quinta-feira, 20 de maio de 2010

Rádio pirateada

Em 1939, o americano Edwin Armstrong (1890-1954) gastou suas economias construindo uma emissora experimental só para provar a qualidade do radio de frequência modulada, ou FM, que havia inventado seis anos antes. Na época, uma música ou uma voz só eram transmitidas em ondas de rádio que variavam de amplitude ou força. É o sistema das emissoras AM, sujeito a ruidosas interferências. Para produzir um som de alta fidelidade, Armstrong mostrou que o melhor era variar a frequência, o número de ondas por segundo. Ninguém se interessou, a não ser o Exército, que usou as ondas de Armstrong durante a Segunda Guerra Mundial. Depois disso, o radio FM se popularizou nos anos 50 sem que seu inventor recebesse um tostão. Sua família acabou faturando 20 milhões de dólares, graças a uma longa briga judicial com as emissoras de FM. Armstrong, porém, não viu a cor do dinheiro porque, desgostoso com a pirataria, se suicidou em 1954.

Fonte: Revista Superinteressante

Revista Popular Mechanics [Parte 03]



Popular Mechanics - Maio de 1905

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Popular Mechanics - Junho de 1905

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Supernova misteriosa divide os astrônomos



Supernova ou supervelha? Um grupo de cientistas afirma tratar-se de uma supernova de um tipo até agora desconhecido. Outro grupo afirma tratar-se apenas de uma variação de um tipo já conhecido.


Tipos de supernovas

Até hoje, astrônomos observaram dois tipos de supernova. O primeiro é a gigante jovem que explode em uma exibição violenta à medida que entra em colapso por conta de sua própria massa. O segundo tipo é o da explosão termonuclear de uma estrela do tipo anã-branca, velha e densa.

Supernova ou supervelha

Um novo tipo de supernova acaba de ser descrito - ou não. A novidade, ou melhor, a dúvida, é destaque na edição desta quinta-feira (20/5) da revista Nature em dois artigos: um que defende tratar-se de um novo tipo de supernova e o outro que afirma tratar-se de um tipo conhecido. A estrela de enorme massa que explodiu foi detectada por meio de telescópios em janeiro de 2005, pouco após ter iniciado o processo de explosão. Desde então, ao investigar a estrela, pesquisadores de diversos países verificaram que se tratava de um fenômeno inusitado.

Pouca massa

Denominada SN2005E, a supernova fica na galáxia NGC1032, vizinha à Via Láctea. Nas análises feitas desde 2005, alguns cientistas concluíram que a quantidade de material ejetado pela supernova era muito reduzida para ter-se originado de uma gigante que explodiu. Além disso, sua localização, distante das regiões conhecidas e movimentadas nas quais as estrelas se formam, implica que se tratava de uma estrela mais velha que levou bastante tempo para se deslocar de seu berço natal.

Assinatura química

Mas a assinatura química da estrela que explodiu não se encaixa no segundo tipo conhecido de supernova. "O resultado deixou claro de que se trata de um novo tipo de supernova", disse Hagai Perets, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos Estados Unidos, primeiro autor de um dos artigos. Os pesquisadores fizeram diversas simulações em computador de modo a tentar entender que tipo de processo poderia ter levado ao fenômeno observado. Uma importante incógnita é a assinatura química. Um tipo comum de anã branca que explode (conhecido como supernova tipo Ia) é composto principalmente por carbono e oxigênio, o que é refletido na composição do material ejetado. "A nova supernova é vazia de carbono e oxigênio. Em vez disso, é rica em hélio. Ou seja, é surpreendentemente diferente das demais", disse Dae-Sik Moon, do Departamento de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Toronto, no Canadá, coautor do artigo. "As simulações feitas sugerem que um par de anãs brancas estava envolvido, uma roubando hélio da outra. Quando o hélio da estrela que roubou se eleva além de certo ponto, ocorre a explosão. A estrela roubada é provavelmente destruída no processo, mas não sabemos ainda o destino da estrela que roubou o gás", disse Avishay Gal-Yam, também autor do artigo que defende o novo tipo de supernova.

Mais do mesmo

Mas Koji Kawabata e seus colegas da Universidade de Hiroshima, no Japão, defendem no outro artigo publicado na Nature que a SN2005E é uma supernova tipo Ib. Segundo eles, a supernova deriva de uma estrela de massa gigantesca que explodiu pelo colapso gravitacional em seu próprio núcleo. O caso da SN2005E seria raro por a supernova se localizar em uma região sem sinais claros da formação de estrelas.

Incertezas científicas

"As duas interpretações diferentes oferecidas pelos artigos ilustram a atual incerteza a respeito da origem dessas explosões. Mas a composição incomum do material ejetado pela SN2005E e outros eventos similares terão implicações importantes para diversas áreas da astrofísica", disse David Branch, da Universidade de Oklahoma, em um artigo na mesma edição da revista com comentários sobre os outros dois.

Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Júpiter perdeu uma faixa gigantesca em seu hemisfério sul


A faixa estava lá no final de 2009, antes que Júpiter se movesse para perto demais do Sol para ser observado da Terra. Ao emergir, em Abril, a listra havia desaparecido.


Causas desconhecidas

Júpiter perdeu uma das suas listras mais proeminentes, deixando o seu hemisfério sul estranhamente vazio. Os cientistas ainda não sabem o que provocou o desaparecimento da gigantesca faixa escura. A aparência de Júpiter é tipicamente marcada por duas faixas escuras em sua atmosfera - uma no hemisfério norte e outra no hemisfério sul. Mas as imagens mais recentes, feitas por astrônomos amadores, mostram que a faixa sul simplesmente desapareceu.

Mistério

A faixa estava lá no final de 2009, antes que Júpiter se movesse para perto demais do Sol para ser observado da Terra. Quando o planeta emergiu do ofuscamento causado pelo brilho do Sol, contudo, no início de Abril, o cinturão sul simplesmente havia desaparecido. Segundo a revista New Scientist, esta não é a primeira vez que o cinturão sul de Júpiter desaparece. Ele ficou sumido em 1973, quando a sonda espacial Pioneer 10 tirou as fotos mais próximas do planeta já feitas até então. Ele sumiu temporariamente de novo no início de 1990.

Camadas de nuvens

As faixas de Júpiter podem normalmente parecer escuras simplesmente pela falta, nesta região, das nuvens de grandes altitudes, mais claras, presentes nas outras regiões, revelando as nuvens escuras abaixo. "Você está olhando para diferentes camadas da estrutura de nuvens do planeta," disse Glenn Orton, do Laboratório de Propulsão a Jato, da NASA, em entrevista à revista.

Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Revista Popular Mechanics [Parte 02]

Mais duas edições.


Popular Mechanics - Março de 1905

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Popular Mechanics - Abril de 1905

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Criada câmera de vídeo com foco automático em toda a cena



A imagem da esquerda foi obtida com a nova câmera com foco automático total, mostrando todos os planos perfeitamente focalizados. À direita, uma imagem da mesma cena obtida com uma câmera comum.


Pesquisadores canadenses desenvolveram uma nova técnica de foco para câmeras de vídeo que poderá revolucionar a forma de captação de imagens, com aplicações no entretenimento, na medicina, na visão artificial utilizada na indústria e em vigilância.

Omni-foco

A câmera de omni-foco é baseada em um princípio inteiramente novo de mapeamento de distâncias que é capaz de fazer o foco automático, em tempo real, tanto a curta distância quanto em profundidade, em alta resolução. O professor Keigo Iizuka, da Universidade de Toronto, batizou sua invenção de Divcam, um apelido para o nome completo da invenção, que é Divergence-ratio Axi-vision Camera - algo como câmera de axi-visão por taxa de divergência. "A capacidade única da câmera de omni-foco, de obter simultaneamente o foco de todos os objetos na cena, próximos ou distantes, múltiplos ou individuais, sem o movimento físico da óptica das câmeras comuns, representa um avanço real, que faz diferença em termos de alta resolução, profundidade das cenas, operação em tempo real, simplicidade, portabilidade, leveza e provavelmente um custo de fabricação muito baixo," diz David Wilkes, que está ajudando os cientistas a colocarem a nova câmera no mercado.

Foco automático total

Já a explicação do Dr. Iizuka sobre o funcionamento de sua invenção é bem mais técnica: "A intensidade de um ponto decai com o inverso do quadrado da distância de propagação. Comprovamos que essa variação com a distância é grande o suficiente para permitir o mapeamento de profundidade com alta resolução." O primeiro protótipo da câmera de foco automático total contém várias câmeras de vídeo comuns, cada uma focada em uma distância diferente, além de uma Divcam propriamente dita. A Divcam calcula a distância para cada pixel individual da cena em tempo real. Um software utiliza essa informação de distância para selecionar pixels individuais da saída conjugada das outras câmeras para gerar uma imagem única final "omni-focalizada".

Entretenimento e saúde

A câmera ainda está em fase de desenvolvimento. Mas as possibilidades de uso são enormes, com potencial para melhorar imensamente a qualidade das imagens captadas. Um espetáculo transmitido pela TV, por exemplo, hoje mostra apenas uma porção da cena em foco: se a câmera está focalizada no maestro, os músicos invariavelmente aparecerão fora de foco. Em uma cena aberta, ao contrário, focada no infinito, o primeiro plano estará desfocado. A Divcam resolverá definitivamente essas limitações, apresentando imagens focadas por inteiro. Mas o Dr. Iizuka pretende também melhorar as imagens utilizadas pelos médicos. "Eu quero aplicar o princípio da câmera de omni-foco no projeto de um novo laparoscópio. Ele ajudará os médicos na sala de cirurgias, que poderão ter uma visão ampla sem precisar tocar na óptica do laparoscópio," disse ele." said Iizuka.

Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Telescópio Herschel encontra estrela impossível e nova fase da água

A nuvem de formação de estrelas RCW 120 revela uma estrela em estado embrionário que irá se transformar, ao que parece, numa das maiores e mais brilhantes estrelas na nossa galáxia.


Nascimento de estrelas

Os primeiros resultados científicos do Telescópio Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA), revelam detalhes inéditos da formação das estrelas. As novas imagens, divulgadas hoje, mostram milhares de galáxias distantes em um processo vigoroso de formação de estrelas, além de belíssimas nuvens de formação estelar espalhadas ao longo da Via Láctea. Mas a imagem que mais chamou a atenção mostra o que os astrônomos até hoje consideravam impossível: o nascimento de uma estrela "grande demais para ser verdade."

Estrela gigante

Apresentados hoje durante um simpósio científico promovido pela ESA, os resultados desafiam as ideias atuais sobre o nascimento das estrelas e abrem novos caminhos para pesquisas futuras. A nuvem de formação de estrelas RCW 120, por exemplo, revelou uma estrela em estado embrionário que irá se transformar, ao que parece, numa das maiores e mais brilhantes estrelas na nossa galáxia, nas próximas centenas de milhares de anos. Hoje ela já tem de oito a dez vezes a massa do Sol e está rodeada de gás e poeira, com cerca de duas mil massas solares, que poderão vir a agregar-se à estrela gigante, tornando-a ainda maior. "Esta estrela só poderá crescer," disse Annie Zavagno, do Laboratório de Astrofísica de Marseille.

Estrela impossível

Estrelas dessa dimensão são raras e duram pouco. Captar uma delas durante a sua formação é uma oportunidade de ouro para resolver um paradoxo de longa data na astronomia. "De acordo com o entendimento atual, estrelas com mais de oito massas solares simplesmente não deveriam existir," diz Zavagno. A teoria atualmente aceita estabelece que a intensa luz emitida por uma estrela tão grande deveria afastar as nuvens de poeira que lhe serviram de berço, antes que ela pudesse acumular mais matéria. Mas a realidade não obedeceu à teoria, e as imagens do Herschel comprovam que super estrelas podem de fato se formar. Algumas destas estrelas "impossíveis" são já conhecidas, e chegam a apresentar massas de 150 sóis. O fato de o Herschel ter avistado uma no início da sua vida irá permitir aos astrônomos investiguem onde está o erro da teoria.


Região de formação de estrelas localizada na constelação Águia, mais próxima do centro da Via Láctea do que o nosso Sistema Solar.


Outra teoria que sucumbe

Outra imagem divulgada hoje, onde se vê um grande número de maternidades de estrelas na Via Láctea, mostra como é que isso acontece. Os embriões estelares aparecem primeiro no interior de filamentos de gás brilhante e pó espalhados pela galáxia. Formam-se assim cadeias de maternidades estelares, com dezenas de anos-luz de comprimento, enrolando a Galáxia numa verdadeira teia de nascimento de estrelas. O Herschel também está inspecionando o espaço profundo, muito além da Via Láctea, medindo a luz infravermelha de milhares de outras galáxias, espalhadas ao longo de bilhões de anos-luz do Universo. Cada galáxia aparece como um simples ponto, mas o seu brilho permite aos astrônomos determinar a taxa de aparecimento de novas estrelas no seu interior. Em linhas gerais, quanto mais brilho, mais estrelas em formação. Também aqui o Herschel já desafiou os conhecimentos atuais, mostrando que as galáxias evoluíram ao longo do tempo muito mais rapidamente do que se pensava. Os astrônomos acreditavam que as galáxias vinham formando estrelas mais ou menos no mesmo ritmo nos últimos bilhões de anos. O Herschel mostrou que isto não é verdade. No passado, havia muito mais galáxias com alto índice de formação de estrelas, formando estrelas a um ritmo 10 a 15 vezes superior ao que se registra hoje na Via Láctea. Mas o que desencadeou essa atividade frenética ainda não foi totalmente entendido. "O Herschel agora nos possibilitará investigar as razões para este comportamento," diz Steve Eales, da Universidade de Cardiff.

Nova fase da água

O Herschel é também um instrumento de detecção das mais pequenas formas de matéria: as moléculas. Ele identificou pela primeira vez no espaço uma nova fase da água. Essa "água espacial" está carregada eletricamente e, ao contrário das outras fases mais familiares, - a líquida, a gasosa e a sólida - essa nova fase da água não ocorre naturalmente na Terra. No entanto, nas nuvens que rodeiam as estrelas jovens, onde a luz ultravioleta está sendo arremessada através do gás, esta irradiação pode arrancar um elétron da molécula de água, deixando-a carregada eletricamente. "Essa detecção de vapor de água ionizada foi uma surpresa," diz Arnold Benz, do ETH de Zurique. "Ela nos diz que há processos violentos ocorrendo durante as fases iniciais de nascimento das estrelas, o que leva à propagação de radiação energética através da nuvem."


Localizada na constelação da Raposa, esta imagem mostra o que os astrônomos estão chamando de "linha de produção de estrelas".


Maior telescópio espacial

À medida que as estrelas começam a formar-se, o gás e a poeira que as rodeiam aquecem até algumas dezenas de graus acima do zero absoluto, emitindo radiação no comprimento de onda do infravermelho. A atmosfera da Terra bloqueia a maior parte desses comprimentos de onda, o que praticamente restringe sua observação a telescópios espaciais. O Herschel é o maior telescópio espacial já lançado e ele varre o céu justamente no faixa do infravermelho. O diâmetro do seu espelho principal é quatro vezes superior ao dos telescópios espaciais de infravermelho lançados até então e é uma vez e meia maior do que o do Hubble. Graças à sua resolução e sensibilidade sem precedentes, o Herschel está começando a gerar um censo das regiões de formação de estrelas da nossa galáxia. "Antes do Herschel, não era clara a forma como se juntava o material na Via Láctea, em densidade suficientemente elevada e a temperaturas adequadamente baixas para a formação de estrelas," diz Sergio Molinari, do Instituto de Física do Espaço Interplanetário, em Roma.

Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Revista Popular Mechanics [Parte 01]

Vou postar algumas revistas Popular Mechanics que tenho, não por ser de eletrônica, como pode ver, mas pela curiosidade da época. Não lembro ao certo onde consegui esses revistas, mas sei que foi uma dica em um dos grupos no yahoo que participo.


Popular Mechanics - Janeiro de 1905

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Popular Mechanics - Fevereiro de 1905

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terça-feira, 4 de maio de 2010

Dica - 48 Lecciones de radio - Tomo IV

Dica do leitor Bene, link com o tomo quatro para download, aliáz os quatro tomos para download.

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