sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Estrela de nêutrons é mais densa do que se acreditava possível

Os pulsos de rádio da estrela de nêutrons são ligeiramente retardados conforme eles passam nas proximidades da anã branca. O efeito, previsto por Einstein, permitiu que os astrônomos medissem a massa dos dois astros.


Estrela de nêutrons

Astrônomos descobriram a estrela de nêutrons mais maciça já encontrada, uma descoberta com um grande impacto em vários campos da física e da astrofísica. A razão para tanta surpresa é que a estrela de nêutrons tem uma massa muito superior ao que as atuais teorias previam - se as teorias atuais estivessem corretas, tal estrela não deveria existir. "Esta estrela de nêutrons tem duas vezes mais massa do que o nosso Sol. Isto é surpreendente, e tanta massa significa que vários modelos teóricos para a composição interna das estrelas de nêutrons agora terão que ser descartados," disse Paul Demorest, do Observatório Nacional de Radioastronomia dos Estados Unidos (NRAO ).

Pulsar

Os cientistas usaram um efeito da Teoria da Relatividade Geral, de Albert Einstein, para medir a massa da estrela de nêutrons e de sua companheira, uma estrela anã branca. A estrela de nêutrons é um pulsar, que emite feixes de ondas de rádio como um farol, lançados através do espaço conforme ele gira - e como gira: cerca de 317 vezes por segundo. A dupla, conhecida pelos cientistas como PSR J1614-2230, localizada a cerca de 3.000 anos-luz de distância, está em uma órbita quase exatamente alinhada com a Terra. Essa orientação foi essencial para permitir a medição da massa. Conforme a anã branca fica diretamente na frente do pulsar, em relação à Terra, as ondas de rádio do pulsar que chegam até nós devem passar muito perto da anã branca. Essa proximidade atrasa a chegada dessas ondas de rádio à Terra devido à distorção do espaço-tempo produzida pela gravidade da anã branca. Este efeito, chamado de Retardo de Shapiro (ou Atraso de Shapiro) permitiu que os cientistas medissem com precisão a massa dos dois astros.

Matéria exótica

"Esta medição de massa também tem implicações para nossa compreensão da matéria em densidades extremamente altas e para muitos detalhes da física nuclear," acrescenta Demorest. Estrelas de nêutrons são "cadáveres" super densos de estrelas muito pesadas que explodiram como supernovas. Com toda a sua massa aglutinada em uma esfera do tamanho de uma pequena cidade, seus prótons e elétrons são esmagados juntos para formar nêutrons. Uma estrela de nêutrons pode ser várias vezes mais densa do que o núcleo de um átomo - uma colher de chá do material de uma estrela de nêutrons pesaria mais de 500 milhões de toneladas. Essa tremenda densidade torna as estrelas de nêutrons um "laboratório" ideal para o estudo dos estados mais densos e mais exóticos da matéria conhecida pela física. Tanta massa, afirmam os cientistas, muda a compreensão da composição de uma estrela de nêutrons. Alguns modelos teóricos postulam que, além de nêutrons, essas estrelas também deveriam conter algumas outras partículas subatômicas exóticas, chamadas hiperons ou condensados de kaons. "Nossos resultados descartam essas ideias", afirma Scott Ransom, também do NRAO.

Fonte: Inovação Tecnológica

Radio diagrams [Parte 2]

Radio diagrams [1946]

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Radio diagrams [1947]

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Radio diagrams [1948]

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Radio diagrams [1949]

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Radio diagrams [1950]

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Revista Popular Mechanics [Parte 13 e 14]

Mais quatro revistas.

Popular Mechanics - Fevereiro de 1907

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Popular Mechanics - Março de 1907

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Popular Mechanics - Abril de 1907

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Popular Mechanics - Maio de 1907

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Lua e Vênus nos céus de Tocantins

As fotos foram tiradas na cidade de 2 Irmãos de Tocantins - TO.

A primeira foto tirada no dia 10/09/2010 às 18:29.




Essa foi às 18:40



E essa às 18:43

Já essas outras foram tiradas dia 11/09/2010, às 18:22, 18:33 e 18:42 respectivamente. Todas tiradas com câmera de 2Mpixels de celular.





segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Super transístor é reconfigurado em tempo real

O transístor de grafeno é um componente com três modos de operação, podendo operar com cargas positivas, negativas, ou com os dois tipos de carga simultaneamente.



Cientistas da Universidade Rice e Riverside, ambas nos Estados Unidos, criaram um transístor inteiramente versátil, que pode alternar entre modos diferentes de funcionamento. Hoje, os transistores têm que ser fabricados de acordo com a função a que se destinam. A possibilidade de controlar o funcionamento do componente em tempo real abre caminho para a criação de circuitos eletrônicos reconfiguráveis, mais compactos e muito mais versáteis do que os atuais, que servem a propósitos únicos.

Ambipolaridade

Se você achava que, com a recente atribuição do Prêmio Nobel de Física aos seus criadores, você já sabia tudo sobre o grafeno, prepare-se para acrescentar mais uma característica inusitada desse material promissor. O grafeno possui uma propriedade chamada ambipolaridade, a capacidade para alternar entre o uso de cargas elétricas positivas e negativas em tempo real, dependendo do sinal de entrada. Os transistores de silício tradicionais usam um ou outro tipo de portadora, o que é determinado durante a fabricação. Eles nascem como transistores do tipo "p" (positivos) ou tipo "n" (negativos) - referidos normalmente como NPN ou PNP. Já o novo transístor de grafeno - um amplificador de três terminais - pode ser fabricado normalmente, como um transístor genérico, e operar do modo que for necessário, usando cargas negativas ou positivas, o que abre oportunidades que não são possíveis com os componentes atuais.

Modo triplo

Mas, quando se trata de grafeno, parece nada é revolucionário o bastante. Na verdade, o novo transístor é um componente com três modos de operação, podendo também funcionar com os dois tipos de carga simultaneamente. Nos dois primeiros modos, ele pode ser "tipo-n" (negativo) ou "tipo-p" (positivo), dependendo se a corrente vem do terminal número 1 (emissor) ou do terminal número 3 (coletor) - que são efetivamente intercambiáveis. O terceiro modo surge quando a tensão em cada um dos terminais é igual: o transístor se torna então um multiplicador de frequências.


A colocação dos contatos elétricos insere defeitos na estrutura do super transístor que degradam seu desempenho



Combinando as três modalidades, a equipe criou circuitos de demonstração que efetuam chaveamentos de fase e de frequência, usados em aplicações de redes sem fios e de áudio.

Desempenho

A pesquisa demonstrou que um único transístor de grafeno tem potencial para substituir vários transistores de silício em um circuito integrado típico. Para que isso se torna realidade, os cientistas terão agora que aprimorar a qualidade dos transistores. Como o grafeno é extremamente delicado - ele consiste em uma folha com um átomo de espessura - a colocação dos contatos elétricos insere defeitos em sua estrutura que degradam seu desempenho. "Mas a tecnologia irá amadurecer, já que muitos grupos de pesquisa estão trabalhando duro para enfrentar esses desafios", disse Kartik Mohanram, coordenador da pesquisa.

Fonte: Inovação Tecnológica

Revista Popular Mechanics [Parte 11 e 12]

Segue mais duas partes.

Popular Mechanics - Outubro de 1906

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Popular Mechanics - Novembro de 1906

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Popular Mechanics - Dezembro de 1906

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Popular Mechanics - Janeiro de 1907

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Fiação elétrica funciona como antena para casa inteligente


Fios enrolados ao redor dos sensores servem como antenas de transmissão. A fiação elétrica da residência funciona como antena de recepção, levando os dados até a central de processamento.


A tecnologia logo tornará realidade um antigo ditado popular: as paredes realmente terão ouvidos. E poderão contar alguns segredos interessantes para os donos da casa: uma janela aberta deixando escapar o ar condicionado, um vazamento de água ainda imperceptível, a mudança brusca de temperatura lá fora, e muitos mais.

Sensações caseiras

Tudo o que uma casa precisa para se tornar uma casa inteligente são "sensações". E essas sensações são produzidas por sensores que fazem medições continuamente. Em seguida, essas medições precisam ser enviadas a uma central que as processe e gere informações úteis para os moradores ou, principalmente, em gatilhos para o acionamento automático de comodidades, como ligar e desligar o ar-condicionado ou o aquecedor, abrir e fechar cortinas e janelas, acionar o aquecedor elétrico quando o tempo fica nublado, e assim por diante. Agora, um grupo de pesquisadores norte-americanos criou um novo tipo de sensor que usa a fiação elétrica de uma casa como uma gigantesca antena, capaz de captar as informações dos diversos sensores espalhados pela residência e pelo seu entorno. A central de monitoramento é também conectada à rede elétrica, de onde retira os sinais dos sensores e faz o seu processamento.

Sensores sem fios

Sensores que monitoram temperatura, umidade, nível de iluminação, qualidade do ar, etc, são equipamentos simples e baratos e que consomem pouquíssima energia para coletar os dados. Mas a energia necessária para transmitir esses dados é muito grande. "Quando você olha para o sensoriamento doméstico e para a automação residencial em geral, é possível ver que a tecnologia ainda não decolou", afirma o Dr. Shwetak Patel, da Universidade de Washington. "A tecnologia existente ainda consome energia demais e não é tão fácil de implementar como gostaríamos que fosse." Isto ocorre em grande parte porque os equipamentos sem fios de hoje têm um alcance de apenas alguns metros, e consomem tanta energia que exigem constantes trocas das suas baterias. A saída encontrada pela equipe do Dr. Patel foi usar a fiação elétrica como uma gigantesca antena, capaz de receber sinais dos sensores sem fios em uma frequência definida. Enquanto os sistemas sem fios de automação doméstica atuais têm problemas para enviar sinais através das paredes, diminuindo muito sua praticidade, este sistema na verdade opera melhor em torno das paredes, porque é em seu interior que está a antena.

Uma bateria para 50 anos

Cada sensor é dotado de sua própria antena de transmissão, que pode ser tão simples quanto um fio de cobre enrolado ao seu redor. Como a antena de recepção está efetivamente espalhada por toda a casa, os sensores podem transmitir com potência muito baixa, economizando suas baterias - o sistema opera com menos de 1 por cento da potência de transmissão de dados em comparação com o próximo modelo mais eficiente disponível. Ainda assim, os sensores têm um alcance que permite sua instalação a até 15 metros da fiação mais próxima. Consumindo por volta de 1 miliwatt de energia, cada sensor pode funcionar com uma bateria do tipo botão por cerca de 50 anos - provavelmente a bateria terá que ser trocada antes disso, mas porque irá se deteriorar e não por falta de energia. Tendo atingido níveis tão baixos de energia, os pesquisadores agora querem eliminar de vez as baterias, fazendo os sensores funcionarem com energia solar - a claridade interna da residência é suficiente - ou por geradores piezoelétricos que aproveitem as vibrações do ambiente para gerar energia.

Fonte: Inovação Tecnológica

domingo, 3 de outubro de 2010

Parabéns Brasil, por...

Mais um dia na história em que muitos têm vergonha, vergonha de olhar para as opções de representantes do povo (será que eles sabem o que isso significa?) e o que vemos são bandidos e ladrões, e o pior em um país que se diz “democrático” é que somos obrigados a votar.

Me desculpem, leitores mas é só mais um desabafo de um eleitor descontente dentre muitos outros.