais de 10.000 e depois realizei mais compras sucessivas dos modelos MIC 2200A que foi o primeiro a ser vendido e dos outros 2 modelos.

Fernando Pisarro disse...

Continuando... Aconteceu um fato que merece ser lembrado! Não me recordo muito bem se foi no oitavo ou nono ou mês que o Sr. Neves que tinha bons($$$) contatos na Polícia Federal SOUBE que haveria uma investigação, uma "batida" na nossa "fabrica" de Multímetros!... Pavor total! Esconde tudo!.... Eu me reuni com o Sr. Neves e com o Pedro que era Sócio e apresentei um plano pra driblar a PF e os Técnicos da SEI que nos visitariam em 4 ou dias eu organizei um "linha de Montagem" com bancadas de madeira forradas com mantas Antiestáticas, vários instrumentos de Medição como Osciloscópios, Frequencímetros, Pontes RLC, Multímetros de precisão da FLUKE, Estações de Solda Weller, caixinhas de componentes sobre as bancadas e tudo mais de uma linha de montagem! Inclusive troquei algumas pontas dos ferros das Estações de Soldagem por pontas já usadas, varri o chão da loja por dois dias seguidos e levei o pó para as bancadas espalhei tudo pelo chão e pelas bancadas e depois espanei o local de trabalho Quando eu digo Eu, foi somente eu mesmo porque era uma tapeação! Estava enganando os visitantes da SEI e os Policiais Federais! Isso ficou somente entre minha pessoa e os dois Sócios e o Chiquinho que era um"faz tudo" para o Sr, Neves e pessoa de estrita confiança!.. Simulei à perfeição um ambiente de quase um ano em atividade produtiva!Tomei emprestado da empresa anterior que eu tinha trabalhado, a SERION uma parte dos Instrumentos e das mantas( A SERION era e ainda é uma importadora de material para proteção contra ESD. Tudo parecia estar correndo conforme planejado quando um dos Eng. da SEI ao passar pelo ex-colega da SERION que foi "convocado" pra se passar por montador o meu grande amigo João Carlos, se enganou e estava com uma das plaquinhas de Fibra de Vidro de um dos Múltimetros na mão e estava com a outra COM O FERRO DE SOLDA DA ESTAÇÃO DE SOLDA WELLER fazendo de conta que estava soldando um componente, SÓ QUE DO LADO ERRADO! DO LADO SEM COMPONENTES! ficou intrigado e me perguntou: O que ele está fazendo? Se não estou enganado foi mais ou menos essa a minha explicação: Eu orientei os montadores a esquentar as placas brevemente no outro lado da placa onde tem pontos de solda, que sendo de fibra de vidro, não queima e facilita a soldagem nos pontos correspondentes, é como se fosse um pré aquecimento entende? Ficou satisfeito com a explicação e a equipe foi embora e a nossa empresa recebeu o aval da SEI! Grandes aventuras e bons momentos ....

Fernando Pisarro disse...

Em que posso contribuir com o seu BLOG

Picco disse...

Fernando,

Se você tiver revistas antigas que não tenho no blog ou algum boletim que as empresas publicavam como a Ibrape ou Philips é bem vindo, tudo que for antigo relacionado a eletrônica e as revistas é bem vindo.

Um abraço

Roberto Gabriel disse...

Olá Picco. O link para baixar as revistas 17/18 não está funcionando.(Elektor Brasil anos 80)

Picco disse...

Roberto,

Olá.

Esse é um problema do próprio Mediafire, acontece isso quando estou próximo do limite, você terá que tentar fazer download em outro horário.

Esse problema é temporário.

Um abraço

Fernando Pisarro disse...

Picco boa noite! As revistas de Informática como a PC & Cia da Editora Saber não estão no rol de seus links....Porque? Existem direitos autorais ou algum outro impedimento legal que impeça? São revistas que foram publicadas 15 anos atrás....

Picco disse...

Fernando,

Olá.

Aqui no blog eu me dedico mais a compartilhar revistas de eletrônica, principalmente as antigas, revistas de informática você encontra no Datassete - https://datassette.org/

Um abraço