segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Revistas

Estou tendo problemas com o acesso a minha conta no mediafire, eu ia adicionar mais algumas revistas no final de semana, mas não consegui, assim que eu conseguir acesso novamente eu adiciono.

Aproveito também para falar que um leitor do blog deixou o link para download da edição 52 da revista Divirta-se com a Eletrônica nos comentários do post da revista, por causa do problema com o mediafire ainda não consegui fazer o upload portanto se alguém quiser se adiantar e baixar a edição pelo 4shared é só acessar o link nos comentários, acredito que agora sim temos a coleção completa.

Também quero falar que achei o curso do Instituto Monitor completo na net e se alguém quiser baixar é só acessar por esse link.

Criado transístor que funciona com calor


Este é o primeiro transístor a calor fabricado no mundo - e ele já nasce com várias aplicações potenciais.



Transístor termal

A eletrônica do calor, ou fonônica, ficou mais perto das aplicações práticas graças ao trabalho de Dan Zhao e Simone Fabiano, da Universidade de Linkoping, na Suécia. Eles criaram um transístor que funciona com calor, em vez de eletricidade - um transístor termoelétrico. E com o adicional de ser orgânico, ou seja, é feito com semicondutores poliméricos.

Basta uma elevação de temperatura de um único grau para provocar uma modulação de corrente detectável no transístor termal. "Somos os primeiros no mundo a apresentar um circuito lógico, neste caso um transístor, que é controlado por um sinal de calor, em vez de um sinal elétrico", comemorou o professor Xavier Crispin, coordenador da equipe.

Câmeras de visão noturna

O transístor acionado pelo calor já nasce visando uma série de aplicações potenciais, como circuitos controlados pelo calor presente na luz infravermelha, para uso em câmeras de calor - as conhecidas câmeras de visão noturna -, e em curativos médicos capazes de monitorar o processo de cicatrização. Outra possibilidade é construir uma matriz de píxeis inteligentes, para substituir totalmente os sensores atualmente utilizados para detectar radiação infravermelha nas câmeras termais.

Com desenvolvimentos adicionais, segundo a equipe, a nova tecnologia pode permitir a incorporação de câmeras de visão noturna nos telefones celulares a um custo baixo, uma vez que os materiais usados na construção do transístor são baratos e de síntese fácil.

Transístor a calor

O transístor termal depende de um único conector até o eletrólito sensível ao calor, que atua como sensor, graças ao uso de um material com alta sensibilidade térmica - 100 vezes maior do que os materiais termoelétricos tradicionais, que a equipe já vem desenvolvendo há vários anos. Cerca de um ano atrás, esse material já havia sido utilizado em um papel de energia que tem como base um supercapacitor carregado pelos raios solares. No capacitor, o calor é convertido em eletricidade, que pode então ser armazenado até que seja necessário.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Revistas Elektor [Década de 1980]




É com grande prazer que trago a vocês essa coleção da melhor literatura técnica existente no mundo até os dias de hoje.

No Brasil as publicações da revista Elektor teve duas fases, essa primeira que teve vida curta com apenas 29 edições iniciada em Julho de 1986 até Fevereiro de 1989 e a mais recente iniciada em Abril de 2002 e que não tenho tanta certeza, mas acho que também não está sendo mais editada e distribuída, infelizmente. Uma excelente revista que sempre procurou trazer o que é de melhor em se tratando de projetos eletrônicos, todos testados nos laboratórios da revista garantindo o seu funcionamento.

Para os interessados em fazer uma assinatura mensal da edição em pdf pode acessar esse link.


Quero aproveitar e deixar meus agradecimentos ao Don Akkermans e Raoul Morreau pela cordialidade e receptividade quando entrei em contato com a Elektor para pedir a permissão para essa publicação.


Qualquer problema ou erro nos links deixem um comentário.

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Acabei esquecendo de um detalhe:

Índice

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 Atualização

Pessoal a Elektor estendeu aquela promoção para assinatura digital Green Membership dando 50% de desconto para os leitores do blog, basta usar o código PICCO16 no campo "Do you have a cupon code" no link acima para receber o desconto, a promoção é válida até 31 de Março então aproveite para fazer sua assinatura antes que acabe a promoção.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Nasce primeiro material ferroelétrico flexível


Micrografia dos cristais de haloimidazole, que é um material flexível orgânico com propriedades ferroelétricas e piezoelétricas.



Ferroelétrico flexível

Está pronto primeiro material ferroelétrico flexível. Este é um avanço longamente esperado para o campo do armazenamento magnético de dados, mas também será importante para a fabricação de atuadores de precisão para os microscópios de força atômica, sensores de imagem de ultrassom, emissores para aplicações médicas e até mesmo de sensores para algumas aplicações automotivas.

Os materiais ferroelétricos já são largamente usados em memórias e na microeletrônica em geral. Suas propriedades especiais originam-se do fato de que eles contêm regiões polarizadas em uma orientação específica, que podem ser controladas com um campo elétrico externo. O problema é que eles são quebradiços, o que impede seu uso em um maior número de aplicações.

Esse problema agora foi resolvido por uma equipe do Laboratório Nacional Argonne e da Universidade Northwestern, ambos nos EUA.

Ferroelétrico e piezoelétrico

Uma das grandes vantagens do material ferroelétrico flexível vem do fato de que todos os materiais ferroelétricos são também piezoelétricos, o que significa que eles podem converter uma força mecânica em um pulso elétrico, ou vice-versa. É por isso que eles são usados em atuadores de precisão e em sistemas de colheita de energia. O impacto da inovação para o armazenamento de dados também deverá ser grande. "Com o armazenamento ferroelétrico há um potencial de uma densidade de informação muito grande. Isso pode fazer uma grande diferença quando pensamos sobre as futuras gerações da nuvem de dados," disse o professor Seungbum Hong.

"Como a ferroeletricidade e este tipo de flexibilidade são propriedades relativamente raras de se ver por isoladamente, ter tanto a ferroeletricidade como a flexibilidade neste novo material é basicamente algo sem precedentes," acrescentou Hong. A tão esperada flexibilidade emerge porque os planos do cristal no nível atômico tendem a escorregar uns em relação aos outros, o que dá ductilidade ao material.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Transistores especiais podem funcionar anos sem bateria


"Se formos usar a energia de uma pilha AA típica com base neste projeto, ela poderia durar por um bilhão de anos," escrevem os dois engenheiros em seu artigo.



Transístor de baixo consumo

Um novo design de transistores que operam com energia reciclada do seu próprio funcionamento pode se tornar o elemento fundamental de aparelhos que funcionem por meses, ou até anos, sem baterias, e que poderiam ser usados para eletrônicos portáveis, de vestir, implantáveis ou para a Internet das Coisas.

Conforme cada transístor capturar do ambiente uma parte da energia que precisa para funcionar, o aparelho como um todo tem uma redução drástica no consumo de energia. Usando um princípio semelhante a um computador em modo suspenso, o novo transístor funciona usando um pequeno "vazamento" de corrente elétrica, conhecido como "corrente de estado próximo do desligamento", que hoje se transforma em calor.

Esse vazamento, como a água pingando de uma torneira com defeito, é uma característica de todos os transistores, onde também é visto como um defeito - esta é a primeira vez que ele foi efetivamente capturado e usado funcionalmente. Essa reciclagem de energia abre novas possibilidades para o projeto de aparelhos para a Internet das Coisas, como sensores pequenos demais para acomodar baterias grandes.

Aproveitando a barreira Schottky

Os novos transistores recicladores de corrente de fuga podem ser produzidos a baixas temperaturas por impressão, usando praticamente qualquer material como base, de vidro e plástico até poliéster e papel. Eles são baseados em uma arquitetura que tira proveito de uma característica não desejável para o projeto usual dos transistores, um ponto de contato entre o metal e o semicondutor de um transístor conhecido como "barreira Schottky".

"Nós estamos desafiando a percepção convencional de como um transístor deve ser", disse o professor Arokia Nathan, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. "Nós descobrimos que essas barreiras Schottky, que a maioria dos engenheiros tenta evitar, na verdade têm as características ideais para o tipo de aplicações de energia ultrabaixa que estamos visando, como os eletrônicos de vestir ou implantáveis para monitoramento da saúde," concluiu.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Pista quântica inclinada deixa qubit acelerar sem derrapar


A forma da frente de onda dos pulsos de laser é responsável pela aceleração da dinâmica das partículas quânticas, ou qubits.


Corrida quântica

O que têm os futurísticos computadores quânticos a ver com uma pista de corrida? Difícil dizer, mas a analogia pode ser útil. Inspirados em pistas de corrida como Indianápolis e Daytona, físicos descobriram uma nova forma de controlar os bits dos computadores quânticos, que são muito propensos a derrapar e sair da pista - ou, em outros termos, a sofrer interferências e perder os dados.

As pistas ovais possuem uma inclinação lateral - de até 30º - para permitir que os carros corram mais rápido. É mecânica newtoniana básica: a inclinação da pista para o interior permite que a força normal proporcionada pelo pavimento cancele a aceleração centrífuga do carro, ou sua tendência para deslizar para o lado externo da curva. Quanto maior a velocidade que se deseja atingir, maior deve ser o ângulo de inclinação da pista. "A dinâmica das partículas quânticas se comporta de forma análoga. Embora as equações do movimento sejam diferentes, para mudar com precisão o estado de uma partícula quântica em alta velocidade você precisa projetar a pista adequada para transmitir as forças certas," explicou o professor Aashish Clerk, líder de uma equipe dos EUA e da Alemanha que usou esse conhecimento para facilitar a vida dos projetistas dos computadores quânticos.

Eles idealizaram uma técnica para permitir uma dinâmica quântica mais rápida absorvendo as acelerações prejudiciais sentidas pela partícula quântica. Essas acelerações, a menos que sejam compensadas, podem desviar a partícula de sua trajetória no espaço do estado quântico, de forma similar a que a aceleração centrífuga deflete o carro de corrida de sua trajetória na pista.

Pista inclinada para qubits

Para construir essa pista quântica inclinada, a equipe usou pulsos de laser com formatos - a "frente da onda" - cuidadosamente ajustados e confirmou que o aparato consegue dirigir com precisão a trajetória dos elétrons envolvidos em um dos qubits mais promissores para a computação quântica: as vacâncias de nitrogênio, isoladas no interior de nanodiamantes.

"Nós demonstramos que esses novos protocolos podem alternar o estado de um bit quântico, de desligado para ligado, 300% mais rápido do que os métodos convencionais," confirmou o professor David Awschalom, cuja equipe recentemente construiu um qubit geométrico imune a interferências externas. "Aproveitar cada nanossegundo do tempo de operação é essencial para reduzir o impacto da decoerência quântica," acrescentou Awschalom, referindo-se ao fenômeno de perda do dado do qubit. "O que é promissor para transferir essas técnicas para fora do laboratório é que elas são efetivas mesmo quando o sistema não está perfeitamente isolado," acrescentou outro membro da equipe, Guido Burkard.