terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Contribuições de leitores

Trago aqui contribuição de dois leitores do blog. O primeiro é do leitor Jandel que enviou esse ótimo texto sobre o sintetizador CCBD que foi descrito nas edições da Nova Eletrônica.

Já a contribuição do leitor Wellington Cordeiro é um link com diversos exemplares da revista Practical Electronics e fuçando nele eu achei também exemplares da revista 73 Magazine.
Estou vendo a possibilidade de publicar essas revistas no blog, até lá quem quiser baixar segue os links:


73 Magazine

Quero agradecer aos leitores Jandel e Wellington Cordeiro pelas contribuições.

Revista Radiorama [Parte 05]

Segue mais quatro edições.


18 - Fevereiro de 1958

19 - Março de 1958

20 - Abril de 1958

21 - Maio de 1958

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Era da informação móvel anseia por um novo hardware

Era da informação móvel

No ano passado, pela primeira vez a venda de smartphones superou a venda de notebooks. Com a introdução mais recentes dos tablets, já há elementos suficientes para concluir que a era da informação está passando por sua primeira evolução: a era da informação móvel. Parece então que já é hora de pensar em um hardware projetado desde o início para equipamentos que devem permanecer conectados à internet o tempo todo e, sobretudo, gastar menos bateria.

Além da miniaturização

Um consórcio europeu, reunindo indústria e academia, acaba de divulgar seus resultados justamente nessa área. Os dois principais objetivos do projeto DualLogic são a melhoria do desempenho dos equipamentos com conexão permanente à internet e o baixo consumo de energia. Depois de 40 anos de miniaturização contínua, não está fácil melhorar o desempenho e a eficiência dos chips. A saída encontrada pela equipe foi manter o velho e bom silício como elemento básico, o substrato do chip, mas olhar além do silício para criar componentes com um novo patamar de rendimento. "No projeto DualLogic, nós queremos substituir os canais de silício dos transistores, que não permitem que os elétrons andem tão rápido quanto gostaríamos, por materiais semicondutores de maior mobilidade, como o germânio," explica o Dr. Athanasios Dimoulas, coordenador do projeto.



O projeto DualLogic utiliza dois materiais, um para cada um dos dois tipos de transistores encontrados nos chips.


Duas lógicas

O projeto foi batizado de DualLogic porque utiliza dois materiais, um para cada um dos dois tipos de transistores encontrados nos chips, o tipo positivo e o tipo negativo. A equipe escolheu o germânio (Ge) e o silício-germânio (SiGe) para os transistores do tipo p e o arseneto de índio e gálio (InGaAs) para o transistor tipo n. Isso deu a cada um dos transistores a maior mobilidade de cargas obtida na eletrônica. O InGaAs, um composto conhecido como semicondutor III-V, porque ele é feito com elementos da terceira e da quinta colunas da Tabela Periódica, deu aos transistores "um rendimento além das expectativas", segundo o Dr. Dimoulas. Os resultados para os transistores tipo p não superaram tanto as expectativas, mas ainda assim foram positivos, superando os transistores atuais.

Desafio do mercado

Mais difícil foi integrar o InGaAs com o silício, o que exigiu o desenvolvimento de um novo equipamento para crescer as camadas do semicondutor III-V diretamente sobre o silício. E, embora seja uma inovação significativa, parece que essa nova técnica de fabricação é também o ponto fraco da nova tecnologia. Os resultados foram "surpreendentes" em escala piloto, mas ficou então um enorme desafio para que o novo paradigma DualLogic chegue ao mercado: convencer a indústria a usá-lo. Algo que seria feito naturalmente se tecnologia de "dupla lógica" pudesse ser fabricada usando a mesma tecnologia CMOS usada hoje pela indústria.

Futuro do hardware

Embora seja previsível que, em um futuro próximo, a indústria tenha que superar o atual processo produtivo, as empresas vão tentar estender ao máximo a vida útil de seu parque industrial instalado. E, com várias novas tecnologias sendo simultaneamente desenvolvidas, ainda não está claro para onde caminhará o hardware nos próximos 10 ou 15 anos. Depois da introdução dos materiais de elevado dielétrico, em 2007, os semicondutores III-V vinham sendo as grandes promessas para um novo salto qualitativo. Mas, a medir pelos resultados do projeto DualLogic, parece que a melhor aposta a médio prazo continuam sendo os processadores fotônicos, que usam luz em vez de eletricidade para a troca interna de dados.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

sábado, 21 de janeiro de 2012

Luto no Jazz

Ontem morreu Etta James, um duro golpe para quem gosta de jazz/blues. Com uma voz maravilhosa que encantou muita gente, como a Janis Joplin que teve uma forte influência dela, nos deixa órfãos assim como muitos outros da música. Infelizmente um dia isso ia acontecer, é uma pena que esse dia chegou.

Para quem não conhece eu trago dois vídeos dessa inesquecível e maravilhosa voz que sempre vai permanecer em nossas mentes.






quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Problemas com o Mediafire

Recentemente eu tive alguns problemas de arquivos deletados sem motivo aparente. Novamente estou com esse problema e algumas edições da Nova Eletrônica simplesmente sumiram.
Não sei se é pelo motivo de estar usando 30Gb no Mediafire, apesar de ter um espaço ilimitado de armazenamento, mas em breve vou estar com internet em casa e vou fazer algumas mudanças, vou criar mais contas e dividir um pouco os arquivos entre elas para ver se resolve esses problemas.
Tenho contas no 4shared que ainda não estão no limite de armazenamento e pretendo passar alguma coisa do Mediafire pra lá.
Vou procurar por novos serviços gratuitos e testar para ver se tem uma certa confiabilidade no armazenamento dos arquivos.
Eu sempre dei preferência ao Mediafire por ter espaço ilimitado, por poder fazer mais de um download ao mesmo tempo e por não ter aquele tempo chato de espera, mas infelizmente vou ter que fazer essas mudanças para poder diminuir os problemas de arquivos deletados.
Por isso, peço a vocês, leitores, que sejam pacientes com essas mudanças repentinas, sei que deve ter leitores que gostam do Mediafire pelas vantagens que citei, mas paciência.


sábado, 14 de janeiro de 2012

Há mais planetas que estrelas na Via Láctea


Ilustração mostrando a conclusão dos cientistas de que há muito mais planetas do que estrelas na nossa galáxia.


Planetas são a regra, não a exceção

Uma equipe internacional de astrônomos utilizou a técnica de microlente gravitacional para determinar quão comuns são os planetas na Via Láctea. Após uma busca que durou seis anos, com a observação de milhões de estrelas, a equipe concluiu que os planetas em torno de estrelas são a regra e não a exceção. Durante os últimos 16 anos, os astrônomos detectaram mais de 700 exoplanetas confirmados - o telescópio espacial Kepler já possui milhares de "candidatos a exoplanetas", que ainda precisam ser confirmados. Alguns desses planetas extrassolares já começam a ser estudados em profundidade: em 2010, os astrônomos conseguiram pela primeira vez captar a luz direta de um exoplaneta e analisar a atmosfera de uma super-Terra. Embora o estudo das propriedades dos exoplanetas individuais seja extremamente importante, uma questão básica ainda permanecia: quão comuns são os planetas na Via Láctea?

Microlentes gravitacionais

A maioria dos exoplanetas conhecidos foram encontrados ou pelo efeito gravitacional que exercem sobre a sua estrela hospedeira ou quando de sua passagem em frente do seu sol, o que diminuindo ligeiramente o brilho da estrela. Ambas as técnicas são muito mais sensíveis a planetas que ou são de grande massa ou se encontram próximo das suas estrelas. Por consequência, muitos planetas não podem ser encontrados por estes métodos de detecção. Uma equipe internacional de astrônomos procurou exoplanetas utilizando um método totalmente diferente - as microlentes gravitacionais - que permite detectar planetas num grande intervalo de massas e também os que se encontram muito mais afastados das suas estrelas. "Durante seis anos procuramos evidências de exoplanetas a partir de observações de microlentes. Curiosamente, os dados mostram que os planetas são mais comuns na nossa Galáxia do que as estrelas. Descobrimos também que os planetas mais leves, tais como super-Terras ou Netunos frios, são mais comuns do que os planetas mais pesados," afirma Arnaud Cassan, do Instituto de Astrofísica de Paris. Os astrônomos utilizaram observações nas quais os exoplanetas são detectados pelo modo como o campo gravitacional das suas estrelas hospedeiras, combinado com o de possíveis planetas, atua como uma lente, ampliando a luz de uma estrela ao fundo. Se a estrela que atua como uma lente tem um planeta em órbita, esse planeta pode contribuir de forma detectável para o efeito de brilho provocado na estrela de fundo.

Exoplanetas encontrados

As microlentes gravitacionais são uma ferramenta com potencial de conseguirem detectar exoplanetas que não poderiam ser descobertos de outro modo. No entanto, é necessário o alinhamento, bastante raro, entre a estrela de fundo e a estrela que atua como lente para que possamos observar este evento. E, para descobrir um planeta, é preciso ainda que a órbita do planeta se encontre igualmente alinhada com a das estrelas, o que é ainda mais raro. Embora encontrar um planeta por meio de microlente esteja longe de ser uma tarefa fácil, nos seis anos de procura, três exoplanetas foram efetivamente detectados: uma super-Terra e dois planetas com massas comparáveis à de Netuno e à de Júpiter. Uma super-Terra tem uma massa entre duas a dez vezes a da Terra. Até agora foram publicados um total de 12 planetas detectados pela técnica de microlente, utilizando diversas estratégias observacionais. Em termos de microlente gravitacional este é um resultado excepcional. Ao detectar três planetas, ou os astrônomos tiveram imensa sorte e acertaram em cheio, apesar da baixa probabilidade, ou os planetas são tão abundantes na Via Láctea que este resultado era praticamente inevitável.

Mais planetas do que estrelas

Os astrônomos combinaram seguidamente a informação sobre os três exoplanetas detectados com sete detecções anteriores e com um enorme número de não-detecções durante os seis anos do trabalho. A conclusão foi que uma em cada seis estrelas estudadas possui um planeta com massa semelhante à de Júpiter, metade têm planetas com a massa de Netuno e dois terços têm super-Terras. O rastreio era muito sensível a planetas situados entre 75 milhões de quilômetros e 1,5 bilhões de quilômetros de distância às suas estrelas (no Sistema Solar estes valores correspondem a todos os planetas entre Vênus e Saturno) e com massas que vão desde cinco massas terrestres até dez massas de Júpiter. A combinação destes resultados sugere que o número médio de planetas em torno de uma estrela seja maior que um. Ou seja, os planetas serão a regra e não a exceção. "Anteriormente pensava-se que a Terra seria única na nossa Galáxia. Mas agora parece que literalmente bilhões de planetas com massas semelhantes à da Terra orbitam estrelas da Via Láctea," conclui Daniel Kubas, co-autor do artigo científico.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Antena de Ferrite para OM - Modificação

Esta semana eu andei fazendo alguns testes com a antena de ferrite que havia montado. Já faz algum tempo que eu estava na dúvida de qual medida - comprimento ou diâmetro - poderia melhorar a recepção, como eu tinha um cano de pvc com um maior diâmetro e alguns ferrites de yoke resolvi montar nesse tubo, e o resultado você podem ver abaixo.



Eu não dei um melhor acabamento porque pretendo experimentar mais modificações, então ficou assim mesmo. Modifiquei também a posição do capacitor variável e aproveito para corrigir o valor que é de 410pF.
O tubo utilizado possui diâmetro externo de 3 1/4 pol. [8,2cm] e 20cm de comprimento, foi usado o mesmo número de espiras, 38, para cobrir toda a faixa de 530KHz a 1600KHz.
Não foi preenchido todo o tubo, na extremidade do capacitor tem um espaço de 3,5cm e na outra 1cm. Aproveitei para colocar umas identificações das frequências correspondentes aos limites da faixa, esse limite é do meu rádio, a antena tem uma faixa maior nos extremos, mas não muito, infelizmente meu rádio é limitado e não tenho como saber exatamente a faixa total coberta pela antena.
Nos testes que fiz, eu percebi que se você está tentando sintonizar uma frequência de 900KHz por ex., e o variável está depois dessa faixa, tem uma atenuação na recepção, portanto toda vez que quero sintonizar uma emissora no rádio eu devo girar o variável na posição de frequência mais baixa, isto é 530KHz, antes de girar o dial do rádio, se não vai acabar atenuando as emissoras mais fracas.
É interessante que se possa variar a distância entre a antena e o rádio para que o ferrite do rádio fique em um ponto do campo magnético da antena que tenha a maior transferência de sinal.
Abaixo uns vídeos que fiz para comprovar o funcionamento da antena.


TESTE 1

Nesse teste eu fiz mais ou menos no centro da faixa de OM


TESTE 2
Este eu fiz no início da faixa de OM

TESTE 3
E esse no final da faixa.

Tenho mais alguns vídeos de testes, é só procurar no meu canal.

Conclusão

Eu percebi que houve uma melhora, tanto na recepção quanto na regulagem, este último eu não sei se tem alguma coisa a ver com o diâmetro, usei quatro ferrites de yoke mais um pouco que já tinha, creio que com seis ferrites vai dar para usar nesse tubo e ainda vai sobrar.
Qualquer dúvida deixe um comentário.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Revista Radiorama [Parte 01]

Essa revista segue a mesma coisa que falei para as outras, como tem o link da pasta somente, vou colocar por partes, são setenta e quatro partes com quatro edições cada, isso dá um total de duzentas e noventa e seis edições.
Essa revista não é muito conhecida no Brasil, mas se você notaram nas revistas Antenna - Eletrônica Popular tem diversos esquemas tiradas dela.


01 - Setembro de 1956

02 - Outubro de 1956

03 - Novembro de 1956

04 - Dezembro de 1956

La Radio [Parte 02]

Última parte dessas revistas.


Nº 09 - 13 de Novembro de 1932

Nº 10 - 20 de novembro de 1932

Nº 11 - 27 de Novembro de 1932

Nº 12 - 04 de Dezembro de 1932

Nº 13 - 11 de Dezembro de 1932

Nº 14 - 18 de Dezembro de 1932

Nº 15 - 25 de Dezembro de 1932