terça-feira, 31 de agosto de 2010

Revista Popular Mechanics [Parte 09]

Mais uma parte. Gostaria de aproveitar a oportunidade para pedir que o colega leitor que entrou recentemente em contato comigo a respeito das revistas Popular Mechanics, que me mande novamente seu link no 4shared porque eu perdi, não sei como, seu e-mail.


Popular Mechanics - Maio de 1906

Download

Popular Mechanics - Junho de 1906

Download

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Brilho de nanoestrelas abre um céu de possibilidades tecnológicas


Em cima, os pontos quânticos coloidais semicondutores sobre uma superfície. Embaixo, a intensidade de fluorescência medida por um microscópio de molécula única mostrando os picos nos locais onde estão os pontos quânticos.


O físico Boldizsár Jankó e seus colegas da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, bem poderiam ser chamados de astrônomos da nanotecnologia. Eles finalmente descobriram a fonte de um dos grandes mistérios da físico-química: moléculas que piscam, como se fossem "estrelas" de um universo às avessas, onde o muito pequeno tomar o lugar do muito grande.

Saltos quânticos

Há mais de um século, o físico Neils Bohr, um dos pais da mecânica quântica, previu os chamados saltos quânticos. Ele teorizou que os elétrons não se moviam suavemente para cima e para baixo em relação ao núcleo do átomo. Em vez disso, eles ocupariam órbitas bem determinadas, e só se movimentariam entre elas dando saltos quânticos - eventualmente emitindo luz quando o salto quântico os levasse para órbitas de menor energia. Apesar dessa ideia ter sido altamente controversa nos tempo de Bohr, ela passou a ser aceita pelos físicos e foi finalmente observada experimentalmente em 1980. Mais recentemente, com o desenvolvimento de técnicas de imageamento capazes de filmar moléculas, foi possível observar saltos semelhantes em moléculas individuais.

Estrelas moleculares

Durante os experimentos, estes saltos quânticos puderam ser vistos como interrupções discretas na emissão de luz contínua de algumas moléculas, revelando um fenômeno que passou a ser conhecido como intermitência da fluorescência - piscadas moleculares, por assim dizer. No entanto, embora alguns casos dos pisca-piscas moleculares possam ser diretamente atribuídos aos saltos quânticos originais de Bohr, há um número muito maior de casos onde a intermitência da fluorescência não segue as previsões da teoria. E são casos de grande importância não apenas para a ciência, mas também para a tecnologia: proteínas fluorescentes, largamente utilizadas em biomedicina, moléculas captadoras de luz, importantes tanto para a fotossíntese quanto para as células solares, e, mais recentemente, estruturas inorgânicas criadas pela nanotecnologia, são alguns exemplos. Desvendar seu funcionamento poderá ter impacto decisivo sobre o entendimento e a utilização prática, dentre outros, dos pontos quânticos, utilizados em células solares e nas pesquisas dos computadores quânticos, e para os matar células de câncer, e dos nanofios, usados para gerar energia a partir do movimento. Ou seja, as moléculas piscantes são estrelas da nanociência em mais do que um sentido.

Nanofios semicondutores, formando um Y. Abaixo, a intensidade da fluorescência.

Moléculas piscantes

Como o fenômeno das moléculas piscantes não se enquadrava na teoria da mecânica quântica, os físicos consideraram por muito tempo que o fato de as moléculas "ligarem" e "desligarem" sua fluorescência eram fenômenos isolados, não relacionados um com o outro. Até que, em 2007, o físico argentino Fernando Stefani, da Universidade de Buenos Aires, publicou um trabalho no qual ele demonstrava indícios de uma estreita correlação entre o ligar e o desligar dessas estrelas moleculares. Mas os pesquisadores continuaram sem um modelo teórico capaz de explicar essas correlações. Agora, Jankó e seu grupo finalmente desenvolveram um modelo que explica os fenômenos de intermitência da fluorescência e que confirma o que Stefani observou experimentalmente. Ou seja, o acender e o apagar das moléculas fluorescentes são mesmo oriundos de um mesmo fenômeno. Ao entender o fenômeno, os físicos se capacitam para tentar controlá-lo, já que agora sabem onde podem atuar com esse objetivo. E, se o processo de intermitência das moléculas puder ser controlado, então a emissão de luz dos pontos quânticos também poderá.

Olhar para as estrelas

Com isto, os devaneios de olhar para um céu às avessas passam a ser considerações pautadas em fundamentos científicos. Fundamentos esses que poderão ser a base para a geração de imagens precisas de células cancerosas individuais e de imagens em tempo real de uma infecção viral, como o HIV, dentro de uma célula; e também de uma nova geração de "telas quânticas" superbrilhantes para computadores, TVs, telefones celulares e outros aparelhos eletrônicos; e mesmo de novas técnicas de iluminação ambiente para residências e escritórios. Ainda que apenas uma dessas possibilidades se realize, o feito parece ser uma demonstração científica definitiva de que olhar para as estrelas de fato vale a pena.

Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Nanotransistores medem sinais dentro das células

Os nanotransistores podem ser inseridos e retirados de uma célula várias vezes sem qualquer dano visível para a célula.


Sonda celular

Cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, usaram nanofios para criar um novo tipo de transístor flexível, em formato de V, que é pequeno o suficiente para funcionar como uma sonda para estudar o interior das células. Os nanoFETs poderão ser usados para medir o fluxo de íons ou de sinais elétricos dentro das células, principalmente nos neurônios. O dispositivo também pode ser equipado com receptores ou ligantes para investigar a presença de compostos bioquímicos individuais dentro de uma célula. "Nosso uso desses transistores de efeito de campo em nanoescala, ou nanoFETs, representa a primeira abordagem totalmente nova para estudos intracelulares em décadas, e é a primeira vez que se mede o interior de uma célula com um dispositivo semicondutor," diz o principal autor do estudo, Charles M. Lieber.

Tamanho das células

As sondas celulares mais modernas existentes até agora são 100 vezes maiores do que nanotransístor, o que as torna pouco eficientes, já que são praticamente do tamanho das células, acabando por destrui-las ao tentar analisá-las. Já o novo transístor - ou biossonda, como os cientistas também o chamam - é menor do que muitos vírus, o que deverá transformá-lo em uma ferramenta importante para estudos biomédicos.


Cada nanotransitor tem menos de 50 nanômetros de tamanho total, com a sonda de nanofio medindo apenas 15 nanômetros de diâmetro.

As células humanas podem variar em tamanho de cerca de 10 micrômetros (milionésimos de metro), no caso das células neurais, até 50 micrômetros, no caso das células cardíacas. Cada nanoFET tem menos de 50 nanômetros de tamanho total, com a sonda de nanofio medindo apenas 15 nanômetros de diâmetro.

Fusão de membrana

O nanofio do transístor é recoberto com uma camada dupla de fosfolipídio, o mesmo material de que são feitas as membranas celulares. Isto permite que eles sejam facilmente inseridos na célula por meio da fusão de membrana, um processo parecido com o utilizado pelas células para engolir bactérias e vírus. "Isso significa que a inserção dos nanoFETs não é nem de perto tão traumática para a célula como as sondas elétricas atuais. Nós descobrimos que os nanoFETs podem ser inseridos e retirados de uma célula várias vezes sem qualquer dano visível para a célula. Podemos até usá-los para medir continuamente, conforme o dispositivo entra e sai da célula," diz Lieber. Esta nova biossonda é resultado de uma pesquisa de vários anos da equipe do Dr. Lieber, que deu os primeiros frutos em 2002, com a criação de um dos primeiros nanotransistores. Em 2007 eles demonstraram que seus nanofios podem funcionar como células solares e, agora, como sondas para estudar células.


Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Revista Popular Mechanics [Parte 08]

Popular Mechanics - Março de 1906

Download

Popular Mechanics - Abril de 1906

Download

Lua e Vênus

Essas fotos foram tiradas com a câmera do celular (2MegaPixels) em Boituva, interior de São Paulo.



Foto tirada dia 11/08/2010 às 18:26Hs.
Apesar da baixa qualidade, pode-se ver o planeta Vênus acima e a Lua abaixo.














Já esta outra foi tirada dia 12/08/2010 às 18:00Hs. Pode-se notar com melhor nitidez Vênus e Lua mais próximos.















Já esta vem com o efeito preto e branco da câmera.

















Aqui mais duas tiradas dia 12/08/2010 às 18:19Hs e 18:44Hs respectivamente








Esta última foi tirada dia 13/08/2010 às 18:15Hs.
Repare que Vênus agora está abaixo.














domingo, 15 de agosto de 2010

The ARRL Antenna Compendium

Com a permissão do colega Luis, autor desse excelente site voltado ao radioamadorismo, e que tem um vasto material em se tratando de livros e manuais, trago aqui três livros que são referência quando o assunto é antena.
Para baixar é simples, é só clicar com o botão direito no link e selecionar “Salvar como”. Os livros são grandes, mas vale à pena te-los, só não se esqueça de fazer uma visita no site que tem muita coisa boa lá.


Vol.01

Download

Vol.02

Download

Vol.03

Download

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Memória de plástico usa spin do elétron para guardar dados


A "memória spintrônica orgânica" é uma ponte entre os computadores atuais e uma sonhada geração de computadores e telas leves e flexíveis, feitos com materiais plásticos.


Fazendo uma ponte entre a spintrônica e a eletrônica orgânica, cientistas criaram a primeira memória de computador feita de um material plástico e que utiliza o spin dos elétrons para guardar os dados. Considerada como uma alternativa promissora à microeletrônica atual, a spintrônica permite armazenar mais dados em menos espaço, processar esses dados mais rapidamente e consumir muito menos energia, virtualmente eliminando o problema do aquecimento dos computadores. Já a eletrônica orgânica, que usa materiais poliméricos, ou plásticos, já fez sua estreia no mercado na forma telas para celulares, mas deverá fazer muito mais, provavelmente tornando-se a base das telas flexíveis e de enrolar e dos circuitos eletrônicos dobráveis.

Funcionamento da memória spintrônica

Arthur Epstein e seus colegas da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, descrevem o material usado para construir a nova memória como um híbrido de um semicondutor feito de materiais orgânicos e um polímero semicondutor magnético. O protótipo é formado por uma fina tira de um ímã orgânico colocada sobre outra tira de um ferromagneto metálico, sendo ambas ligadas a dois conectores elétricos. O polímero magnético semicondutor é o vanádio tetracianoetanido, o primeiro magneto de base orgânica a funcionar acima da temperatura ambiente. Os elétrons passam para o polímero e um campo magnético os orienta como spin para cima ou spin para baixo. Os elétrons podem então passar para a camada magnética convencional, mas somente se os spins dos elétrons estiverem com a mesma orientação. Se não, a resistência é muito alta para que eles passem. Assim, os pesquisadores puderam ler os dados de sua memória de spins baseado em se a resistência era alta ou baixa.

Memória spintrônica orgânica

"Nossa maior conquista é que nós usamos este ímã semicondutor à base de polímeros como um polarizador de spin - o que significa que podemos salvar os dados nele usando um pequeno campo magnético - e como um detector de spin - ou seja, podemos ler os dados de volta," explica Epstein. "Agora estamos mais perto de construir um dispositivo feito inteiramente de material orgânico." A "memória spintrônica orgânica" é uma ponte entre os computadores atuais - eletrônicos (com base no elétron) e feitos de semicondutores - e uma sonhada geração de computadores orgânicos - spintrônicos (com base no spin do elétron) e feitos com materiais poliméricos (ou plásticos). Alterar o spin de um elétron requer muito pouca energia e praticamente não produz calor. Isso significa que os dispositivos spintrônicos aquecerão menos e poderão funcionar com baterias menores dos que as usadas nos aparelhos atuais. E, sendo inteiramente de plástico, têm o potencial para serem leves e flexíveis. Sendo uma pesquisa de fronteira, a nova memória atualmente ainda é uma prova de conceito, não estando pronta para ser inserida em computadores reais.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Acionamentos Elétricos

Esse livro foi enviado pelo colega Marco Antonio, muito usado pelos alunos de FATECs e ETEs.


Acionamentos Elétricos

Download