domingo, 29 de abril de 2012

Brasil desenvolve processador antirradiação para uso espacial


O processador brasileiro com sistema antirradiação possui aproximadamente 500 mil transistores e foi construído com a tecnologia de 180 nanômetros.


Chip espacial brasileiro

O Brasil acaba de desenvolver seu primeiro chip com proteção anti-radiação espacial, voltado para aplicações em foguetes e satélites. O processador poderá ser utilizado em futuros satélites miniaturizados, conhecidos como nanossatélites, usados para monitoramento espacial e ambiental, e como plataforma para o teste de novas tecnologias espaciais. O projeto, financiado pela Agência espacial Brasileira (AEB), foi realizado por uma equipe da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do escritório de projetos NSCAD Microeletrônica.

Influência da radiação espacial nos satélites

Chips que funcionam no espaço estão sujeitos à interferência da radiação proveniente da atividade solar e dos raios cósmicos, bem como de outros eventos cósmicos mais raros, como as erupções de raios gama. Em momentos em que a atividade do Sol está mais elevada, como aconteceu no início deste ano, há interferência nos componentes eletrônicos - a falha em um único chip pode comprometer o funcionamento de todo um sistema, como satélites de telecomunicações ou de GPS. O protótipo do processador espacial, desenvolvido em um projeto coordenado pela professora Fernanda Gusmão de Lima Kastensmidt, é composto por dois processadores e utiliza técnicas para detectar e corrigir falhas provocadas pela radiação espacial.

Processador antirradiação

O circuito integrado, um processador dual-core chamado NSC21101, é composto de dois processadores mini-MIPS de 32-bits, lógica de teste, interface SPI, controle de memórias externas e PLL. Um dos seus processadores tem redundância em hardware, uma técnica conhecida como TMR (Triple Modular Redundancy), a fim de corrigir falhas nos registradores internos induzidas por eventos externos. O processador antirradiação solar possui aproximadamente 500 mil transistores e foi construído com a tecnologia de 180 nanômetros. O núcleo do processador ocupa uma área de 2,31 x 2.31 milímetros (mm) e, com o encapsulamento suas dimensões chegam a 4,17 x 4,17 cm. O chip processa programas armazenados em memória FLASH e em memória SRAM. O programa deve ser gravado na memória FLASH externa e, conforme o modo de operação, é copiado para a memória SRAM externa e processado. Os resultados gerados pelo processamento são armazenados na mesma memória externa SRAM e poderão ser também copiados para a memória FLASH externa conforme a necessidade.

Radiação espacial

A energia da radiação espacial induz a criação de pares elétrons-lacunas nos circuitos eletrônicos. A atmosfera terrestre oferece uma proteção contra a quase totalidade desses efeitos, mas os processadores que operam no espaço não contam com esse escudo. Essa radiação é medida em rad, a unidade de radiação absorvida por cada grama de matéria. Como, na eletrônica o material básico é o silício, usa-se a nomenclatura rad(Si), ou krad(Si), onde o k tem o mesmo efeito multiplicador que o kbyte tem em relação ao byte. Chips que funcionam no espaço estão sujeitos a dois tipos de radiação, uma cumulativa (TID: Total Ionizing Dose) e outra de pico (SEE: Single Event Effects). A dose de ionização total (TID) é medida pelo acúmulo de ionização que o circuito integrado recebe ao longo de sua vida útil no espaço. A tolerância de um circuito à TID depende do seu processo de fabricação e do layout dos transistores. Os efeitos de eventos individuais (SEE) são caracterizados por falhas transientes que podem ocasionar a inversão dos valores nos elementos de memória. A principal técnica de tolerância a falhas SEE é a redundância em hardware, geralmente com a triplicação da lógica e o uso de "votadores de maioria".

Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 24 de abril de 2012

Mudanças e materiais


Como vocês podem observar eu acrescentei mais alguns itens no blog, um é o tradutor e o outro vai ajudar quem fica mais logado no e-mail do que navegando na net, que é para receber as atualizações através do e-mail. Eu já testei e funciona, mas com um pouco de atraso. Quero dizer também que adicionei mais esquemas de ligação dos alarmes Positron para carro, adicionei umas revistas voltadas ao radioamadorismo que está na pasta de “Revistas de Eletrônica Diversas”. Adicionei mais alguns livros e circuitos (veja a pasta Circuitos Diversos).
Também quero avisar o leitor Daniel, que me enviou o link da sua pasta no 4shared, que estou retirando o link por estar quebrado, se você tiver outro link e quiser atualizar é só entrar em contato, e por último trago um link com revistas estrangeiras atuais que pode ser acessado aqui.

Revista Radiorama [Parte 12]

Segue mais uma parte.



46 - Junho de 1960
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47 - Julho de 1960
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48 - Agosto de 1960
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49 - Setembro de 1960
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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Tecnologia terahertz promete celulares que enxergam através das paredes


Os maiores benefícios da frequência terahertz estão na geração de imagens médicas sem os riscos da radiação dos raios X. Mas o Dr. Kenneth O (à esquerda), prefere celulares para encontrar pregos na parede - talvez o quadro na parede de seu laboratório possa explicar porquê.



Errando o alvo

A radiação na frequência terahertz (THz) há muito é vista como a salvação da lavoura para a área médica, por ser não-ionizante, ou seja, não produz danos aos tecidos vivos. Isto sem contar as inúmeras possibilidades de aplicações na área de telecomunicações e várias outras. O professor Kenneth O, da Universidade do Texas, por exemplo, parece entusiasmar-se mais com outros tipos de aplicação. Ele e sua equipe construíram um gerador de ondas THz que, segundo eles, poderá transformar os telefones celulares em aparelhos capazes de ver através das paredes, madeira, plásticos, papel e outros objetos. É claro que anunciar uma tecnologia que permitirá que telefones celulares enxerguem através das paredes tem um apelo de mídia maior do que anunciar o desenvolvimento de um gerador miniaturizado de ondas terahertz. Contudo, a tecnologia poderá ter impactos muito mais significativos na área de comunicações mesmo, mas para a transmissão de dados, assim como no imageamento médico e na visão de máquina usada no setor industrial. De fato, é realmente possível, em princípio, construir os tais celulares bisbilhoteiros. Mas, para isso, os pesquisadores terão que miniaturizar também o detector, uma vez que eles até agora construíram apenas o emissor de raios T.

Chip emissor de terahertz

O espectro electromagnético caracteriza comprimentos de onda de energia. Por exemplo, ondas de rádio AM e FM, micro-ondas usadas pelos telefones celulares, ou o comprimento de onda infravermelha, usada pelos equipamentos de visão noturna. Já a banda terahertz do espectro eletromagnético, uma faixa de comprimento de onda entre as micro-ondas e o infravermelho, é bem mais complicada, e só recentemente foi construído o primeiro gerador portátil de ondas terahertz.O novo trabalho dá um impulso significativo na área. O grupo conseguiu juntar dois avanços importantes: um gerador capaz de produzir ondas na frequência terahertz do espectro electromagnético, e uma nova tecnologia de circuito integrado que permitiu inserir a tecnologia dentro de um chip. "Nós criamos abordagens que abrem uma parte anteriormente inexplorada do espectro eletromagnético para o uso do consumidor e para aplicações médicas que poderão salvar vidas," diz o Dr. O. "A faixa dos terahertz tem um potencial ilimitado, que poderá beneficiar a todos nós."

Terahertz em CMOS

Com o novo emissor miniaturizado, as imagens podem ser criadas com sinais operando na faixa dos terahertz sem ter que usar várias lentes, como nas abordagens anteriores. Isso pode reduzir a dimensão total do aparelho e, certamente, seu custo. O melhor é que tudo foi embutido em um chip construído com a tecnologia padrão da microeletrônica, chamada CMOS (Complementary Metal-Oxide Semiconductor), permitindo sua integração com outros aparelhos eletrônicos. "A combinação de CMOS e terahertz significa que você pode colocar esse chip e um receptor na parte de trás de um celular, transformando-o em um dispositivo portátil que pode ver através dos objetos," diz o pesquisador. Lembrando que esse receptor portátil ainda terá que ser desenvolvido.

Encontrar pregos ou cuidar da saúde

Alegando preocupações com privacidade, o Dr. O e sua equipe fizeram testes em uma faixa de distância de até 10 centímetros - na verdade, essa é a potência máxima que eles obtiveram até agora com seu chip THz. Insistente, ele afirma que um celular com essa tecnologia poderia ter inúmeras aplicações, de encontrar pregos e fios embutidos nas paredes, até a autenticação de documentos ou a detecção de dinheiro falso. A indústria poderia utilizar a mesma tecnologia para detectar partes metálicas em produtos. Há também mais canais de comunicação disponíveis na faixa dos terahertz do que em toda a faixa atualmente disponível para as comunicações sem fio, embora ainda haja desafios tecnológicos a serem superados para que a banda dos THz possa operar em alta potência e a longas distâncias. Mas as maiores possibilidades de usos e benefícios na frequência terahertz estão na geração de imagens médicas sem os riscos da radiação dos raios X. E, para isso, equipamentos miniaturizados de baixa potência são mais do que suficientes.

Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 17 de abril de 2012

SCR Manual [GE]

Esse é mais um livro que tenho e não vou precisar digitalizá-lo. Nesse final de semana eu fiz uma visita no site do italiano e vi que ele tinha colocado esse livro por lá, até o de baluns que coloquei mais abaixo ele tem.
É um ótimo livro para pesquisas de circuitos que usa SCR, parece brincadeira mas uns tempos atras eu estava procurando um circuito usando SCR como chave, não esses simples com um SCR, eu queria um que tivesse uma chave para ligar e outra para desligar e só achei um exemplo nesse livro. É um circuito simples, mas naquela época não achei nada na net a respeito.


Link direto
 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Transmission Line Transformers Handbook

Esse é um livro daqueles que não pode passar batido para quem precisa montar um balun. Mostra diversos tipos de baluns de acordo com as impedâncias de entrada/saída usando ferrites Amidon. Tem uma breve teoria e mais de cinquenta exemplos de baluns tanto para alta como baixa potência.



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Processadores multinúcleos vão virar mini-Internets


Assim como os computadores da rede mundial, os núcleos de um processador multicore deverão transmitir e receber informações em "pacotes" de dados.


Quem quer comprar?

Já faz alguns anos que os processadores de computador não ficam mais rápidos. Para manter os aumentos constantes de velocidade que softwares e consumidores ficaram acostumados, os fabricantes de chips começaram vendendo dois processadores pelo preço de um. Hoje eles já vendem de seis a oito processadores pelo preço de um só, os chamados processadores multi-núcleos, que nada mais são que vários processadores encapsulados dentro de uma única pastilha de silício. Mas mesmo esta estratégia está encontrando suas limitações.

Internet em um chip

O problema é que os núcleos intercomunicam-se usando um único barramento: um único conjunto de fios por onde os dados passam. Isso significa que, em um determinado momento, apenas dois núcleos estão trocando dados, uma séria limitação para uma tendência que já ousa falar em centenas e até milhares de núcleos no mesmo chip. Agora, Li-Shiuan Peh e seus colegas do MIT acreditam ter encontrado a solução para esse gargalo. Eles foram buscar inspiração na internet, para propor que, assim como os computadores da rede mundial, os núcleos de um processador multicore devem transmitir e receber informações em "pacotes" de dados. Cada núcleo deverá ter seu próprio roteador, que poderá enviar cada pacote por diversos trajetos, dependendo da condição da rede interna do processador a cada momento.

Além dos barramentos

"Os barramentos atingiram seu limite. Eles tipicamente atendem a oito núcleos," diz a pesquisadora, comentando que os chips de 10 núcleos já possuem um segundo barramento, mas que isso não vai funcionar para centenas de núcleos. "Barramentos consomem um bocado de energia porque eles dependem de fios longos para atingir oito ou 10 núcleos ao mesmo tempo," complementa. Na sua "rede em um chip", a Dra. Peh propõe que cada núcleo fale apenas com os quatro núcleos mais próximos: "Assim, você precisa de segmentos pequenos de fios, permitindo reduzir a tensão."

Fonte: Inovação Tecnológica

sábado, 7 de abril de 2012

Practical Wireless

Trago aqui algumas edições dessa revista americana. As edições que estão no Mediafire não vem com as páginas de propagandas para tornar o arquivo menor, quem quiser a versão completa pode acessar através do link direto, clicando com o botão direito do mouse e selecionando "Salvar link como".


Nº 690 - Agosto de 1964
   

Nº 710 - Abril de 1966
 

Nº 737 - Julho de 1968
 

Nº 770 - Abril de 1971
 

Nº 778 - Dezembro de 1971
   

Nº 798 - Agosto de 1973
   

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Projeto pretende viabilizar criação de robôs em casa


Este é um protótipo que atende à visão que os cientistas têm em seu projeto: um robô impresso em papel, imitando um inseto, e usando uma placa controladora genérica.



Robôs impressos

Engenheiros norte-americanos receberam US$10 milhões para um projeto que pretende "reinventar como os robôs são projetados e fabricados". O objetivo é desenvolver uma plataforma simples que permita que qualquer pessoa projete, configure e imprima um robô especializado em algumas horas de trabalho. A impressão 3D está rapidamente viabilizando a chamada fabricação aditiva, e os engenheiros querem tirar proveito dessa nova possibilidade - a construção de objetos 3D por impressão - para dar um empurrão no campo da robótica. O projeto reúne pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e das universidades da Pensilvânia e Harvard, e terá cinco anos de duração.

Compilador de máquinas físicas

Atualmente, leva anos para projetar, fabricar e programar um robô, um processo muito caro, envolvendo desenvolvimento de hardware e software, aprendizagem de máquina e técnicas de visão artificial. O novo projeto pretende automatizar o processo de construção de dispositivos 3-D funcionais, que permitam que pessoas sem treinamento específico possam projetar e construir robôs funcionais a partir de materiais como, por exemplo, folhas de papel. "Nossa visão é desenvolver um processo de ponta a ponta, mais especificamente um compilador para a construção de máquinas físicas, que comece com um elevado nível de especificação de função, e dê como resultado uma máquina programável para essa função, usando processos simples de impressão," explicou Daniela Rus, coordenadora do projeto.

Problema prático

Essa visão antevê uma pessoa em casa identificando um problema que precisa de auxílio para ser resolvido ou conduzido no dia-a-dia - pegar objetos que caem embaixo do sofá, por exemplo. Essa pessoa então seleciona um projeto de uma biblioteca de projetos de robôs, ajusta-o para atender às suas necessidades específicas e envia seu projeto customizado para uma impressora 3D. Segundo a Dra Rus, o objetivo é que, em 24 horas, o robô possa ser impresso, montado, totalmente programado e fique pronto para entrar em ação. Um exemplo é um protótipo apresentado pela equipe, apenas parcialmente funcional, que imita um inseto e consegue chegar onde a mão ou a vassoura não chegam.


Revista Radiorama [Parte 11]

Segue mais uma parte com quatro edições.


42 - Fevereiro de 1960
   

43 - Março de 1960
  

44 - Abril de 1960
 

45 - Maio de 1960
 

terça-feira, 3 de abril de 2012

ARRL Handbook 2011

Esse é um achado que não pode passar batido, eu estava navegando e achei o blog do Angelo [PY1ACB]. Ele disponibilizou o livro no blog que pode ser acessado aqui.
Não esqueça de mandar um e-mail agradecendo.