sábado, 26 de janeiro de 2013

Transístor de grafeno abre caminho para processadores reconfiguráveis


O componente tem uma arquitetura diferenciada, com dois eletrodos e duas portas dispostas sobre uma folha de grafeno.


Positivo ou negativo

Os transistores, os elementos básicos dos computadores e de toda a eletrônica, são fabricados em dois sabores. São necessários transistores do tipo p (positivo) e transistores do tipo n (negativo) para construir os circuitos lógicos que formam os processadores e todos os chips. Por exemplo, recentemente engenheiros do MIT conseguiram fabricar um transistor tipo p quatro vezes mais rápido do que os atuais - agora eles estão tentando fazer o mesmo com um tipo n para que a novidade possa chegar aos processadores. Mas nenhuma barreira parece ser alta o suficiente para o "material maravilha", o grafeno, que acaba de se tornar responsável por mais um feito inédito na eletrônica: um transístor que pode ser p ou n, dependendo da necessidade.

Transístor reversível

Cientistas japoneses fabricaram um transístor de grafeno cuja polaridade pode ser revertida pela simples aplicação de uma corrente elétrica. O feito inédito significa que um transístor tipo p pode ser convertido em um transístor tipo n à vontade, conforme a necessidade do circuito. O transístor chaveável de grafeno foi construído pela equipe do Dr. Naoki Yokoyama, do Instituto Nacional de Ciências e Tecnologias Avançadas (AIST, na sigla em inglês) do Japão. O componente tem uma arquitetura diferenciada, com dois eletrodos e duas portas dispostas sobre uma folha de grafeno. Para que o grafeno funcionasse como semicondutor, os pesquisadores criaram defeitos em sua estrutura usando um feixe de íons de hélio. Ao contrário dos transistores normais, o transístor de polaridade reversível precisa de duas tensões diferentes aplicadas em suas duas portas superiores.

Processadores configuráveis

Apesar de usar a tradicional tecnologia CMOS, o componente ainda é experimental, e terá um longo caminho antes de chegar aos processadores: ele ainda é lento, operando na faixa dos kHz, e funcionou bem apenas a -73°C. Mas a demonstração do conceito chamou a atenção da comunidade científica ao mostrar novas possibilidades de uso do grafeno, que está obtendo suporte para novas pesquisas em todo o mundo. E o novo paradigma inaugurado pelos pesquisadores japoneses certamente certamente vale uma olhada com mais detalhes. Um transístor de polaridade reversível poderá permitir nada menos do que a construção de processadores configuráveis em tempo de execução, cujos circuitos possam ser arranjados de forma a otimizar o processamento de cada tipo de problema em particular.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Transistores ficam quatro vezes mais rápidos


Para obter o ganho de desempenho, os pesquisadores tensionaram o germânio, uma técnica que já vem sendo utilizada com o silício.

Mobilidade de carga

Quando tudo parece indicar que a tecnologia dos semicondutores chegou a um beco sem saída, os engenheiros encontram formas de superar os limites físicos dos materiais. Engenheiros do MIT apresentaram um transístor que é nada menos do que quatro vezes mais rápido do que os transistores usados nos processadores mais modernos, e duas vezes mais rápido do que os melhores transistores já demonstrados em laboratório. O transístor, do tipo p (positivo) - possui a mais elevada mobilidade de carga já medida até hoje. Uma maior mobilidade de cargas - sejam elas positivas (lacunas) ou negativas (elétrons) - significa que se pode construir um transístor mais rápido com a mesma tensão de funcionamento, ou transistores com a mesma velocidade dos atuais mas que operem em tensões mais baixas.

Germânio tensionado

Tal como os demais transistores de alto desempenho que vêm sendo desenvolvidos nos últimos anos, o novo componente não é feito de silício, mas de um outro semicondutor, o germânio. Para obter o ganho de desempenho, os pesquisadores tensionaram o germânio, uma técnica que já vem sendo utilizada com o silício - os átomos do material são forçados a ocupar uma posição mais próxima uns dos outros do que assumem naturalmente. A vantagem é que o germânio já é utilizado em outros componentes eletrônicos, o que torna mais fácil integrar o novo transístor à plataforma CMOS, ao contrário de outros transistores de última geração, que costumam usar ligas exóticas.

Transistores tipos p e n

Todos os chips são compostos por dois tipos de transistores: um tipo chamado p, de positivo, e outro tipo chamado n, de negativo. Assim, antes que o novo transístor possa ser usado para fabricar processadores quatro vezes mais rápidos será necessário obter melhorias também no tipo n. O interessante é que, historicamente, tem sido mais fácil melhorar os transistores tipo n do que os do tipo p, uma tendência que agora se inverteu.


sábado, 12 de janeiro de 2013

Antenna - Eletrônica Popular

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Revista Antenna/Eletrônica Polular

domingo, 6 de janeiro de 2013

Postagens

 Depois de algum tempo longe do blog aos poucos eu estou voltando e vi que minha conta no mediafire está suspensa por isso peço aos leitores paciência que logo tudo estará arrumado e se tudo der certo em breve não terei mais problemas com os arquivos.

Aproveito para falar que recebi uma contribuição com mais sete edições das revistas Aprendendo e Praticando Eletrônica e mais nove edições das revistas ABC da Eletrônica e que irei postando aos poucos.
Também quero aproveitar para falar que as edições das Nova Eletrônica e Monitor de Rádio e TV que eu havia postado no início do blog sem propagandas, agora estão com as propagandas.