sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Astrônomos podem ter detectado nascimento de planeta


Astrônomos podem ter descoberto o primeiro objeto limpando o seu caminho no disco protoplanetário natal ao redor de uma estrela jovem.


Berço de planetas

Uma equipe internacional de astrônomos utilizou o Very Large Telescope do ESO (Observatório Europeu do Sul) para estudar um disco de matéria em torno de uma estrela jovem, que se encontra nas fases iniciais da formação de um sistema planetário. Há poucos dias, outro grupo de astrônomos relatou a primeira observação direta de um disco protoplanetário - veja Discos protoplanetários são fotografados pela primeira vez. Agora foi detectado um corpo celeste menor junto a um disco desse tipo, que pode ser o causador de um grande espaço vazio encontrado no anel de poeira. Observações futuras determinarão se este companheiro é um planeta ou uma anã marrom.
Acredita-se que os planetas se formem a partir de discos de matéria em torno de estrelas jovens, mas a transição de disco de poeira para sistema planetário é rápida em termos cósmicos, o que faz com que poucos objetos sejam observados durante essa fase. Os discos em transição podem ser detectados porque emitem menos radiação nos comprimentos de onda do infravermelho médio. A limpeza de poeira próxima da estrela e a criação de espaços e buracos podem estar na origem dessa redução na radiação. Planetas recém-formados podem ter criado estes espaços, embora existam também outras explicações plausíveis.

T Cha, uma T Tauri

Um destes objetos é a T Chamaeleontis - T Cha para resumir - uma estrela de baixa luminosidade situada na pequena constelação austral do Camaleão. Embora de dimensões comparáveis às do Sol, ela encontra-se ainda no início da sua vida - a T Cha é uma estrela T Tauri, uma estrela muito jovem que ainda se encontra em contração, evoluindo em direção à sequência principal de uma estrela madura.
A T Cha situa-se a cerca de 330 anos-luz de distância e tem apenas sete milhões de anos de idade. Até agora, nunca foram encontrados planetas se formando nestes discos em transição, embora já tenham sido vistos planetas em discos mais maduros. "Estudos anteriores mostraram que a T Cha é excelente para se estudar a formação de sistemas planetários," afirmou Johan Olofsson, do Instituto Max Planck para a Astronomia, na Alemanha, autor principal de um dos dois artigos científicos que descrevem este novo trabalho, ambos publicados na revista Astronomy & Astrophysics. "Mas esta estrela encontra-se muito distante de nós e por isso necessitamos de toda a capacidade do interferômetro do Very Large Telescope (VLTI) para podermos observar os menores detalhes e vermos bem o que está acontecendo no disco de poeira," explica o astrônomo

Telescópio virtual

Numa primeira fase, os astrônomos observaram a T Cha utilizando o instrumento AMBER (sigla do inglês Astronomical Multi-BEam combineR) e o VLTI para combinarem a radiação coletada pelos quatro telescópios de 8,2 metros que compõem o VLT, criando assim um "telescópio virtual" de 130 metros de diâmetro. Eles descobriram que uma parte do material do disco formou um anel de poeira fino, a apenas 20 milhões de quilômetros da estrela. Além desse disco interior, encontraram uma região desprovida de poeira que se estende até cerca de 1,1 bilhão de quilômetros da estrela, distância a partir da qual começa o disco de poeira exterior. Nuria Huélamo, do Centro de Astrobiologia da Espanha, autora principal do segundo artigo científico, continua: "Para nós, este espaço vazio no disco de poeira em torno da T Cha era como uma arma fumegante, e nos perguntamos: será que estamos vendo um companheiro limpando um espaço no interior do seu disco protoplanetário?" No entanto, encontrar um companheiro de fraca luminosidade tão perto de uma estrela brilhante é um tremendo desafio e a equipe precisou utilizar o instrumento NACO, montado no VLT, aplicando um novo e poderoso método chamado SAM sparse aperture masking.

Óptica adaptativa

O NACO é um instrumento de óptica adaptativa. Graças à óptica adaptativa, os astrônomos conseguem remover a maior parte do efeito de turbulência da atmosfera e obter imagens muito nítidas. O instrumento é um tipo de interferômetro que, em vez de combinar a radiação de diversos telescópios, utiliza diferentes partes do espelho de um único telescópio. Esta nova técnica é particularmente adequada para procurar objetos de fraca luminosidade muito próximos de objetos brilhantes. Depois de uma análise acurada, a equipe encontrou a assinatura clara de um objeto situado no interior do espaço vazio do disco de poeira, a cerca de um bilhão de quilômetros de distância da estrela - ligeiramente mais afastado do que Júpiter se encontra do Sol - e próximo da fronteira exterior da zona vazia.

Anã marrom

Indícios sugerem que este objeto não é uma estrela normal, podendo ser ou uma anã marrom rodeada de poeira ou um planeta recém-formado. As anãs marrons são objetos situados entre as estrelas e os planetas em termos de tamanho. Não possuem massa suficiente para poderem queimar hidrogênio nos seus núcleos, mas são maiores do que os planetas gigantes do tipo de Júpiter. Observações futuras permitir-nos-ão descobrir mais sobre o companheiro e o disco, e compreender qual o mecanismo que origina o disco de poeira interior," conclui Huélamo.

Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Aviso - Revistas

Para que não aconteça o que ocorreu com os livros ARRL Antenna Compendium, onde os links tivéram problemas no site de origem, estou fazendo o upload de todas as minhas revistas que não postei aqui no blog, como grande parte delas se encontra na internet, vou postar o link da pasta junto com os outros links que já estão no blog.

Rádio de mão-dupla dobra velocidade de redes wireless


Os cientistas descobriram uma forma de fazer com que o equipamento que está transmitindo filtre sua própria transmissão, o que o torna capaz de processar o que está sendo recebido naquele mesmo instante.


Câmbio

Você já se perguntou porque pilotos e outros profissionais que usam comunicação por rádio sempre falam "Câmbio" quando terminam de falar? É por que a comunicação por radiofrequência é uma via de mão única, o que obriga os interlocutores a combinarem uma forma de definir a hora de cada um falar. Ao dizer "Câmbio" (over, em inglês), passa-se a palavra para o outro. Isso ocorre porque o tráfego das ondas de rádio pode fluir apenas em uma direção de cada vez em uma frequência específica.

Câmbio binário

E isso não é assim apenas para os pilotos, profissionais de emergência, radioamadores e usuários de walkie-talkies, mas em qualquer comunicação por radiofrequência - incluindo aquelas que mais recentemente está-se convencionando reunir na categoria de wireless. Ao trocar dados, um equipamento envia uma espécie de "câmbio binário" para que o equipamento receptor saiba que todos os dados já chegaram e que ele pode responder. As redes de telefonia celular permitem que os usuários falem e ouçam ao mesmo tempo, mas elas usam uma forma de contornar essa deficiência que é caro e exige um planejamento cuidadoso, uma técnica menos viável para as outras redes sem fio, incluindo as Wi-Fi.

Rádio de mão-dupla

Agora, engenheiros da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveram os primeiros rádios capazes de enviar e receber sinais simultaneamente. O impacto da descoberta é imediato: ela equivale a dobrar a velocidade na troca de informações de qualquer tecnologia sem fio. "Os livros didáticos dizem que você não pode fazer isso," afirma Philip Levis, coordenador da pesquisa. "Este sistema reconstrói completamente todos os nossos pressupostos sobre como as redes sem fio podem ser projetadas." Os cientistas descobriram uma forma de fazer com que o equipamento que está transmitindo filtre sua própria transmissão, o que o torna capaz de processar o que está sendo recebido naquele mesmo instante. "Quando um rádio está transmitindo, a sua própria transmissão é milhões, bilhões de vezes mais forte do que qualquer outra coisa que ele possa ouvir [de outro rádio]," explica Levi. "É como tentar ouvir um sussurro, enquanto você mesmo está gritando." Como cada transmissor sabe exatamente o que está transmitindo, não é necessário nenhum processamento adicional para que ele saiba o que filtrar - o processo é similar ao usado nos fones de ouvido para cancelar os ruídos externos. O grupo está agora tentando aumentar a potência das transmissões e as distâncias que a técnica alcança. Estas melhorias serão necessárias antes que a tecnologia seja prática para uso em redes Wi-Fi, por exemplo.

Fonte: Inovação Tecnológica

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Fonte simétrica 1,2V - 20V x 1A

Faz muito tempo que eu estava querendo montar uma fonte simétrica, toda vez que eu precisava de uma tensão simétrica para testar algum circuito eu tinha que ficar adaptando outras fontes, então eu criei coragem e fiz uma. Como eu tenho muitos componentes que aproveito de outras placas usadas, a maior parte dos componentes usados nessa fonte eu tinha, com a exceção dos trafos.
O esquema segue abaixo:

Clicando na imagem pode ver melhor os detalhes. Os dois capacitores de filtro C9 e C10 na primeira vez que montei era de 6800µF x 35V, mas como um deles estava em curto eu troquei por dois de 4700µF x 50V.
Alguns leitores podem achar um pouco exagerado os valores, mas como falei eu aproveitei componentes que eu tinha. Abaixo vem a lista dos componentes.

SEMICONDUTORES
IC1 - LM317
IC2 - LM337
D1, D2, D3, D4, D5, D6, D7, D8 - 1N5406
D9, D10 - LED
D11, D12 - 1N4007
(*) 1N4007 [opcional]

CAPACITORES
C1, C2, C3, C4, C5, C6, C7, C8 - 47nF
C9, C10 - 4700µF X 50V
C11, C12 - 100nF
C13, C14 - 10µF X 63V
C15, C16 - 1µF X 35V [Tântalo]
C17, C18 - 560µF X 35V
C19, C20 - 10nF

RESISTORES
R1, R2 - 2,2K X 1/8W
R3, R4 - 120R X 1/4W
R5, R6 - 1K X 1W
P3 - 5K duplo

OUTROS
T1, T2 - 25V x 2A [Transformador]

Quero deixar uma pequena observação, o potenciômetro P3 que regula a tensão de saída, é duplo, mas como esses potenciômetros não tem simetria no valor, pode ser usado um trimpot para fazer o ajuste fino da diferença. A princípio eu projetei com eles(como vocês vão ver nas imagens abaixo), mas não ficou muito bom então eu vou optar por colocar dois potenciômetros independentes. Não fiz ainda essa adaptação, mas pretendo fazer assim que comprar um potenciômetro de 5K.


Como eu não tinha uma furadeira quando montei essa fonte, eu acabei usando os furos que já estavam na caixa. O LED vermelho no centro indica o fusível queimado que fica ao lado do interruptor.


Esse é o aspecto interno(notem que eu não tinha fixado os LEDs ainda), além do circuito eu coloquei um filtro na entrada AC e dois capacitores em paralelo com o interruptor(0,1µF x 250V) e um fusível.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cientistas da USP produzem biodiesel da borra de café


O processo consiste em extrair um óleo essencial da borra de café. Este óleo mostrou ser uma matéria-prima viável para a produção do biodiesel.


Reciclagem do café


Cientistas da USP demonstraram que é possível usar a borra de café - o que resta do café em pó depois que ele é coado - para a produção de biodiesel. O processo consiste em extrair um óleo essencial da borra de café. Este óleo mostrou ser uma matéria-prima viável para a produção do biodiesel. A produção do biocombustível a partir do resíduo foi testada pela química Denise Moreira dos Santos, em escala laboratorial. O estudo concluiu que a técnica é adequada para a produção do biodiesel em pequenas comunidades, para o abastecimento de tratores e máquinas agrícolas, por exemplo. "No Brasil, há um grande consumo de café, calculado em 2 a 3 xícaras diárias por habitante, por isso a produção de resíduo é intensa em bares, restaurantes, casas comerciais e residências

Óleo essencial

"O óleo essencial, responsável pelo aroma do café, já é utilizado em química fina, mas sua extração diretamente de grãos de alta qualidade é muito cara", conta a professora. A borra do café também contém óleos essenciais, que podem contaminar o solo quando o resíduo é descartado no meio ambiente. O processo de obtenção do biodiesel é o mesmo adotado com outras matérias-primas. "O óleo essencial é extraído da borra de café por meio da utilização de etanol como solvente," conta Denise. "Após a extração, o óleo é posto em contato com um catalisador alcalino, que realiza uma reação de tranesterificação com a qual se obtém o biodiesel." As características dos ácidos graxos do óleo essencial do café são semelhantes aos da soja, embora estejam presentes em menor quantidade. A partir de um quilo de borra de café é possível extrair até 100 mililitros de óleo, o que geraria cerca de 12 mililitros de biodiesel. "No Brasil são consumidas aproximadamente 18 milhões de sacas de 60 quilos de café, num total de 1,08 milhões de toneladas, o que irá gerar uma quantidade considerável de resíduos," aponta a professora.

Pesquisa e educação

"Todo o experimento para obtenção de biodiesel foi realizado em escala laboratorial", explica Denise, que é professora do curso técnico de Química do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETPS), em São Paulo. "O objetivo da pesquisa é mostrar aos alunos que é possível aproveitar um resíduo que é descartado no ambiente para a produção de energia".
Segundo a professora, a implantação do processo de produção do biocombustível em escala industrial dependeria de um trabalho de conscientização da população para não jogar fora a borra de café, que seria recolhida para extração do óleo. "Sua utilização é indicada para pequenas comunidades agrícolas, que produziriam seu próprio biodiesel para movimentar máquinas", sugere. Denise lembra que em algumas fazendas de café, a borra é armazenada no refrigerador para ser usada como fertilizante. "Entretanto, seu uso frequente pode fazer com que os óleos essenciais contaminem o solo", alerta. "O aproveitamento desse resíduo para gerar energia pode não ser uma solução mundial, mas está ao alcance de pequenas localidades".

Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Lucy no deserto

O caçador de fósseis Donald Johanson descobriu sem querer o esqueleto de um dos mais antigos ancestrais do homem. Na manhã do dia 30 de novembro de 1974, ele caminhava com um colega pelo campo de Hadar, no meio do deserto de Afar, a 180 quilômetros da capital da Etiópia, Adis Abeba. O pesquisador topou com um pequeno osso, e ao contrário do seu colega, achou que pertencia a um hominídeo.
Poucos metros à frente, encontrou outro osso, e depois mais outro. Os ossos estavam bem à vista, mas só Johanson os viu. À tarde, todos os membros da expedição procuravam ossos. Encontraram 40% de um esqueleto. A canção dos Beatles "Lucy in the Sky with Diamonds" tocava em um gravador. O esqueleto foi batizado: era Lucy, uma fêmea da espécie Australopitecus afarensis, que viveu na África há 3,5 milhões de anos.

Fonte: Revista Superinteressante

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Criado primeiro circuito integrado de nanotubos de carbono



A construção do circuito integrado de nanotubos usa uma técnica de filtração em fase gasosa, para separação dos nanotubos, e processos de transferência para sua aplicação no substrato plástico.


Chip de nanotubo

Há 53 anos, quando apareceu o primeiro circuito integrado da história, quase ninguém acreditou na ideia. Acreditava-se que sua construção seria complicada e cara demais. De fato, sua adoção em larga escala só aconteceu na década seguinte. Agora, cientistas japoneses e finlandeses apresentaram o primeiro circuito integrado feito de nanotubos de carbono. Tidos como promissores para uma infinidade de áreas, os nanotubos vêm enfrentando a concorrência do grafeno e, mais recentemente, da molibdenita. Mas os anos de pesquisas à frente dos concorrentes parecem ter feito a diferença.

Circuito integrado flexível

Yutaka Ohno, da Universidade de Nagoia, e Esko Kauppinen, da Universidade de Aalto, desenvolveram uma técnica simples e rápida, segundo eles, para fabricar transistores de filme fino (TFT: thin film transistors) usando nanotubos de carbono. Todo o circuito é montado sobre um substrato plástico flexível, seguindo a rota mais promissora da chamada eletrônica orgânica, que promete telas de enrolar e circuitos eletrônicos tão flexíveis que poderão ser montados em roupas. Eles utilizaram a nova tecnologia para fabricar o primeiro circuito de lógica sequencial do mundo usando nanotubos de carbono. Com a nova técnica, é possível vislumbrar o desenvolvimento de processos industriais de fabricação contínua no estilo das impressoras de rolo (roll-to-roll), em que os circuitos eletrônicos são literalmente impressos sobre plásticos flexíveis.

Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ARRL Antenna Compendium - Correção

Quero informar aos leitores que fiz a correção dos links do ARRL Antenna Compendium. Não tinha visto que os links do site estavam com problemas, é uma pena pois o Luis, autor do site, tem muita coisa boa lá. Eu fiz uma visita no site e vi que ele colocou todo seu material em uma FTP, mas nem tudo está disponível para baixar.
O post dos livros pode ser acessado aqui.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Correção - 48 Lecciones de radio [Tomo IV]

Como o site onde estava esse livro está com problemas no arquivo eu fiz o upload, para quem não conseguiu baixar, segue as duas partes.


Download Parte 01

Download Parte 02

Esquentando água com um resistor

Usei um resistor(3,3R) para fazer teste em minha fonte de 10A e como a potência dele é baixa ele esquentou tanto que o encapsulamento dele trincou e se soltou ficando somente a resistência.
O encapsulamento dele é parecido com essa imagem abaixo só não tinha esse metal em seu corpo e os terminais são maiores.



Coloquei ele(ou o que sobrou dele) dentro de um copo com água para continuar os testes, veja como faz barulho depois de ligada a fonte.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sistema com seis planetas surpreende astrônomos


Concepção artística do sistema planetário "comprimido" com planetas grandes muito próximos à sua estrela.


Sistema planetário.zip

Ele não é apenas um sistema planetário como nunca se viu antes. O que o telescópio espacial Kepler agora revelou foi um sistema planetário que ninguém esperava encontrar. Há 2.000 anos-luz da Terra, a estrela agora batizada de Kepler-11 é bem parecida com o Sol. Mas os planetas ao seu redor transformam em poeira cósmica os modelos de formação de planetas considerados válidos até hoje. São seis planetas identificados até agora ao redor da Kepler-11, variando entre 2,3 e 13,5 vezes a massa da Terra - os maiores têm dimensões comparáveis a Urano e Netuno. Cinco deles têm períodos orbitais entre 10 e 47 dias, o que significa que a órbita de todos eles fica dentro de uma região que cabe dentro da órbita de Mercúrio. É um sistema planetário absolutamente compactado. O sexto planeta é maior e só um pouco mais distante, com um período orbital de 118 dias e uma massa ainda indeterminada - se estivesse em nosso Sistema Solar, orbitaria entre Mercúrio e Vênus.

Teorias.pó

Nenhum modelo de formação planetária apontaria a possibilidade de tal adensamento de planetas na proximidade das estrelas. E menos ainda com a sua composição provável, muito semelhante à de Urano e Netuno, que ficam muito mais distantes da nossa estrela. Não é para menos. As teorias de formação de planetas foram feitas tendo como base de estudo unicamente o Sistema Solar, que era o único que os cientistas conheciam até poucos anos atrás. À medida que novos exemplos de sistemas planetários são encontrados, torna-se mais fácil elaborar teorias melhores. O sistema planetário Kepler-11 é incrível", disse Jack Lissauer, membro da equipe científica do telescópio Kepler. "Ele é incrivelmente compacto, ele é incrivelmente plano e há um número surpreendentemente grande de planetas grandes orbitando perto da sua estrela".
"Não sabíamos que tais sistemas poderiam existir," resume ele. As densidades dos planetas (derivadas da massa e do raio) fornecem pistas sobre suas composições. Todos os seis planetas têm densidades mais baixas do que a da Terra, provavelmente formados por uma misturas de rochas e gases, possivelmente incluindo água. A parte rochosa responde pela maior parte da massa dos planetas, enquanto o gás responde pela maior parte do seu volume. "Parece que os dois mais internos poderiam ser formados principalmente de água, possivelmente com uma fina pele de gás, hélio-hidrogênio, por cima, como mini-Netunos," disse Jonathan Fortney, outro membro da equipe. "Os mais afastados têm densidades inferiores à da água, o que parece indicar atmosferas significativas de hélio-hidrogênio."

Cérebros quentes

Isto é surpreendente, porque um planeta pequeno e quente não deveria conseguir manter uma atmosfera tão leve. "Estes planetas são muito quentes por causa de suas órbitas próximas, e quanto mais quente eles são, mais gravidade precisam para manter a atmosfera," explicou Fortney. "Meus alunos e eu ainda estamos trabalhando nisso, mas nossas hipóteses são de que todos estes planetas provavelmente começaram com uma atmosfera de hélio-hidrogênio mais massiva, e nós vemos os restos dessas atmosferas naqueles mais distantes. Os mais próximos provavelmente já perderam a maioria dela."

Fonte: Inovação Tecnológica