sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

E Darwin nem leu...

O monge austríaco Gregor Mendel (1822-1884) observou que, cruzando um pé de ervilha alto com outro alto, o resultado era uma planta grande. Já plantas baixas geravam pés pequenos. Mas a combinação dos dois tipos criava ora descendentes baixos, ora descendentes altos. A partir disso, ele afirmou que as características eram herdadas por dois fatores, masculino e feminino. No caso, um dos fatores seria dominante, inibindo o outro que chamou de recessivo. Hoje o conceito de genes recessivos e dominantes é uma das bases da genética mas, em sua época, Mendel foi solenemente ignorado. Ele escreveu até para Charles Darwin, autor da teoria da evolução das espécies, e recebeu a resposta de que o naturalista inglês estava "ocupado para examinar suas idéias." O monge publicou o artigo em 1865. Ninguém deu atenção. O trabalho só voltou à tona em 1910, graças ao biólogo americano Thomas Morgan, que o usou para explicar sua teoria de que os cromossomos eram os responsáveis pela hereditariedade.

Fonte: Revista Superinteressante

E-Books Clássicos [links off]

Trago aqui dois e-books clássicos, Fausto e O Apanhador no campo de centeio. Este último estou adiantando a postagem devido a morte do autor J. D. Salinger ontem aos 91 anos. As capas são somente ilustrações.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Rádio Havana Cuba




Recepção feita na cidade de Boituva (SP) dia 01 de janeiro de 2010 às 19:16hs aproximadamente usando o rádio Sony ICF-F12C.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Fontes de alimentação

Essa é uma dica para quem está procurando um esquema de fonte de alimentação, o autor desse blog posta somente esquemas de fontes e relacionados, para aqueles que não conhecia, vale a pena olhar.

Power Supply Adapter

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Grafeno produzido industrialmente vira padrão de referência da eletrônica


A técnica possibilitará, pela primeira vez, colocar de fato as folhas de grafeno nas mãos dos pesquisadores e engenheiros - com o detalhe de que eles conseguirão vê-las a olho nu.


Uma tecnologia para o futuro

Há poucos dias, a indústria apresentou o primeiro protótipo de um chip de grafeno, o promissor material que promete não apenas substituir o silício, como levar a miniaturização a novas fronteiras, além de abrir fronteiras totalmente novas em outras áreas de aplicação. O grafeno é uma folha de carbono, a mais fina que pode existir, com apenas um átomo de de espessura, na qual os átomos formam uma estrutura parecida com uma tela de galinheiro. Entre suas propriedades inusitadas está o fato de ser o material mais forte que existe.

Como fabricar grafeno

Então, o que os cientistas estão esperando para usar esse material e criar chips e novos materiais com desempenho muito superior aos atuais? O problema é que não é fácil fabricar folhas com um átomo de espessura. Os experimentos feitos até agora - à exceção do método desenvolvido pela Fujitsu para criar o primeiro chip com o novo material - utilizam folhas de grafeno fabricadas artesanalmente, geralmente colocando colando uma fita adesiva sobre uma folha de grafite e removendo-a cuidadosamente. E, enquanto não for fácil obter o grafeno, as pesquisas não avançarão no ritmo que se espera. Agora, cientistas do Laboratório Nacional de Física, do Reino Unido, desenvolveram uma técnica que permite a criação de folhas homogêneas de grafeno de dimensões macroscópicas, com qualidades muito próximas do ideal. A técnica possibilitará, pela primeira vez, colocar de fato as folhas de grafeno nas mãos dos pesquisadores e engenheiros - com o detalhe de que eles conseguirão vê-las a olho nu.

Grafeno em escala industrial

As amostras de grafeno foram produzidas por crescimento epitaxial, um processo usado para o crescimento de cristais, em que uma camada de cristal cresce sobre outra. A base utilizada foi o carbeto de silício, em cima da qual foram criadas as folhas com um átomo de carbono de espessura. Segundo os pesquisadores, eles já conseguem fabricar amostras de grafeno com 50 milímetros quadrados, o que já é suficiente para a fabricação de um grande número de dispositivos eletrônicos - os núcleos dos processadores mais modernos não são muito maiores do que isso. Contar com uma amostra de dimensões significativas demonstra que o grafeno pode ser fabricado de forma prática, escalável e em ritmo industrial, algo que não foi conseguido até hoje com os bem mais famosos nanotubos de carbono - que nada mais são do que folhas de grafeno enroladas.

Rumo às aplicações práticas do grafeno

O feito também está permitindo que os cientistas meçam e entendam melhor as propriedades do promissor material. Este foi o segundo passo dado pelos pesquisadores britânicos: a amostra de grandes dimensões permitiu que eles medissem as propriedades elétricas do grafeno com uma precisão sem precedentes, abrindo o caminho para o estabelecimento de normas práticas e precisas para essa nova geração da nanoeletrônica. Para que produtos delicados como os transistores usados nos computadores funcionem adequadamente e sejam comercialmente viáveis, os fabricantes devem ser capazes de fazer tais medições com incrível precisão, usando um padrão internacional como referência. A norma internacional de resistência elétrica é fornecida pelo Efeito Hall Quântico, um fenômeno pelo qual as propriedades elétricas em materiais bidimensionais podem ser determinadas com base apenas em constantes fundamentais da natureza.

Avanços práticos

Até hoje esse efeito só havia sido demonstrado com precisão suficiente em um pequeno número de semicondutores. Além disso, tais medições exigem temperaturas próximas do zero absoluto, combinadas com campos magnéticos muito fortes. O resultado, pouco prático, é que apenas alguns poucos laboratórios especializados em todo o mundo podem atingir essas condições. Há muito se fala que o grafeno poderia fornecer um padrão ainda melhor, mas as amostras disponíveis eram insuficientes para provar isso. Ao produzir amostras de tamanho e qualidade suficientes, e demonstrar com precisão sua resistência Hall, a equipe comprovou que o grafeno tem de fato o potencial de substituir os semicondutores convencionais em uma escala maciça. Além disso, o grafeno apresenta o Efeito Hall Quântico em temperaturas muito mais elevadas do que seus colegas semicondutores. Isto significa que o padrão de resistência do grafeno poderá ser muito mais amplamente usado, já que o número de laboratórios ao redor do mundo que conseguem atingir essas condições mais amenas é muito maior. Embora tudo possa parecer demasiadamente teórico, o significado desse avanço é muito prático, comprovando que, além de suas vantagens já conhecidas de velocidade e durabilidade, o grafeno agora conta com condições plenas para ser produzido industrialmente, com a consequente redução dos custos dessa promissora tecnologia eletrônica. "É verdadeiramente sensacional que uma grande área de grafeno epitaxial tenha demonstrado não apenas continuidade estrutural, mas também o grau de perfeição exigido para as medições elétricas precisas, similares às dos semicondutores convencionais, que têm uma história de desenvolvimento muito mais longa," comemora o Professor Alexander Tzalenchuk, do Laboratório Nacional de Física do Reino Unido.

E agora?

A equipe de pesquisadores está comemorando os resultados, mas não pretende dar o trabalho por encerrado. Eles planejam demonstrar medições ainda mais precisas, assim como elevar ainda mais a temperatura na qual essas medições podem ser feitas. Mas a bola agora está também com a indústria. "O desafio para a indústria nos próximos anos será ampliar a escala de fabricação do grafeno de forma prática para atender as demandas por novas tecnologias. Nós demos um passo gigantesco e, assim que esses processos produtivos estiverem disponíveis, nós esperamos que o grafeno ofereça ao mundo uma alternativa mais rápida e mais barata do que os semicondutores convencionais," concluem eles.

O que é Efeito Hall Quântico?

O Efeito Hall Quântico surge onde uma corrente elétrica flui através de um material bidimensional em um campo magnético perpendicular e a tensão elétrica no material é medida perpendicularmente aos dois - tanto ao fluxo da corrente quanto ao campo magnético. Dentro de determinados intervalos periódicos no campo, a taxa dessa tensão transversal à corrente, conhecida como resistência Hall, é determinada somente por uma combinação conhecida de constantes fundamentais - a constante de Planck (h) e a carga do elétron (e). Devido a essa universalidade, o Efeito Hall Quântico fornece a base para o padrão de resistência, em princípio independente de cada amostra particular de material e das condições da medição. Até agora, o Efeito Hall Quântico somente havia sido demonstrado com precisão suficiente em um pequeno número de semicondutores, como o silício e o grupo de heteroestruturas III-V da tabela periódica. Devido às suas propriedades únicas, o grafeno vinha sendo apontado como candidato para fornecer um padrão ainda melhor, mas as amostras de grafeno até então produzidas eram pequenas demais e de qualidade inadequada para permitir a execução das medições. A pesquisa foi resultado de um esforço conjunto que reuniu cientistas do Laboratório Nacional de Física e Universidade de Lancaster (Reino Unido), universidades de Chalmers e Linkoping (Suécia) e da Escola Politécnica de Milão (Itália).


Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ondas de rádio "enxergam" através das paredes

O pesquisador andando na área da rede e sua imagem gerada na tela do computador.


Engenheiros da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, mostraram que uma rede sem fio de transmissores de rádio pode rastrear pessoas que se deslocam atrás de paredes sólidas. Essa espécie inovadora de radar poderia ajudar os bombeiros a resgatar vítimas de incêndios e atender pessoas idosas que tenham caído dentro de casa, e a polícia a resgatar reféns durante sequestros.

Tomografia de rádio

"Mostrando a localização das pessoas dentro de um edifício durante situações envolvendo reféns, incêndios e outras emergências, a 'tomografia de rádio' pode ajudar a polícia e as equipes de emergência a saberem onde devem centrar a sua atenção," afirmam Joey Wilson e Neal Patwari no artigo em que descrevem a nova técnica. A técnica utiliza imagens tomográficas de rádio (RTI: Radio Tomographic Imaging), que permitem "ver", localizar e rastrear as pessoas ou objetos que se deslocam em uma área cercada por transmissores de rádio simples e de baixo custo. As pessoas e os objetos monitorados não precisam usar nenhum aparato especial para serem detectadas, o que permite o uso da técnica em situações de emergência.

Rede ZigBee

Para demonstrar a tecnologia, os pesquisadores primeiro criaram uma rede sem fios formada por 28 transceptores de rádio - aparelhos ao mesmo tempo transmissores e receptores - em duas áreas contíguas, separadas por paredes. Cada aparelho compõe um nó da rede. Na área interna, com quase 14 metros de comprimento, foram colocados oito nós, espaçados por 2 metros. Na área externa, a rede abrangeu um quadrado com cerca de 21 metros de lado, com os nós colocados a 3 metros de distância uns dos outros. Cada transceptor foi colocado sobre um pedestal de PVC com 1,2 metro de altura, para que ele pudesse fazer medições na altura do tronco humano. O sistema sem fios utilizado é conhecido como uma rede Zigbee, um tipo de rede frequentemente usado em automação industrial e para a leitura de dados de diversos tipos de sensores.

Imagem de radar

Medindo a variação na intensidade dos sinais entre os diversos aparelhos de rádio, os pesquisadores geram na tela do computador uma "imagem de radar" da área, produzindo uma visualização tipo olho de peixe, onde as pessoas aparecem como bolhas. Na segunda experiência, os cientistas aprimoraram o sistema para conseguirem detectar os movimentos do outro lado da parede, onde não havia uma rede instalada. Os resultados mostraram que o rastreamento das variações na intensidade dos sinais de rádio de uma rede de 34 nós é suficiente para monitorar a movimentação de pessoas atrás de uma parede de tijolos até uma distância de cerca de um metro da parede.


A tomografia por rádio mede "sombras" nas ondas de rádio criadas quando elas passam através de uma pessoa ou objeto em movimento. As sombras são criadas pela variação na intensidade dos sinais de rádio.


Imageamento por tomografia de rádio

O imageamento por tomografia de rádio (RTI) é diferente e muito mais barato do que o radar, no qual os sinais de rádio são ricocheteados pelos alvos e os ecos de retorno fornecem a localização do alvo e sua velocidade. O RTI mede "sombras" nas ondas de rádio criadas quando elas passam através de uma pessoa ou objeto em movimento. As sombras são criadas pela variação na intensidade dos sinais de rádio. Isto torna a técnica muito semelhante à tomografia computadorizada utilizada pela medicina, que usa raios X para fazer imagens do corpo humano, e ao imageamento sísmico, no qual ondas de terremotos ou de explosões são usadas para procurar petróleo, minerais e estruturas geológicas subterrâneas. Em cada uma dessas técnicas, as medições das ondas de rádio, raios X ou ondas sísmicas são feitas ao longo de muitas rotas diferentes até o alvo, e estas medições são usadas para construir uma imagem desse alvo na tela do computador.

Privacidade e saúde

Em seus experimentos dentro e fora de casa, Wilson e Patwari coletaram medições da intensidade dos sinais de rádio de todos os transceptores - primeiramente a área da rede vazia e, em seguida, quando uma pessoa andava por ela. Eles desenvolveram fórmulas matemáticas e usaram-nas em um programa de computador para converter os sinais atenuados, ou enfraquecidos, que ocorrem quando alguém cria "sombras" ao caminhar pelo mar de sinais de rádio. A técnica RTI tem várias vantagens. "Os sinais de radiofrequência podem viajar através de obstáculos como paredes, árvores e fumaça, enquanto os sistemas de imageamento óptico e infravermelho não podem", afirma os engenheiros. "A imagem de radiofrequência também funciona no escuro, onde as câmeras de vídeo falham." Mesmo onde as câmeras de vídeo funcionam, preocupações com a privacidade podem impedir a sua implantação. "Um sistema RTI fornece imagens atuais da localização das pessoas e seus movimentos, mas não pode ser usado para identificar uma pessoa," dizem eles. Mas será que o bombardeio de ondas de rádio não representaria um perigo para a saúde? Wilson diz que os dispositivos "transmitem ondas de rádio com potências 500 vezes menores do que um telefone celular comum." "E você não irá segurá-lo contra sua cabeça", acrescenta Patwari.


Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Rádio Havana Cuba




Recepção feita na cidade de Boituva (SP) usando o rádio Sony ICF-F12S no dia 24 de dezembro de 2009 às 18:30 aproximadamente. Frequência de 17705KHz. Apesar do problema de imagem, a recepção desse rádio é muito boa em ondas curtas, o ponto negativo ficou por conta da recepção de ondas médias, onde a rádio Globo entope toda a banda, estações muito fracas ficam muito difícil de escutar. Tem alguns períodos do dia que a interferência da Globo é reduzida.

Motor iônico

Gostaria de informar ao leitor Anthony Collucci que na revista Elektor BR anos 80 número 8 tem um texto sobre propulsão iônica. Vou ver se tenho mais alguma coisa a respeito, mas se tivér deve ser somente teoria.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Nasce o primeiro transístor molecular

Transístor molecular: pesquisadores ajustam a tensão aplicada por meio de eletrodos de ouro a uma molécula de benzeno, variando a corrente que passa através dela - exatamente como ocorre com um transístor convencional.


Eletrônica molecular

Cientistas conseguiram fabricar experimentalmente o primeiro transístor feito com uma única molécula, levando a miniaturização da eletrônica ao seu limite e começando a tornar realidade as promessas de uma eletrônica molecular. Outros cientistas já haviam feito propostas teóricas para a criação de um transístor de benzeno e, há cerca de dois meses, uma equipe demonstrou o funcionamento do primeiro diodo molecular, uma junção semicondutora essencial para a construção dos transistores.

Transístor molecular

Agora, os pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e do Instituto de Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul, apresentaram o primeiro transistor molecular que funciona na prática, ainda que em escala de laboratório. Eles demonstraram que, conforme haviam sugerido cientistas da Universidade do Arizona, uma molécula de benzeno ligada a contatos de ouro comporta-se como um transistor de silício. Os pesquisadores conseguiram manipular os diferentes estados de energia da molécula variando a tensão aplicada através dos eletrodos de ouro. Ao manipular os estados de energia, eles foram capazes de controlar a intensidade da corrente elétrica que passa através da molécula. Exatamente o mesmo comportamento de um transístor eletrônico de silício. "É mais ou menos como rolar uma bola colina acima, onde a bola representa a corrente elétrica e a altura da colina representa os diferentes estados de energia da molécula," tenta explicar o Dr. Mark Reed. "Fomos capazes de ajustar a altura da colina, permitindo que a corrente passasse por ela quando ela era mais baixa, e interrompendo a corrente quando ela se elevava."

Ferramentas moleculares

A parte mais desafiadora da construção do transístor molecular foi justamente conectar os eletrodos metálicos à molécula, uma técnica que o Dr. Reed e sua equipe vêm aprimorando há quase 20 anos. O feito somente foi alcançado graças ao desenvolvimento de novas técnicas e equipamentos que permitem a medição das correntes super tênues e a "visualização" do que está ocorrendo em nível molecular. O desafio pode ser visualizado na imagem, que contrasta as dimensões dos contatos elétricos, construídos com a tecnologia atual de litografia, e a molécula individual que funciona como transístor.

Uma década de trabalho

Há um grande interesse em utilizar moléculas em circuitos de computador porque os transistores tradicionais, feitos de silício, não são viáveis em escalas tão pequenas. Contudo, embora represente um marco importante para a criação da eletrônica molecular, este transístor é ainda um dispositivo em escala de laboratório. Mesmo sua reprodução por outros grupos de pesquisadores será difícil. A fabricação em escala industrial terá que esperar ainda muitos anos de novos aprimoramentos e de novos equipamentos. "Ainda não estamos prestes a criar a próxima geração de circuitos integrados," afirma Reed. "Mas, depois de muitos anos de trabalho nos preparando para isto, terminamos um trabalho de uma década de duração, conseguindo demonstrar que as moléculas de fato podem funcionar como transistores."

Fonte: Inovação Tecnológica