terça-feira, 22 de junho de 2010

Aviso aos leitores

Infelizmente estou suspendendo as postagens no blog, assim que as coisas ficar melhor eu volto com as postagens, as revistas que tivér problema de link quebrado eu vou tentar arrumar.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Rádio cognitivo aprende a compartilhar frequências


Pesquisadores descobriram uma forma de otimizar as transmissões das redes sem fios, em uma possível solução para a demanda insaciável por largura de banda para a transmissão de vídeos e outros aplicativos via internet. Com a nova técnica, os rádios podem transmitir em uma frequência que já está sendo usada por outros aparelhos, sem causar interferência na transmissão original.

Frequências compartilhadas

A solução, conhecida como rádio cognitivo, consiste em um transmissor capaz de "estudar" as transmissões já existentes no ambiente, ajustando a própria transmissão para evitar interferência. A necessidade de mais banda para transmissão de dados por radiofrequência é cada vez maior, principalmente conforme mais e mais aparelhos e periféricos passam a se conectar aos computadores por conexões sem fios. Na maioria dos países, contudo, o espectro de radiofrequência já está totalmente comprometido. O rádio cognitivo, agora aprimorado por um grupo de engenheiros da Alemanha e de Cingapura, é uma proposta que vem sendo estudada há algum tempo para enfrentar esse problema, mas a interferência que ele causava ao tentar ocupar frequências ociosas impedia sua utilização prática. A equipe do Dr. Rui Zhang agora descobriu um esquema prático e eficiente para identificar a interferência, eliminando-a instantaneamente, permitindo que a mesma frequência seja compartilhada simultaneamente por múltiplos usuários.

Rádio cognitivo

O mesmo grupo de pesquisadores já havia desenvolvido uma estratégia na qual um rádio secundário usa antenas múltiplas, cada uma transmitindo com potência diferente, para modificar seus parâmetros de transmissão de forma a evitar a interferência. Entretanto, esse enfoque exige uma informação completa e perfeita sobre o rádio primário e seus canais de transmissão para que a interferência possa ser suprimida, o que torna o esquema difícil de adotar na prática. Agora eles eliminaram essa deficiência aumentando a inteligência do rádio secundário - aquele que quer aproveitar a frequência já utilizada pelo rádio primário - que "aprende" sobre o rádio primário fazendo amostragens periódicas de sua transmissão. Com esses dados constantemente atualizados, o novo rádio cognitivo pode construir numericamente um "canal efetivo de interferência", que lhe permite estimar a interferência aceitável que suas transmissões podem causar.

Rádios na mesma frequência

O novo esquema também permite que os rádios primário e secundário usem a mesma frequência simultaneamente, enquanto os esquemas de rádios cognitivos anteriores eram limitados a frequências muito próximas. Os pesquisadores calcularam ainda a melhor divisão de tempo entre o aprendizado necessário para evitar a interferência e a transmissão efetiva de dados, de forma a otimizar a velocidade de transmissão. O novo esquema pode ser estendido para múltiplos receptores primários de rádio e múltiplos canais. Embora a abordagem ainda não esteja implementada, ela é potencialmente útil para qualquer sistema que exija que duas redes de rádio compartilhem a mesma frequência.

Fonte: Inovação Tecnológica

Raios que o provem

O físico e químico dinamarquês Hans Christian Oersted (1777-1851) descobriu que uma corrente elétrica criava um campo magnético como o dos ímãs. Em sua época, achava-se que a eletricidade não tinha nada a ver com o magnetismo. Mas, no final de 1820, Oersted passou a duvidar disso. Sua suspeita começou quando dava uma aula na Universidade de Copenhague. Ele queria ensinar como provocar eletricidade juntando dois pólos opostos. Mal fez isso, viu mexer o ponteiro magnético de uma bússola que estava na mesa por acaso. A reação dos outros professores foi de zombaria quando Oersted lhes contou o ocorrido. Mas, curioso, o cientista repetiu a experiência, tirando proveito das tempestades, frequentes no inverno de seu país. Várias vezes, saiu na chuva com uma bússola e sempre que caia um raio - que é uma corrente elétrica - o ponteiro se movia. Assim, provou a existência dos campos eletromagnéticos.

Fonte: Revista Superinteressante

domingo, 6 de junho de 2010

Zoológico cósmico é fotografado na Grande Nuvem de Magalhães



Esta parte da Grande Nuvem de Magalhães encontra-se tão cheia de enxames estelares e outros objetos que um astrônomo pode passar sua carreira inteira explorando-a.

Beleza científica

Os astrônomos estão sempre observando a Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias mais próximas da nossa Via Láctea. Não é para menos. Uma nova imagem espectacular, obtida no Observatório de La Silla, no Chile, mostra uma vasta coleção de fenômenos e corpos celestes, muitos deles ainda verdadeiros segredos para os cientistas. Em apenas uma pequena porção da Grande Nuvem de Magalhães podem ser vistos desde enormes enxames globulares até restos deixados por explosões de supernovas. Esta observação fascinante fornece dados para uma enorme variedade de projetos de pesquisa, com estudos sobre a vida e a morte das estrelas e a evolução de galáxias.

Grande Nuvem de Magalhães

A Grande Nuvem de Magalhães está a apenas 160.000 anos-luz de distância da Terra - em escala cósmica, isto é muito próximo. E é esta proximidade que a torna um alvo importante, já que pode ser estudada com muito mais detalhe do que sistemas mais distantes. Situada na constelação de Dourado, no céu austral, a Grande Nuvem é uma das galáxias do chamado Grupo Local, um grupo de galáxias do qual a Via Láctea também faz parte. Embora seja enorme em escala humana, a Grande Nuvem de Magalhães tem menos de um décimo da massa da Via Láctea, com um comprimento de apenas 14.000 anos-luz, frente aos cerca de 100.000 anos-luz da Via Láctea. Os astrônomos classificam-na como uma galáxia anã irregular. As suas irregularidades, combinadas com a sua barra central proeminente de estrelas, sugerem que interações de maré com a Via Láctea e com a sua companheira do Grupo Local, a Pequena Nuvem de Magalhães, podem ter distorcido a sua forma de galáxia espiral barrada clássica para a sua atual forma caótica.

Quatro luas cheias

Esta imagem é um mosaico composto de quatro fotografias obtidas com o instrumento Wide Field Imager, montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, situado no Observatório de La Silla, no Chile. A imagem cobre uma região do céu quatro vezes maior do que a coberta pela Lua Cheia. O grande campo de visão da câmera torna possível observar uma grande variedade de objetos numa única fotografia, embora capturando apenas uma pequena parte da galáxia. Dúzias de enxames de estrelas jovens podem ser observadas sob a forma de resquícios de nuvens de gás brilhante. Enormes quantidades de estrelas de fraca luminosidade enchem a imagem de ponta a ponta e, no plano de fundo, são visíveis mais galáxias, muito além da Grande Nuvem de Magalhães.

Enxames globulares

Os enxames globulares são coleções de centenas de milhares a milhões de estrelas, unidas pela gravidade, dispostas em forma mais ou menos esférica, com cerca de alguns anos-luz de diâmetro. Muitos enxames globulares orbitam a Via Láctea e a maioria é muito velha, com mais de dez bilhões de anos de idade. São compostos essencialmente por velhas estrelas vermelhas. A Grande Nuvem de Magalhães também possui enxames globulares. Um deles é visível como um enxame de estrelas de forma oval branca desfocada, na parte superior central da imagem. Trata-se do NGC 1978, um enxame globular de grande massa, o que é algo pouco comum. Contrariamente à maioria dos outros enxames globulares, os cientistas calculam que o NGC 1978 tenha apenas 3,5 bilhões de anos de idade. A presença de um objeto deste tipo na Grande Nuvem de Magalhães leva os astrônomos a pensarem que esta galáxia tem uma história mais recente de formação estelar ativa do que a nossa própria Via Láctea.

Estrela de nêutrons

Além de ser uma região de intenso nascimento de estrelas, a Grande Nuvem de Magalhães viu também muitas mortes espectaculares de estrelas, sob a forma de explosões de supernovas. Na parte superior direita da imagem, pode-se ver o resto de uma supernova, sob a estranha forma de uma nuvem filamentar que atende tanto por DEM L 190 quanto por N 49. Esta nuvem gigante de gás brilhante é o resto da supernova mais brilhante da galáxia e tem cerca de 30 anos-luz de comprimento. No centro, onde a estrela progenitora brilhava antes de explodir, encontra-se agora uma estrela de nêutrons, com um campo magnético extremamente forte. Foi apenas em 1979 que satélites orbitando a Terra detectaram a poderosa explosão de raios gama emitida por este objeto, chamando a atenção para as propriedades extremas desta nova classe estelar exótica criada pelas explosões de supernovas. Esta parte da Grande Nuvem de Magalhães encontra-se tão cheia de enxames estelares e outros objetos que um astrônomo pode passar sua carreira inteira explorando-a. Com tanta atividade, é fácil compreender porque os astrônomos têm tanto interesse em estudar as estranhas criaturas deste verdadeiro zoológico cósmico.

Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 1 de junho de 2010

Revista Popular Mechanics [Parte 04]

Popular Mechanics - Julho de 1905

Download

Popular Mechanics - Agosto de 1905

Download

Descoberta nova partícula que interfere no movimento da eletricidade



O experimento demonstrou que o modelo de bandgap baseado unicamente no elétron não é suficiente para descrever o movimento das cargas elétricas no grafeno, que é muito mais complexa do que se imaginava.


Como a eletricidade se move

Você aprendeu na escola que a eletricidade é criada pelo movimento dos elétrons. Se foi um pouco mais aplicado, aprendeu também que o movimento da eletricidade se dá por meio dos "portadores de carga" - os próprios elétrons, negativos, e as lacunas, positivas, onde os elétrons se alojam durante seu movimento. Mas as coisas começam a se tornar mais emocionantes conforme se mergulha rumo ao mundo nano. Tome por exemplo o grafeno, um material formado por uma única camada de átomos de carbono e que é visto como um dos mais promissores tanto na área de materiais quanto na eletrônica.

Plasmon

Como a eletricidade se move no grafeno?

Ela continua tendo elétrons e lacunas como portadores de carga, mas que começam a ser influenciados pelos plasmons de superfície - vale lembrar que o grafeno é bidimensional, ou seja, ele é inteiro superfície. Os plasmons de superfície são ondas de luz acopladas a ondas de elétrons, que surgem na interface entre um metal e um dielétrico, um material não-condutor, como o ar - ou seja, ao longo de todo o grafeno. Essas "oscilações de densidade" movem-se de forma parecida com o som, através do "mar de elétrons" que existe na superfície do grafeno.

Plasmaron

Agora, pela primeira vez, os cientistas detectaram um plasmaron, uma quase-partícula, ou partícula composta, formada por uma portadora de carga normal acoplada a um plasmon. "Embora os plasmarons tenham sido propostos teoricamente na década de 1960, e evidências indiretas deles já tenham sido encontradas, o nosso trabalho consiste na primeira observação de suas bandas de energia distintas," afirma Eli Rotenberg, do Laboratório Lawrence Berkeley, nos Estados Unidos. Rotenberg é o coordenador do grupo que identificou diretamente a assinatura inequívoca do plasmaron.

Plasmônica

O entendimento das relações existentes entre esses três tipos de "partículas" - portadoras de carga (elétrons e lacunas), plasmons e plasmarons - pode levar ao uso do grafeno na chamada plasmônica. O nome plasmônica vem dos plasmons de superfície. Assim como nos circuitos eletrônicos atuais, os sinais são transmitidos por elétrons, nos futuros circuitos plasmônicos os sinais serão transmitidos pela oscilação conjunta de sinais elétricos e ópticos. Até agora os experimentos vinham se baseando sobretudo nas quase-partículas chamadas polaritons. Os plasmarons vêm se somar à caixa de ferramentas dos cientistas em busca dessa área emergente da tecnologia em nanoescala, frequentemente chamada de "luz por meio de fios".

Fonte: Inovação Tecnológica