quarta-feira, 29 de abril de 2009

Amplificadores de Potência de RF

Transmissores de rádio necessitam gerar sinais de radiofrequência com a potencia necessária para a criação de uma onda eletromagnética de intensidade suficiente para superar a ruído elétrico do receptor e as interferências causadas por outros sinais. Para conseguir esse objetivo, os transmissores devem dispor de amplificadores de potencia adequados ao tipo de modulação a que se destinam.
A Figura 01 mostra o diagrama completo de um amplificador de potencia de RF. Este tipo de circuito e muito utilizado nos transmissores de AM e FM.

Figura 01

Suas características são as seguintes:

- polarização em classe B;
- configuração em emissor-comum;
- operação não-linear;
- alta eficiência, dependendo das características do transistor;
- largura de faixa dependente das redes casadoras de impedâncias.

Como se pode observar pela analise da Figura 01, um amplificador de potencia de RF e composto por diversos os circuitos:

Casadores de impedâncias: possuem a finalidade de casar a impedância de um gerador de RF com a base do transistor amplificador ou, no caso de saída, casar a impedância do coletor do transistor com a carga. Isto acontece porque as impedâncias de base e de coletor são quase sempre menores que 50 ohms, que e o valor de impedância padronizada para as linhas de transmissão normalmente empregadas para a transferência de sinais de RF entre os estágios de um equipamento de radio ou entre um equipamento de radio e uma antena.

Compensador de base: é utilizado para cancelar a parte reativa da impedância de entrada do transistor amplificador, que é capacitiva nas freqüências inferiores a 100 MHz, e indutiva acima desta frequência (o valor exato desta frequência depende do transistor utilizado). Nas frequências em que o transistor exibe uma reatância de entrada capacitiva, utiliza-se uma indutância em paralelo com a base. Caso contrario, quando a reatância de entrada for indutiva, utiliza-se uma capacitância em paralelo com a base para fazer a compensação. Em ambos os casos, o valor do componente utilizado na compensação devera ser adequado para o cancelamento completo da parte imaginária (reativa da impedância).

Supressor de harmônicos de base: utilizado em frequências superiores a 50 MHz, aproximadamente, cria um caminho para a massa de baixa impedância para os harmônicos gerados pela falta de linearidade da junção base-emissor. Em frequências inferiores a um terço da freqüência na qual a reatância de base se toma indutiva (abaixo de 40 MHz), a capacitância de difusão da base e suficiente para permitir a condução dos harmônicos. Neste caso, pode-se dispensar o uso dos supressores de harmônicos, que são capacitores conectados em paralelo com os terminais de base e emissor do transistor.

Supressor de baixa frequência: ter a finalidade de reduzir a amplificação em baixa frequência, impedindo a ocorrência de oscilações parasitas causadas pelo aumento do ganho de potencia do transistor. Para tomar mais eficiente a ação do supressor de baixa frequência, é introduzido amortecimento pela inclusão de uma resistência no circuito.

Supressor de harmônicos de coletor: tem a finalidade de impedir a circulação de correntes harmônicas geradas pela operação não-linear. Este procedimento visa o aumento da eficiência do amplificador, uma vez que pelo supressor, que nada mais é que um filtro LC-série, circula apenas a corrente correspondente ao sinal fundamental.

Choque de coletor: é utilizado para alimentar com corrente contínua o coletor do transistor amplificador, ao mesmo tempo que restringe a circulação da corrente de RF. Sua reatância deve ser a mais baixa possível, a fim de evitar o aumento do ganho em baixa frequência. Por isso, seu valor deve estar compreendido entre 3 e 7 vezes o valor da parte real da impedância de carga de coletor (equivalente paralelo). Às vezes, o choque de coletor é projetado para ressonar, junto com a capacitância de saída de coletor, na frequência do sinal transmitido.

Supressor de RF da linha de alimentação: é utilizado para complementar o trabalho do choque de coletor e eliminar a corrente da RF da linha de alimentação. E, normalmente, um filtro passa-baixa CLC, também conhecido como circuito PI.

Fonte:
Telecomunicações
Juarez do Nascimento
Makron Books

terça-feira, 28 de abril de 2009

Da enxada ao céu

No dia 15 de janeiro de 1929, o astrônomo americano Vesto Slipher, diretor do Observatório Lowell, em Flagstaff, Estados Unidos, foi à estação da cidade receber um jovem que gostava de observar as estrelas. Nome: Clyde Tombaugh. Aos 22 anos, filho de agricultores pobres, ele não tinha esperança de um dia chegar à universidade. Mas era obstinado. Entrou em contato com Slipher para pedir emprego no observatório, dizendo que estava disposto a fazer qualquer coisa para aprender com os profissionais. Admirado, o diretor aceitou a proposta. Encarregou o jovem esforçado das tarefas mais simples, como cuidar do aquecimento, tirar neve da cúpula que protege os telescópios ou acompanhar visitantes do observatório.
Feito isso, podia usar os instrumentos para adquirir o treinamento básico. Um ano e um mês depois de chegar a Flagstaff, Tombaugh descobriu Plutão, que viria a ser na época o nono planeta do sistema solar, transformando-se numa celebridade mundial.

Fonte: Revista Superinteressante

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica

Excelente livro para o estudante de astronomia e indispensável para a biblioteca do astrônomo amador e profissional.

Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica - Ronaldo Rogério de Freitas Mourão

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Ilusão de óptica

Observando através de um pequeno orifício, como o furo produzido por um alfinete, pode-se alterar a direção em que um objeto parece se mover - um bastão se deslocando da esquerda para a direita parece se mover para baixo com certo ângulo, quando observado através de um pequeno orifício. Dale Purves e seus colegas da Duke University acreditam saber a razão disso. Eles convidaram voluntários para um experimento em que teriam de descrever como percebiam linhas em movimento, observadas através de aberturas. Eles também desenvolveram simulações por computador de um bastão virtual se deslocando num espaço tridimensional, onde a informação relativa à sua direção foi removida (via projeção sobre uma superfície bidimensional). A forma como os voluntários observaram o movimento encaixou-se quase perfeitamente naquela gerada pela simulação achatada (bidimensional). Isso sugere que imagens formadas na nossa retina - basicamente bidimensional - não incluem aspectos do movimento tridimensional. Consequentemente, nossa percepção da direção de objetos em movimento são constructos mentais em experiências passadas.

Fonte: Scientific American Brasil [Abril de 2009]

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Alto-falante plano e flexível pode ser grudado no interior do carro



Engenheiros da Universidade Warwick, no Reino Unido, criaram um alto-falante plano e totalmente flexível que poderá finalmente tornar audíveis os anúncios feitos em aeroportos, rodoviárias e outros lugares públicos.
O alto-falante plano mede apenas 0,25 milímetro de espessura, podendo ser pendurado como se fosse um quadro, colado sobre paredes irregulares e até mesmo no interior dos automóveis.

Alto-falante plano flexível

Batizado de FFL (Flat, Flexible Loudspeaker: alto-falante plano flexível), o equipamento é ideal para locais públicos porque ele libera ondas sonoras planares, que atingem distâncias maiores do que as ondas emitidas pelos alto-falantes tradicionais, produzindo um som mais limpo e claro.
Contudo, seus criadores acreditam que ele também poderá substituir inteiramente os alto-falantes em aplicações domésticas e em automóveis.
"Nós acreditamos que esta seja uma tecnologia verdadeiramente inovadora. Seu tamanho e sua flexibilidade significam que ele pode ser utilizado em todos os locais onde haja restrições de espaço," explica o pesquisador Steve Couchman, que participou no aprimoramento da tecnologia FFL.

Som integral no carro

Alguns fabricantes de automóveis já demonstraram interesse na tecnologia porque ela permitirá a instalação dos alto-falantes diretamente na superfície interna dos veículos, substituindo os grandes e pesados equipamentos atuais. Além disso, a experiência de um som vindo de todos os lados é realmente diferenciada.

Ressonador perfeito

Todos os alto-falantes funcionam da mesma forma, convertendo um sinal elétrico em sons. Normalmente o sinal é usado para gerar um campo magnético variável que faz vibrar um cone mecânico, produzindo o som.
Os alto-falantes flexíveis FFL são feitos com películas superpostas de materiais condutores e isolantes, resultando em um laminado que vibra e produz som quando excitado por uma corrente elétrica.
O alto-falante laminado funciona como um pistão ressonador perfeito. O diafragma inteiro irradia em fase, produzindo uma onda sonora plana altamente direcionada e com um som muito puro.

Fonte: Inovação Tecnológica

1002 Esquemas de circuitos - Erro parte 04

Recebi um e-mail de um colega anônimo dizendo estar com problemas com a 4ª parte do arquivo 1002 Esquemas de circuitos, após receber seu e-mail baixei as cinco partes para testar e não tive problemas portanto colega sugiro que baixe novamente a quarta parte e tente descompactar novamente, já aconteceu comigo a mesma coisa, as vezes o arquivo baixado fica corrompido, este arquivo já foi baixado várias vezes e ninguém relatou nenhum erro, se mesmo assim o erro persistir envie para mim um print do erro para mim analisar que postarei novamente.
Lembrando que as cinco partes devem estar na mesma pasta para descompactar. Caso conseguir, deixe um comentário para saber do resultado ok.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

1002 Esquemas de circuitos

Mais um livro com diversos esquemas (1002 para ser mais exato). Não me lembro o site que baixei, era em um único link então para ficar melhor dividi em cinco partes, quatro de 50MB e uma de 37MB. São tantos esquemas que nem eu cheguei a ver todos. Os textos estão em alemão.

Download - Parte 01 Parte 02 Parte 03 Parte 04 Parte 05

Baterias feitas com vírus estão a um passo de chegar ao mercado

Baterias feitas com vírus estão a um passo de chegar ao mercado. Em Agosto do ano passado, cientistas do MIT apresentaram um novo conceito de bateria que utiliza vírus geneticamente modificados para otimizar o armazenamento de energia. Na época, eles já haviam conseguido construir duas partes da bateria, o anodo e o eletrólito.

Bateria de vírus

Agora, naquele que pode ser o passo definitivo na construção dos primeiros protótipos dessa bateria inusitada, eles construíram o catodo, demonstrando que seus vírus geneticamente modificados podem ser utilizados para fabricar tanto os terminais negativos quanto os terminais positivos de uma bateria de íons de lítio. Em uma bateria de íons de lítio tradicional, os íons de lítio fluem entre o anodo, carregado negativamente e normalmente feito de grafite, e o catodo, carregado positivamente e normalmente feito de óxido de cobalto ou fosfato de ferro-lítio. Os catodos são mais difíceis de serem fabricados porque eles devem ser excelentes condutores de eletricidade. Entretanto, a maioria dos materiais quimicamente adequados para a tarefa são isolantes.

Vírus e nanotubos de carbono

O enfoque adotado pelos pesquisadores foi alterar geneticamente os vírus para que eles recubram a si mesmos com uma camada de fosfato de ferro e fixem-se sobre nanotubos de carbono, que são condutores elétricos excepcionais, formando uma malha de material altamente condutor. Como os vírus reconhecem e se ligam especificamente a determinados materiais - os nanotubos de carbono, neste caso - cada nanofio de fosfato de ferro pode ser conectado à malha de nanotubos. Assim, os elétrons podem viajar ao longo da rede de nanotubos de carbono, infiltrando-se através dos eletrodos até o fosfato de ferro e transferindo a energia de maneira otimizada.

Mercado na próxima geração

Os pesquisadores descobriram que a incorporação de nanotubos de carbono aumenta a condutividade do catodo sem adicionar muito peso à bateria. Nos testes de laboratório, o catodo de vírus e nanotubos passou por mais de 100 ciclos de carga e descarga sem perder nenhuma capacitância. Uma bateria real deve ser capaz de durar muito mais do que isso, mas os pesquisadores acreditam poder avançar muito agora que o novo catodo está pronto. Para isso eles vão fazer os vírus ligarem-se a outros materiais, como fosfato de manganês e fosfato de níquel. Segundo a Dra. Angela Belcher, em mais uma geração de protótipos, as baterias já poderão estar prontas para ir ao mercado. Os vírus utilizados são de uma espécie comum de bacteriófagos - vírus que parasitam bactérias, mas que são inofensivos para o homem.

Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Som e acessórios para carro

Trabalhei como instalador de som e acessórios durante 11 anos e como todo instalador reuni durante esse período diversos esquemas de ligação de módulos, alarmes, manuais de instalação de vidros e travas elétricas entre outros.
Portanto resolvi escanear para disponibilizar para outros instaladores e interessados esses esquemas juntamente com algumas teorias a respeito de instalação de som que tirei de revistas especializadas, os esquemas que disponibilizo são de equipamentos que provavelmente já estão fora de linha mas, como todo instalador sabe é sempre bom tê-los porque um dia podemos precisar e o melhor, já estão digitalizados. Tenho mais manuais de alarmes que obtive no curso da Positron para escanear, assim que concluído disponibilizarei esses também. Aqui está a pasta com os esquemas, qualquer problema ou dúvida com os arquivos deixe um comentário para que eu possa arrumar, os arquivos estão em PDF sem proteção para que - se preferir - possam ser editados como desejar. Se alguém tiver alguma dúvida sobre instalação deixem nos comentários que ajudarei na medida do possível.

sábado, 4 de abril de 2009

Fundamentos de análise de circuitos elétricos [link off]

Esta sólida introdução à teoria dos circuitos mantém sua excelente reputação de facilidade de leitura. Abrangendo os fundamentos do ponto de vista do domínio do tempo, assim como do ponto de vista do domínio da freqüência, "Fundamentos de Análise de Circuitos Elétricos", 4ª edição, oferece aos estudantes uma base sólida, tornando-se mais bem preparados para cursos mais avançados em Engenharia Elétrica. Todas as características empregadas e validadas pelas edições anteriores foram mantidas.
Desta forma, o leitor encontrará uma introdução básica sobre os amplificadores operacionais, resistores, indutores e capacitores; aberturas de capítulos que contêm biografias de famosos pioneiros no ramo da energia elétrica, para aumentar o interesse dos estudantes; exemplos, exercícios e problemas no final de cada capítulo. Embora mantendo a formatação básica e as características mencionadas da última edição, foi ainda possível aperfeiçoar um texto já excelente. Isso foi obtido por:

- Um número maior de problemas no final dos capítulos;
- Exemplos realçados e numerados ao longo de todo o texto;
- Tratamento mais detalhado dos quadripolos, incluindo mais relações paramétricas, circuitos equivalentes e associações;
- Problemas empregando um programa de análise de circuitos por computador, SPICE;
- Problemas projetados de forma que as respostas resultam freqüentemente em números inteiros, eliminando respostas fracionárias que possam gerar confusão.

O leitor encontrará também um grande número de recursos de aprendizagem ao longo de todo o texto, incluindo:

- Mais de 900 diagramas de redes e fotografias;
- Mais de 700 problemas de final de capítulo;
- Numerosos exercícios com respostas no final das seções;
- Apêndices cobrindo determinantes, métodos de resolução de equações, números complexos, Fórmula de Euler, SPICE e respostas a problemas selecionados.


Fundamentos de análise de circuitos elétricos



Descoberto fungo que faz biodegração de garrafas PET

A aluna da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Kethlen Rose Inácio da Silva desenvolveu um processo para a degradação de garrafas à base de polietileno tereftalato (PET) por meio de fungos.

Fungos da degradação

O trabalho de pesquisa sobre a biodegradabilidade de polímeros sintéticos por ação de microorganismos conhecidos como "basidiomicetos de podridão branca", cultivados em resíduos agroindustriais com diferentes fermentações está condensado na tese de Mestrada da estudante.
Esses fungos têm sido objeto de diversos estudos, por conta de sua capacidade de degradação de materiais. "Foram utilizadas duas linhagens de fungos Pleurotus sp, que são encontrados naturalmente nas matas brasileiras crescendo sobre madeiras, da qual retiram nutrientes", disse Kethlen à Agência FAPESP. "Os fungos Pleurotus sp estão também amplamente distribuídos pelo sul e pela área central da Europa e também pelo norte da África." Mais..

A iniciativa já foi feita só falta saber quando isso entra em prática, aí é outra história.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

E-books de eletrônica

Apresento aqui cinco livros bem interessantes, onde o autor teve a idéia de escrever e desenhar em papel quadriculado, muito bom, vale a pena ter em sua biblioteca de livros técnicos.

Formulas, tables and basic circuits

Environmental projects - Download
Getting started in electronics - Download
Magnet and magnet sensor projects - Download
Schematic symbols devices packages design and testing - Download