domingo, 16 de setembro de 2018

VFO

Montei esse VFO para usar como gerador de RF para a faixa dos 40m, funcionou muito bem e tem boa estabilidade, um requisito que não é tão importante para uso como gerador.

O esquema é esse abaixo:



A saída é através do gate pelo capacitor de 50pF, a lista de componentes segue abaixo para as faixas de 40m e 80m:



Usei um regulador no lugar do zener e do resistor de polarização do mesmo.

O buffer que usei é retirado do site do Miguel e pode ser acessado aqui.

Fiz algumas alterações no projeto original do buffer, não usei o resistor de 22R na alimentação e utilizei algumas gotas de ferrite para separar a alimentação entre os estágios.

Abaixo o vídeo do teste de funcionamento.




Supersolda eletrônica tem propriedades térmicas e elásticas sem paralelo


Uma placa de supersolda (em cima) e sua estrutura de nanofios (embaixo), vista com uma ampliação de 2.500 vezes.


Supersolda

Na eletrônica, a solda não serve apenas para conectar mecanicamente os componentes. Na verdade, uma de suas funções mais importantes é transferir o calor para longe dos componentes críticos. Com as temperaturas nos processadores de computador atingindo mais de 100° C, essa função de dissipação de calor tornou-se mais crucial do que nunca.

No entanto, como tudo o mais no campo da eletrônica, as soldas convencionais estão atingindo o limite de sua capacidade de conduzir calor eficientemente ao longo de uma longa vida útil, tornando a dissipação de calor um fator limitante para o desenvolvimento dos circuitos e aparelhos. Para superar essa limitação está nascendo o que os engenheiros chamam de "supersolda".

Material de interface termal

O professor Sheng Shen, da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, chama a criação de sua equipe de "material de interface termal" (MIT) - um material que desempenha o mesmo papel mecânico das soldas convencionais, mas com o dobro da condutividade térmica das soldas de última geração. O segredo para tanta eficiência está não exatamente nos materiais - os bem conhecidos cobre e estanho -, mas na sua forma, dispostos em matrizes de nanofios.

"Os nanofios são crescidos a partir de um gabarito, como um molde, usando pequenos poros. É a tecnologia dos chips usando a galvanoplastia, crescendo uma camada de cada vez, do mesmo jeito que você cobre um fio elétrico mergulhando-o no eletrólito," explica Shen. O resultado é uma matriz de nanofios com propriedades térmicas notáveis, sem paralelo com qualquer material de solda atual.

E a supersolda ainda tem outras vantagens, como uma conformidade extraordinária - ou elasticidade -, comparável com a da borracha ou outros polímeros. Isso é importante porque as peças que a solda conecta se expandem e se contraem quando aquecidas, muitas vezes em taxas variáveis entre duas partes de composições diferentes.

Limite desconhecido

A equipe comparou uma montagem supersoldada contra uma montagem de solda convencional de estanho. Enquanto a solda convencional começou a diminuir em condutância térmica após menos de 300 horas de ciclagem, a supersolda continuou a operar no pico de condutância térmica após mais de 600 horas. Na verdade, ela se saiu tão bem que seus limites exatos ainda foram determinados.

"Nós sabemos que ela podia ir adiante," disse Shen. "A única razão pela qual terminamos o experimento foi porque precisávamos publicar o artigo!"


domingo, 19 de agosto de 2018

Revista Radioamadorismo em fascículos

Quero aproveitar para deixar o link do blog de um amigo que está editando e publicando uma revista voltada para o radioamadorismo e está disponibilizando gratuitamente as edições no seu blog, fica a dica pra quem gosta do assunto.

Revista Radioamadorismo em fascículos

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Criada calculadora que faz contas usando apenas luz


Toda a técnica de fabricação consiste em cruzar os dois tipos de nanofios, para que eles possam interagir com a luz, cada um à sua maneira.



Calculadora de luz

As calculadoras digitais foram uma das primeiras "maravilhas da eletrônica" que a miniaturização colocou nas mãos da maior parte das pessoas. Agora, conforme caminhamos da eletrônica para a fotônica - a computação que usa luz em vez de eletricidade -, já podemos contar com as primeiras versões de luz desses dispositivos tão práticos.

A primeira calculadora totalmente óptica - que funciona apenas com luz - acaba de ser fabricada por He Yang e seus colegas da Universidade de Aalto, na Finlândia. Ela ainda não está pronta para ir para as prateleiras, mas a demonstração da fotônica realizando todas as operações lógicas, os blocos básicos de toda a computação, mostra que há de fato um caminho de luz pela frente.

Fotônica com semicondutores

Para construir a calculadora, Yang sintetizou dois tipos de nanofios semicondutores, um de fosfeto de índio (InP) e outro de arseneto de alumínio-gálio (AlGaAs). Os nanofios são tão finos que se comportam como estruturas unidimensionais, funcionando como minúsculas antenas para a luz.

O passo essencial é "pentear" os nanofios depois que eles são sintetizados, o que permite estabelecer os cruzamentos entre eles para permitir que a luz de cada um interfira na luz do outro, a fim de executar os cálculos. "As estruturas unidimensionais e de barra transversal são o núcleo de nossos cálculos porque permitem que a luz de entrada escolha com qual nanofio ela interage - ou com o fosfeto de índio ou com o arseneto de alumínio-gálio," explicou Yang.

Dependendo da entrada - neste caso a direção da luz polarizada linearmente e seu comprimento de onda - os nanofios interagem ou não com a luz. Na prática, isso é semelhante ao funcionamento das antenas usadas nos antigos receptores de rádio: Eles só recebem sinais quando apontam na direção ideal, tipicamente para cima. Como a resposta dos diferentes nanomateriais é diferente, a saída de luz da estrutura de nanofios pode ser chaveada com diferentes comprimentos de onda e direções da luz para a realização das operações lógicas - por enquanto, a calculadora fotônica só faz adição e subtração.