sábado, 20 de agosto de 2011

QTC e Livros

Mais uma contribuição do leitor Walter J. Prondzynski. São uma revista QTC e sete livros com esquemas comerciais.


QTC - Maio/Junho de 1962

Manual de circuitos

Esquemas de rádios portateis transitorizados [Vol. 02]

Esquemas de rádios portateis transitorizados [Vol. 03]

Esquemas de rádios portateis transitorizados [Vol. 04]

Esquemas de rádios portateis transitorizados [Vol. 05]

Esquemas de rádios portateis transitorizados [Vol. 06]

Esquemas de rádios portateis transitorizados [Vol. 07]

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Rede óptica sem fios transmite filmes HD usando LEDs



Além de iluminarem o ambiente, os LEDs simultaneamente transmitem os dados de uma conexão de banda larga, capaz de transmitir quatro filmes HD ao mesmo tempo.


Comunicação por luz visível

A nova sigla é VLC - Visible Light Communication, ou comunicação por luz visível. Pesquisadores alemães criaram uma nova tecnologia que transforma os LEDs em pontos de uma rede óptica sem fios. Isso significa que, além de estarem iluminando o ambiente, os LEDs estarão simultaneamente transmitindo os dados da sua conexão com a internet ou baixando filmes de alta definição para o seu smartphone. E tudo sem perdas, com alta velocidade e com segurança.

Vídeos em alta definição

Os engenheiros do Instituto Fraunhofer conseguiram transferir dados em sua rede óptica com uma velocidade de 100 megabits por segundo (Mbit/s), sem qualquer perda. A transmissão de vídeos em alta definição foi feita a partir de LEDs instalados no teto, capazes de iluminar uma área de 10 metros quadrados. O receptor pode ser colocado em qualquer lugar nesse raio, que é atualmente o alcance máximo da tecnologia, que poderá ser útil para o uso doméstico ou para empresas. "Isto significa que podemos transferir quatro vídeos com qualidade de alta definição para quatro computadores diferentes ao mesmo tempo," diz o Dr. Anagnostis Paraskevopoulos, coordenador do projeto.

Luz modulada

Na rede VLC, as fontes de luz - nos testes foram usados LEDs brancos - fornecem a iluminação para a sala, substituindo as lâmpadas tradicionais, e, ao mesmo tempo, transferem informações. O truque está em utilizar um aparelho, chamado modulador, para fazer com que os LEDs pisquem rapidamente, transformando seus estados ligado e desligado em 0s e 1s binários - as piscadelas são rápidas demais para que o olho humano perceba, não alterando em nada a iluminação do ambiente. Tudo o que o computador precisa para receber os dados pela luz é um fotorreceptor, dotado de um pequeno diodo sensível à luz, que recebe as informações, os traduz em impulsos elétricos e repassa ao computador. Segundo os engenheiros alemães, uma das principais vantagens da tecnologia é que são necessários poucos componentes eletrônicos para fazer com que os LEDs funcionem como transmissores de informação. A grande desvantagem é que você pode cortar a conexão do computador de alguém se ficar entre o LED e o receptor do seu computador, ou seja, para receber os dados por luz, o computador deve estar "vendo" o LED.

Fábricas, hospitais e aviões

Os pesquisadores afirmam que não pretendem substituir as redes sem fio via rádio, mas oferecer uma alternativa para locais onde essas redes não são desejadas ou não funcionam a contento. Isto acontece, por exemplo, nos ambientes eletromagneticamente poluídos do interior de uma fábrica, ou em hospitais, onde a radiação eletromagnética é restrita ou proibida, por interferir com os equipamentos médicos. Dentro de um avião, cada passageiro poderá receber seu próprio canal, sem que os aviões precisem receber quilômetros de fiações adicionais. O projeto ainda está em andamento, e os pesquisadores estão trabalhando para aumentar as taxas de transferência. Usando LEDs cuja luz branca é produzida por uma combinação de emissores vermelho, azul e verde, já foi obtida uma taxa de transferência de 800 Mbit/s.


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Orientando o dexista iniciante

De começo, aconselha-se ao dexista a utilizar um pequeno receptor, que esteja apto a captar ondas curtas (25, 31 e 49m já é o suficiente) e, logicamente, ondas médias fazendo com que o principiante vá se acostumando aos poucos, até adquirir prática que justifique o uso de receptores com mais faixas, mais sensíveis e sofisticados, os quais possibilitarão caçadas mais difíceis.
Nos primeiros dias, devem-se escolher as emissoras mais próximas, de âmbito nacional e, aos poucos, vai-se passando para as estrangeiras, gradualmente habituando-se aos problemas de propagação, ruídos e interferências. A radioescuta não deve ser iniciada pelo lado mais difícil, para não trazer desilusões no início.
Depois de ter adquirido certa experiência, o dexista, além de sentir o prazer, notará a cultura que adquiriu, os conhecimentos, bem como a facilidade que lhe é proporcionada na distinção dos vários idiomas, aumentam também os conhecimentos técnicos, que irão aperfeiçoar seus métodos de recepção, facilitando cada vez mais a sintonia e proporcionando mais e mais os cobiçados cartões QSL.
O dexista, para progredir, precisa fazer amizades visando adquirir e desenvolver novas idéias e, também, ficar a par do que acontece mundialmente em termos de radioescuta. Em geral, a principal atividade do dexista é, sem dúvida, a de colaborar com as emissoras, redigindo seus relatórios de recepção. Para isso, deve utilizar-se dos dados essenciais, que são:

Data e Hora em que foi feita a escuta, sempre em tempo universal (UT em inglês), que corresponde, para fins práticos, à hora GMT do Meridiano de Greenwich (isso equivale à hora de Brasília mais 3; assim, 12h00min de Brasília corresponde a 15h00min UT ou GMT).

Frequência de sintonia (em KHz), dada com a maior exatidão possível.

Qualidade da Recepção, mais comumente expressada por códigos, desde os mais complexos (como o SIENMPFO) até o mais simples (S), tendo variações como o SIO, SIFO, SINFO e SINPO, sendo este último o mais conhecido e utilizado pelos dexistas.
Passemos, pois, a explicar sua formação:

S = força do sinal (“Strength” ou QSA);
I = interferência por outras emissoras (QRM);
N = ruídos atmosféricos (“Noise”) ou estática (QRN);
P = propagação normal ou sujeita a desvanecimento (QSB: quando o sinal parece sumir e logo após volta a ser ouvido);
O = conceito ou opinião geral em termos de inteligibilidade dos sinais (QRK).

Nunca se deve dar para O uma nota mais alta do que a dada para I, pois ficaria sem sentido dar como melhor a inteligibilidade de sinais perturbados por interferências de outras emissoras. Seria errado reportarmos SINPO 42434; mais correto seria 42432.
As notas vão de 5 (a mais alta) até 1 (a mais baixa), sendo que 55555 equivale a uma recepção perfeita, de qualidade local; já uma reportagem 21321 corresponderia a uma reportagem sem condições de escuta viável. O padrão para as notas do código SINPO é o da Tabela 1.



Detalhes de, no mínimo, 20 minutos do programa escutado, para que a emissora certifique-se de que realmente você a escutou; será feito, também, um pequeno comentário acerca do programa.

Receptor e Antena utilizados (seus dados), sem esquecer-se das Observações, onde se coloca e específica o tipo de interferência, se esta tenha existido, o local de recepção, e tudo o mais que você achar interessante. Para que fique mais informal, inclua também dados pessoais, como idade, profissão ou similares.
Para finalizar, não deixe de solicitar confirmação QSL, se você desejar receber o cartão da emissora. Quando se tratar de emissoras de âmbito local, convém anexar selos para a resposta, mas tenha paciência para receber a resposta.
A todos desejo boa recepção e que esse texto tenha sido, de alguma forma, útil.


Fonte: Esse texto foi tirado da revista Eletrônica Popular Vol. 50 Nº 2 [Fevereiro de 1981] e pode ser baixado em pdf aqui.