quinta-feira, 31 de março de 2011

Galáxia Espiral NGC 3621



Essa sequência dá um close na galáxia espiral NGC 3621. NGC 3621 é de cerca de 22 milhões de anos-luz de distância na constelação de Hidra. É comparativamente mais brilhante e pode ser bem visto em telescópios de tamanho moderado.
Um vídeo com uma qualidade melhor pode ser baixado aqui e a imagem para ser usado como papel de parede aqui.

Fonte: ESO

quarta-feira, 30 de março de 2011

Bateria transforma entropia em eletricidade


A bateria de mistura entrópica foi fabricada com nanofios de óxido de manganês e eletrodos de prata.


Bateria entrópica

Quando a água doce dos rios entra no mar a diferença na salinidade leva a uma mudança de entropia. Essa diferença de entropia, calculada em 2,2 kJ por litro de água doce, é uma fonte gigantesca de energia renovável. O grande desafio é extrair essa energia, convertendo-a para formas úteis, eletricidade, por exemplo. A equipe do Dr. Yi Cui, da Universidade de Stanford, resolveu enfrentar o desafio e demonstrou que o conceito de extração dessa "energia entrópica" pode realmente funcionar na prática. E funcionar bem: a sua "bateria de mistura entrópica", que gera energia a partir da diferença de entropia entre a água doce dos rios e a água salgada do mar operou com uma eficiência de 74%.

Baterias químicas

O conceito de geração de energia da diferença de entropia já foi estudado e testado antes. A abordagem mais promissora adotada até agora usa membranas superfinas, parecidas com as usadas em células a combustível a hidrogênio, para que os íons passem de um dos líquidos para o outro, gerando uma corrente. O enfoque adotado pela equipe de Cui é diferente: a energia extraída da diferença de concentração entre duas soluções é armazenada em baterias químicas - a energia é armazenada como energia química no interior da estrutura química do material usado como eletrodo. A bateria de mistura entrópica foi fabricada com nanofios de óxido de manganês e eletrodos de prata. O uso de estruturas com dimensões nanoscópicas é importante pela sua grande área superficial, algo essencial para capturar mais energia por área. A energia é gerada pelo movimento dos íons de sódio e cloro - os dois elementos que compõem o sal da água do mar - através da rede cristalina dos eletrodos. Mas ela pode ser usada com outras soluções.

Eficiência da bateria de entropia

"A bateria foi demonstrada extraindo energia de água real do mar e de um rio, mas pode ser aplicada a uma grande variedade de soluções salinas e água doce," afirmam os pesquisadores. O rendimento real observado foi de 74%, mas os pesquisadores afirmam que a mera mudança na distância entre os eletrodos pode elevar essa eficiência para algo em torno de 85%. "Considerando o fluxo de água dos rios para os oceanos como um fator limitador para esse tipo de energia, a produção de energia renovável pode potencialmente alcançar 2 TW, o equivalente a 13% de todo o consumo de energia do mundo," afirmam os pesquisadores.

Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 25 de março de 2011

Inventor numa fria

O médico americano John Gorrie (1803-1855) trabalhava em Apalachicola, cidade portuária da Flórida, onde o clima era escaldante. Para melhorar as condições de marinheiros com febre amarela, ele pendurava sacos de gelo nas enfermarias. Mas o produto, retirado de lagos distantes congelados no inverno, era caríssimo. Por isso, o médico resolveu usar seus conhecimentos de físico amador. Em 1850, aos 47 anos de idade, ele criou um reservatório de água ligado a um pistão que, comprimindo e descomprimindo o ar, roubava o calor interno. Assim, em uma só tacada, Gorrie criou o sistema de refrigeração que daria origem ao ar-condicionado e à geladeira. No entanto, nenhum banco financiou o seu projeto. Os principais jornais americanos ridicularizavam o inventor. Gorrie morreu pobre e desacreditado em 1855. Cinco anos mais tarde, seu equipamento foi instalado com sucesso em navios, para transportar carne da Austrália até a Inglaterra.

Fonte: Revista Superinteressante

Spintrônica: Magnetismo pode ser ligado e desligado


Esquema do arranjo estrutural das cristalizações romboédrica e tetragonal - a magnetização fica confinada na fase romboédrica.



Magnetização espontânea

Cientistas conseguiram otimizar uma propriedade conhecida como magnetização espontânea em um dos materiais mais promissores para o emergente campo da spintrônica. Na spintrônica, os dados digitais são armazenados nos spins de elétrons individuais, e não em correntes de elétrons, como na eletrônica atual. E eles conseguiram mais: o grupo descobriu como ligar e desligar essa magnetização por meio de um campo elétrico externo, uma técnica crucial para essa nova área que promete chips mais rápidos, menores e com um consumo mínimo de energia. "Adotando uma abordagem inovadora nós criamos um novo estado magnético na ferrita de bismuto, juntamente com a capacidade de controlar essa magnetização a temperatura ambiente," diz Ramamoorthy Ramesh, dos Laboratórios Berkeley, nos Estados Unidos.

Magnetoeletrônicos

A ferrita de bismuto é um material promissor para a eletrônica, mas que também está chamando a atenção dos pesquisadores da área de energia solar. A magnetização espontânea surge em um tipo específico de cristalização desse composto multiferroico e pode ser "apagada" com a aplicação de um campo elétrico. A magnetização é restaurada quando a polaridade do campo elétrico é invertida. Os dispositivos spintrônicos, ou magnetoeletrônicos, armazenam dados no spin do elétron, uma propriedade mecânica quântica que emerge do momento magnético de um elétron em rotação, e que possui um valor direcional "para cima" ou "para baixo". Os materiais multiferroicos são candidatos ideais para os dispositivos spintrônicos porque eles apresentam simultaneamente propriedades elétricas e magnéticas.

Controlando o magnetismo

Embora a ferrita de bismuto - uma liga de bismuto, ferro e oxigênio - seja um isolante, ela possui "paredes de domínio" entre seus cristais, planos bidimensionais que conduzem eletricidade. Agora os pesquisadores descobriram que uma combinação de duas formas de cristalização do composto gera efeitos ainda mais interessantes. "Os filmes de ferrita de bismuto normal apresentam uma magnetização espontânea de 6 a 8 unidades eletromagnéticas por centímetro cúbico, o que é muito pouco para aplicações práticas," diz Qing He, que conduziu os novos experimentos. "Nesse estado especial de fases mistas, nós melhoramos a magnetização espontânea para algo entre 30 e 40 unidades eletromagnéticas por centímetro cúbico, o que é suficiente para utilização em componentes reais," diz ela. E essa magnetização espontânea pode ser controlada com a aplicação de uma corrente elétrica mínima passando através do filme. Isso significa que os dados gravados no material estarão armazenados magneticamente, e não se perderão quando a energia for desligada.


Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 22 de março de 2011

História das coisas

Para aqueles que ainda não tivéram oportunidade de ver, este é um vídeo muito interessante. Vale a pena dar uma olhada.


Processador usa software para contornar circuitos defeituosos


Um gerenciador de recursos em tempo de execução determina dinamicamente qual núcleo deve fazer o quê.



Um consórcio de pesquisadores holandeses demonstrou o protótipo de um chip capaz de testar a si mesmo e se autoconsertar na eventualidade de algum problema interno em seu hardware.

Inconvenientes da miniaturização

O avanço da miniaturização se fundamenta na construção de componentes eletrônicos cada vez menores, o que aumenta a chance de defeitos no processo industrial. Por menor que seja o defeito, a única alternativa hoje é descartar o chip defeituoso. "Por causa do rápido aumento na densidade de transistores nos chips, está se tornando um desafio real garantir um alto nível de interdependência," afirma Hans Kerkhoff. Kerkhoff é membro do consórcio CRISP (Cutting edge Reconfigurable ICs for Stream Processing), que reúne pesquisadores de quatro empresas e duas universidades da Holanda.

Gerenciamentos dos núcleos

Os processadores e outros chips estão sendo fabricados com vários núcleos, onde cada um desempenha subtarefas de uma aplicação mais complexa. Isto é válido mesmo em chips dedicados, como o processamento da navegação por satélite, que exige várias tarefas simultâneas de processamento de sinais digitais (DSP: digital signal processing). Um gerenciador de recursos em tempo de execução determina dinamicamente qual núcleo deve fazer o quê. Tarefas não escolhem núcleos e núcleos não escolhem tarefas, o que significa que uma tarefa pode ser redirecionada para outro núcleo se isto for necessário. Isto permite que as tarefas atribuídas a núcleos que apresentam defeito podem ser repassadas para outros núcleos. Os cientistas holandeses desenvolveram um novo conceito de gerenciamento dos recursos do chip em tempo de execução - enquanto está em operação, o chip testa seus núcleos e suas conexões, e um gerenciador de recursos atribui dinamicamente para outras áreas as tarefas que estariam a cargo das partes que apresentaram defeito. Os testes indicaram que processadores de múltiplos núcleos, descartados na linha de produção por defeito, passam nos testes quando dotados do novo sistema de gerenciamento.

Degradação elegante

Mas como é possível que um processador possa funcionar 100% mesmo tendo componentes defeituosos? "A solução é não tentar construir chips não-degradáveis, é fazer arquiteturas que possam se degradar e, ainda assim, se manter funcionando, o que nós poderíamos chamar de 'degradação elegante'," diz Kerkhoff. Segundo os pesquisadores, não se trata de afrouxar o nível de confiabilidade - os chips passam exatamente nos mesmos testes, uma vez que o sistema de autorreparo permite que eles funcionem com 100% da sua capacidade, exatamente como um processador que saiu da linha de produção sem nenhum defeito interno.

Autoconserto

Mais do que evitar o descarte de processadores na linha de produção, a técnica pode retardar os defeitos que apareceriam nos chips ao longo de sua vida útil. O sistema permite que um processador, que deixaria de funcionar ao longo do tempo por defeito em um de seus núcleos, continuará funcionando porque as tarefas deixarão de ser atribuídas àquela parte defeituosa - é isso o que os pesquisadores chamam de autorreparo, ou autoconserto. "Combinando o teste de componentes defeituosos com um gerenciador de recursos em tempo de execução criamos um chip flexível e totalmente reconfigurável, que pode lidar com alterações nas tarefas e com componentes que apresentem defeito durante toda a sua vida útil," diz Bart Vermeulen, outro membro da equipe. A solução apresentada pelo projeto CRISP é baseada inteiramente em software. A IBM tem um projeto com objetivos similares, que combina abordagens de software e hardware.

Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 18 de março de 2011

Caneta quântica escreve com átomos em cristal de luz


Os padrões escritos com a caneta atômica têm entre 10 e 30 átomos, presos no interior de um cristal de luz.


Físicos criaram o que eles estão chamando de "caneta quântica", um instrumento capaz de não apenas de escrever com átomos, mas também de "escrever nos átomos", usando-os para guardar dados. O instrumento, criado por cientistas do Instituto Max Planck na Alemanha, permite a manipulação de átomos individuais presos em uma rede de luz, organizando-os no padrão desejado. Este um feito importante na área da computação quântica e dos simuladores quânticos, que poderão ser usados para estudar o comportamento de sistemas complexos demais para os simuladores computacionais tradicionais.

Cristal de luz

O tabuleiro onde os átomos são movidos é um cristal de luz, um arranjo óptico artificial onde uma série de lasers cria uma rede óptica que é um análogo da rede atômica de um cristal real. O cristal de luz pode ser melhor entendido quando comparado com uma cartela de ovos - os lasers superpostos criam as separações, ou as paredes da cartela. Cada "buraco" dessa cartela óptica é capaz de acomodar um único átomo, que fica preso pelos feixes de luz ao seu redor. Usando um microscópio eletrônico para guiá-los, os cientistas dispararam um laser altamente focalizado, de forma que ele atingisse os átomos individualmente, com altíssima precisão. O laser deforma ligeiramente a camada de elétrons do átomo, alterando seu spin. Átomos com spin - com um momento angular intrínseco - comportam-se como se fossem pequenas agulhas magnéticas, que podem se alinhar em dois sentidos opostos. Se os átomos forem irradiados com micro-ondas que estejam em ressonância com o spin alterado, somente os átomos que foram atingidos pelo laser absorvem o fóton de micro-ondas, o que faz seu spin se inverter. Todos os outros átomos do cristal de luz permanecem inalterados. Ou seja, o experimento é capaz de usar o spin dos elétrons para armazenar dados digitais, que eventualmente poderão ser processados em um computador quântico.

Caneta de átomos

A seguir, os cientistas alteraram o spin de todos os átomos em uma linha, mostrando a precisão alcançada com seu dispositivo - o índice de eficiência nessa alteração foi de 95%. A operação foi repetida em diversos graus de complexidade. Depois que os átomos com o spin invertido são retirados da armadilha óptica, é possível ver claramente o padrão "escrito" nos átomos - o que levou os cientistas a chamarem o mecanismo de caneta quântica. A rede óptica que cria o cristal artificial forma uma estrutura conhecida como isolante de Mott. "Um isolador Mott com exatamente um átomo em cada ponto da rede funciona como um registrador quântico natural com algumas centenas de bits, o ponto de partida ideal para o processamento de informações quânticas," afirma Stefan Kuhr, coautor do trabalho. O próximo passo é realizar operações lógicas entre quaisquer dois átomos selecionados na rede. Esta seria uma demonstração do funcionamento da estrutura como um processador quântico.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 16 de março de 2011

Viagem por Saturno



Este vídeo é uma montagem feita a partir de milhares de imagens feitas pela sonda Cassini-Huygens em sua passagem por Saturno. As imagens são espetaculares, aconselho a ver em tela cheia.

Dentro do armário

Em 1930, o físico americano Chester Carlson (1906-1968) estava endividado. Não conseguia emprego em sua área. Até porque tinha sido um dos piores alunos de sua turma. Vivia sonhado porque passava os dias fazendo faxina para sustentar os pais tuberculosos. Sem saída, aceitou a vaga de auxiliar de escritório em uma firma de eletrônica nova-iorquina. Então, percebeu a necessidade de um aparelho para copiar documentos. Na época, os textos ou eram copiados com papel carbono ou eram fotografados por meio de um processo caro. Motivado, Carlson transformou o armário embutido de seu apartamento de um cômodo em um laboratório reduzido. Ali, criou a máquina xerográfica em 1939, mas ficou ate 1944 tentando convencer alguma grande empresa a fabricá-la. Até que uma pequena firma, a Companhia Haloid, deu crédito para a engenhoca. Mesmo assim, como os jornais chamavam o invento de brinquedo, a primeira fotocopiadora só seria lançada em 1947.

Fonte: Revista Superinteressante

2 Anos de Blog

Este mês faz dois anos que estou com o blog, no começo, eu nem imaginava que ia chegar tão longe. Gostaria de agradecer mais uma vez as visitas e espero conseguir mais revistas para postar.
Queria aproveitar para dizer que adicionei mais três pastas com as revistas italianas, são elas CQ Elettronica, Selezione Radio-TV e Elettronica pratica.

terça-feira, 15 de março de 2011

Hubble descarta teoria alternativa à Energia Escura


Esta é a galáxia NGC 5584, que os astrônomos usaram para fazer as novas medições - eles medem a velocidade de expansão do Universo rastreando estrelas variáveis conhecidas como Cefeidas.



Usando observações feitas pelo telescópio espacial Hubble, astrônomos descartaram uma teoria alternativa sobre o Universo, que tenta descrever as observações sem precisar da energia escura. A teoria foi descartada com base em novos cálculos que estimaram a taxa de expansão do Universo com uma precisão sem precedentes.

Teoria da Bolha Cósmica

O Universo parece estar se expandindo a uma velocidade crescente. A hipótese mais aceita pela comunidade científica é a de que isto ocorre porque o Universo está repleto de uma energia escura que funciona no sentido oposto da gravidade. Uma hipótese alternativa é a de que estaríamos no centro de uma enorme bolha de um espaço relativamente vazio. Essa bolha teria cerca de oito bilhões de anos-luz de circunferência, abarcando toda a nossa vizinhança galáctica. Se vivêssemos realmente perto do centro desse vazio, as observações que mostram as galáxias sendo empurradas para longe umas das outras, com uma velocidade cada vez maior, seria meramente uma ilusão.

Estouro da bolha

Esta hipótese foi agora invalidada porque os astrônomos mediram a atual taxa de expansão do Universo com uma incerteza de apenas 3,3%, uma melhoria de 30% em relação à medição anterior, também feita pelo Hubble. O valor da taxa de expansão do Universo é de 73,8 quilômetros por segundo por megaparsec. Isso significa que, para cada milhão adicional de parsecs (3,26 milhões de anos-luz) que uma galáxia se encontra da Terra, a galáxia parece estar se afastando de nós 73,8 quilômetros por segundo mais rápido. Na hipótese da bolha cósmica, a baixa densidade da bolha iria se expandir mais rápido do que o Universo mais maciço em torno dela. Para um observador dentro da bolha, pareceria que uma força no estilo da energia escura estaria espalhando todo o Universo. Para que seja assim, a taxa de expansão do Universo deveria muito mais lenta do que os astrônomos calcularam agora - ele deveria ficar entre 60 e 65 quilômetros por segundo por megaparsec. Ao reduzir a incerteza sobre o valor da constante de Hubble para 3,3%, os astrônomos acreditam ter eliminado qualquer possibilidade de um valor tão pequeno. "A parte mais difícil de aceitar na teoria da bolha é que ela nos obriga a viver muito perto do centro de uma região tão vazia do espaço", explica Lucas Macri, da Universidade do Texas, coautor da pesquisa. "Isso tem uma chance de cerca de uma em um milhão de acontecer. Mas como sabemos que algo estranho está fazendo o Universo acelerar, é melhor deixar que os dados sejam o nosso guia".

Constante de Hubble

A energia escura é um dos maiores mistérios cosmológicos da física moderna. Até mesmo Albert Einstein concebeu uma força repulsiva, que ele chamou de constante cosmológica, que atuaria de forma contrária à gravidade para manter o Universo estável. Ele abandonou a ideia quando o astrônomo Edwin Hubble descobriu, em 1929, que o Universo está se expandindo. Indícios observacionais da energia escura só começaram a surgir em 1998.
A princípio, a ideia da energia escura pareceu tão absurda que muitos cientistas passaram a buscar alternativas, incluindo a igualmente estranha teoria da bolha cósmica. Mas parece que agora eles terão que buscar outras alternativas. "Estamos usando a nova câmera do Hubble como um radar de policial para flagrar a aceleração do Universo," disse, Adam Riess do Instituto de Ciências do Telescópio Espacial (STScI). "Parece que é mesmo a energia escura que está pisando no pedal do acelerador." Os astrônomos acreditam que o Hubble vai continuar a ser utilizado desta forma para reduzir ainda mais a incerteza da constante de Hubble, refinando as informações que se tem sobre as propriedades da energia escura. Macri sugere que a atual incerteza ainda pode ser reduzida pela metade, antes que o Telescópio Espacial James Webb entre em operação e dê uma espécie de palavra final sobre o assunto.

Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 11 de março de 2011

Corujando os 40m

Essa recepção foi feita este final de semana, usando um Sony mod. ICF-F12S e como antena foi usado um varal com aproximadamente 25 metros. A frequência foi informada pelos radioamadores durante as transmissões.








sexta-feira, 4 de março de 2011

Melhorando a velocidade de conexão - Windows XP

Decidi escrever esse pequeno tutorial por ser fácil de fazer e de grande importância, principalmente para que tem conexão de baixa velocidade.
O Windows XP costuma fazer várias coisas que normalmente nós não queremos que ele faça, uma delas é reservar 20% da banda de internet para as conexões de seus aplicativos, coisa que acho desnecessária porque mesmo liberando essa reserva ele não deixa de se conectar normalmente, e quando não liberamos e o Windows não está usando a internet, esses 20% pode fazer muita falta. Bom deixamos de conversa e vamos ao que interessa.

Primeiro: Entre em Iniciar >> Executar e digite gpedit.msc. Deverá aparecer uma janela como essa abaixo.

Como vocês podem observar, é bem parecido com o Windows Explorer, onde, na esquerda aparece as pastas e na direita o conteúdo das pastas.
Em Configuração do computador na pasta Modelos Administrativos e depois em Rede vai até uma pasta chamada Agendador de Pacotes QoS, como na imagem abaixo.

No lado direito da janela tem o ítem chamado Limitador Largura de Banda Reservável que você dará um duplo click nele, vai abrir as propriedades e que provavelmente não vai estar configurado como a imagem abaixo.

Então o que tem a fazer é clicar em ativado, repare que no campo Limite de Largura de Banda(%) vai aparecer 20.

Você altera para 0(zero) e clica em aplicar >> OK


Após clicado em Ok vai ficar como a imagem abaixo.

Repare no que está escrito na parte do texto apontado pela seta, mesmo desativada ou não configurada o sistema reserva 20% da banda.

Após feito essa mudança é só reiniciar o PC para que a mudança entre em funcionamento. Não sei se esse tipo de configuração também é possível em Windows Vista ou 7, é provável que sim. Para visualizar melhor as imagens é só clicar nelas.

Novo chip brasileiro oferece alternativa para miniaturização

Pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) começaram a ingressar em uma área até então dominada no Brasil por cientistas situados nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. No início de janeiro eles concluíram o desenvolvimento do primeiro chip (circuito integrado) projetado e implementado no Mato Grosso do Sul.

Conversor analógico-digital

Voltado para utilização em qualquer aparelho eletrônico, como computadores, celulares e tocadores de música digitais, o dispositivo apresenta uma tecnologia inédita no mercado de equipamentos eletroeletrônicos. Enquanto os chips atuais possuem dois níveis lógicos de tensão elétrica, que convertem os sinais analógicos da energia recebida diretamente de uma tomada convencional em sinais digitais, o novo dispositivo é um conversor analógico-digital que trabalha com múltiplos níveis lógicos. Em função disso, o chip é bem menor e pode agregar mais funcionalidades do que um circuito integrado convencional. "Essa tecnologia pode ser uma alternativa para a redução do tamanho e para a agregação de mais funcionalidades pelos chips, que são duas das principais tendências na indústria de microeletrônica hoje", disse Ricardo Ribeiro dos Santos, professor da Faculdade de Computação da UFMS.

Sem fábrica

Para desenvolver o novo dispositivo, pesquisadores da UFMS iniciaram nos últimos anos projetos de pesquisas em universidades e instituições de pesquisa em São Paulo, em busca de capacitação em microeletrônica e em projetos de chips. Após o intercâmbio com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e com o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), eles iniciaram o projeto do desenvolvimento do dispositivo no Centro Tecnológico em Informática e Eletrônica (CTIE) do Mato Grosso do Sul. Mas, como o Brasil ainda não possui uma fábrica de chips que domine a tecnologia de produção de transistores com 350 nanômetros (bilionésima parte do metro), ao terminar de projetar o dispositivo, os pesquisadores decidiram encaminhá-lo para a França, para ser fabricado pela empresa Circuits Multi-Projets (CMP), que realiza a prototipagem e produz processadores em pequenos lotes. No início de janeiro, a empresa francesa enviou para os pesquisadores um lote com oito unidades do dispositivo, que estão sendo testadas nos laboratórios da UFMS. "A proposta com esse primeiro processador está mais focada em demonstrar a viabilidade de se desenvolver um conversor analógico digital que atue em múltiplos níveis. Mas temos uma leva de outros chips que pretendemos prototipar baseados na tecnologia de lógica de múltiplos níveis", disse Santos.

Lógica de multiníveis

De acordo com o pesquisador, essa tecnologia, originada na década de 1960, ainda não é muito pesquisada no Brasil e até hoje não conseguiu emplacar no mercado de eletroeletrônicos, uma vez que os circuitos eletrônicos baseados em lógica binária, adotados pelos fabricantes de equipamentos, funcionaram muito bem até recentemente. Mas, nos últimos dez anos, começou a se verificar que a lógica binária apresenta limitações para miniaturizar os processadores, que têm a demanda de se tornar cada vez mais ínfimos e imperceptíveis nos aparelhos eletrônicos.
"Os pesquisadores que atuam nessa área passaram a olhar para várias alternativas para atingir esse objetivo, como outros tipos de materiais em vez do silício ou para outras áreas, como a física quântica. A lógica de multiníveis seria outra via para projetar chips cada vez mais menores e com diversas funções", afirmou Santos.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 2 de março de 2011

Antena de Ferrite para Ondas Médias

Hoje eu terminei a montagem da antena RGP3, feita de ferrite para Ondas Médias. Comecei a montagem ontem(01/03) e quis testar se ferrite de yoke de monitor poderia ser usado na confecção.
Muitos colegas podem duvidar da utilização desse tipo de ferrite, mas no meu caso deu tudo certo, veja as imagens das montagens.


O tubo que utilizei, com o cap(acho que é esse o nome) na ponta. Ele entrou tão justo que nem precisei colar.


Aqui o lado dos furos da bobina.


Aqui a parte interna já com o ferrite moido. Confeccionei duas tampas de acrílico, uma para fixar o capacitor variável e outra para tampar o cano. Apesar da tampa ter ficado justa eu coloquei cola quente(conheço pelo nome de patex) para mais segurança.


Aqui o capacitor variável que usei de 360pF. [vista frontal]


Vista da traseira.


Aqui já com a bobina. No esquema fala para usar fio 18 ao 22AWG, eu usei 23AWG, mas não ficou centralizada como queria.


Neste lado, o capacitor fixo na tampa de acrílico, fiz duas marcas para achar o posicionamento correto da tampa na hora de fazer as furações.

Eu ainda não achei um knob(botão) correto para o variável, já que ele tinha uma adaptação no eixo por meio de rodanas. Essa da imagem foi fixada com solda, como estava originalmente, mas a base de ferro com a outra rodana e o knob original eu não usei porque a base era maior que o tubo, ia ficar meio estranho. Usei uma tampa de plástico daquelas que fica entre a maçaneta do vidro e a lateral da porta, nos carros que usa um grampo para fixar a maçaneta do vidro.
Vou ainda passar uma camada de fita por cima do cano para proteger a bobina.
Abaixo alguns exemplos de testes feitos para que vocês tirem as próprias conclusões.



TESTE 1



TESTE 2



Para quem ainda não conhece esse tipo de antena, aqui tem um site que mostra uma descrição melhor.

E-Books e Revistas

Como vocês deve ter notado o link que eu tinha alguns livros não está mais disponível. Eu recebi uma mensagem do 4shared dizendo ter alguns livros com problemas de direitos autorais. Normalmente quando isso acontece eu recebo um e-mail e o pessoal do 4shared move o arquivo com problemas para uma pasta chamada "Abuse" e assim que eu logar na conta eu tenho que apagar o arquivo, só que desta vez eles falaram que seria a última vez, pois se encontrassem mais algum arquivo com problemas de direitos autorais, eles vão cancelar minha conta.
Então para não perder os demais arquivos, eu apaguei todos os e-books que tinha no 4shared. Estou fazendo upload de algumas revistas e livros que estavam lá e que não tinham problemas de direitos autorais. Algumas revistas incompletas como Antenna e Monitor rádio e TV e revistas que tenho menos que cinco edições também estarão nesta pasta.
Algumas revistas italianas que estavam com link junto das outras e que também não tinham mais que cinco edições estão na pasta que pode ser acessada aqui(Tem um link permanente junto com Circuitos e Carros).
Estou fazendo o upload da revistas italianas para que não aconteça o mesmo dos livros ARRL Antenna Compendium, que sumiu do site.
E por último quero deixar uma mensagem para os leitores que gostam de fazer experiências com RF, receptores, transmissores(40m, 80m e outros), essas revistas antigas da Itália tem muitos circuitos desses, para quem não baixou nenhuma revista por ser antiga, aproveitem, e para que não quer esperar pelos meus uploads pode acessar o site com as revistas aqui.

terça-feira, 1 de março de 2011

Chip fotônico transfere dados a 1 terabit por segundo


A versão mais recente do chip fotônico da Infinera - ainda em escala de protótipo - é o coração de um receptor de 10 canais, cada um operando a uma velocidade de 100 Gbit/s.



Um circuito integrado fotônico, especializado na transferência de dados por luz, atingiu um recorde de velocidade de um trilhão de bits por segundo (1 Terabit/s).

Redes totalmente ópticas

O chip fotônico, construído com o semicondutor fosfeto de índio, é resultado de 10 anos de desenvolvimento da empresa emergente Infinera, localizada em Sunnyvale, na Califórnia. Com o tráfego de dados da internet aumentando em 50 por cento a cada ano, as empresas de telecomunicações sabem que logo terão que encontrar soluções alternativas, radicalmente mais eficientes do que as atuais. Os chips fotônicos eliminam a necessidade de conversão optoeletrônica na interface entre as fibras ópticas e os equipamentos de transmissão, podendo se tornar essa tão sonhada alternativa. "Nossos chips fotônicos permitirão tornar as redes ópticas mais potentes, mais flexíveis e mais confiáveis do que nunca, usando um equipamento que é significativamente menor, mais barato e que consome muito menos energia," disse o Dr. Radhakrishnan Nagarajan, pesquisador-chefe da empresa.

Chip fotônico

A versão mais recente do chip fotônico da Infinera - ainda em escala de protótipo - é o coração de um receptor de 10 canais, cada um operando a uma velocidade de 100 Gbit/s. Ele contém mais de 150 componentes ópticos, incluindo lasers osciladores para ajuste de frequência, mixers de sinal, atenuadores ópticos para controle de potência e 40 pares de fotodetectores - tudo integrado em um chip menor do que uma unha. A empresa afirma que o chip fotônico de 1 Terabit/s deverá chegar ao mercado "dentro de alguns poucos anos". Mas promete uma versão com a metade dessa velocidade para 2012.

Fonte: Inovação Tecnológica