sexta-feira, 21 de agosto de 2015

LEDs em tecidos são fabricados em processo industrial


Fabricantes de materiais esportivos e camisas para jogadores e atletas certamente irão adorar.


Revestimento por imersão

Fabricar LEDs em forma de fibras - que podem então formar a trama dos tecidos eletrônicos - pode ser mais fácil do que se previa. Seonil Kwon, do instituto KAIST, na Coreia do Sul, descobriu que fabricar um LED em forma de fibra pode ser tão simples quanto mergulhar a fibra na solução adequada.

A essência da técnica é um conhecido processo industrial, chamado revestimento por imersão (dip coating). A fibra é mergulhada na solução, que se deposita para formar camadas de materiais orgânicos que dão origem aos LEDs. O controle preciso da deposição das camadas gerou LEDs de alta luminosidade, muito superior à de outros LEDs flexíveis.

Kwon testou a criação dos LEDs orgânicos em várias estruturas, mas os cilindros se mostraram particularmente bons para o trabalho, permitindo ajustar a espessura da camada de revestimento com precisão nanométrica.

Telas tecidas

A equipe afirma que esta tecnologia poderá acelerar a comercialização dos computadores de vestir e outros dispositivos incorporados nas roupas. Por se tratar de um processo já conhecido, os dispositivos eletrônicos poderão ser criados no sistema rolo a rolo, de alta velocidade, e em materiais que vão das fibras individuais às folhas flexíveis de plástico e até metal.

A grande expectativa é que essas fibras possam ser tecidas para a criação de telas flexíveis em roupas e outros materiais moles - os fabricantes de materiais esportivos e camisas para jogadores e atletas certamente irão adorar. "Nossa pesquisa vai se tornar a tecnologia central no desenvolvimento de diodos emissores de luz sobre fibras, que são elementos fundamentais dos tecidos. Esperamos conseguir baixar a barreira de entrada no mercado das telas de vestir," disse o professor Kyung Choi, coordenador da equipe.

Fonte: Inovação Tecnológica
 

sábado, 15 de agosto de 2015

Fonte variável - Três saídas independentes

Já faz um tempo que estou fazendo algumas experiências com um circuito de proteção que necessita de três tensões independentes, mas como as fontes que eu usava nos testes não estavam muito boas eu resolvi montar uma nova, eu já tinha a maioria dos componentes, só precisei de uma nova caixa e um pedaço de fio esmaltado para enrolar o transformador.

A montagem está em andamento e eu preciso acertar uma furação na parte frontal da caixa que fiz e não ficou boa.

Eu fiz um vídeo mostrando a montagem finalizada das placas, ainda precisa de um ajuste, mas está pronta, como o preço das chaves seletoras estão um pouco caros eu resolvi usar potenciômetro, mas futuramente pretendo substituir pelas chaves seletoras.




Os detalhes e as informações vão ficar para outro post com a montagem já finalizada, na descrição do vídeo tem um link que mostra algumas imagens das placas e do transformador finalizado.

Nanoímãs inclinados prometem memória dentro do processador


Captura de tela de uma simulação computadorizada que testou a inclinação dos nanomagnetos necessária para manter o efeito gerado pelo tântalo - 2 graus é suficiente.



Memórias magnéticas

Já pensou construir uma memória magnética sem precisar de um campo magnético externo para ler e gravar os dados?

Memórias magnéticas são interessantes porque elas não perdem os dados quando o aparelho é desligado - lembra-se do longamente esperado boot instantâneo? - e podem alcançar uma miniaturização extrema porque cada bit pode ser gravado em nanomagnetos e, em última instância, no spin de um único átomo. O problema é que gerar um campo magnético para ler e gravar esses dados exige equipamentos grandes e com grande consumo de energia, incompatíveis com a miniaturização pretendida - o objetivo é colocar tudo dentro de um chip. O que se descobriu agora é que pode ser possível eliminar a necessidade desse campo magnético externo para ler e gravar memórias magnéticas.

Tântalo

Uma equipe da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, descobriu que a polarização dos nanomagnetos - polarização que deve ser alterada para indicar um bit 0 ou 1 - pode ser feita por uma corrente elétrica apenas inclinando-se levemente os nanomagnetos. A equipe do professor Sayeef Salahuddin já havia demonstrado que a aplicação de uma corrente elétrica a uma película do elemento tântalo cria uma polarização em materiais magnéticos sem a necessidade de qualquer campo magnético externo.

Contudo, juntar nanomagnetos dentro de um chip em número suficiente para formar uma memória exige que eles sejam alinhados perpendicularmente, mas a orientação vertical inibia o efeito de magnetização gerada pelo tântalo. "Nós descobrimos [agora] que inclinando o ímã - apenas 2 graus é suficiente - você tem todos os benefícios de um chaveamento magnético de alta densidade sem a necessidade de um campo magnético externo," disse Salahuddin.

Spintrônica e memcomputação

Este é um avanço importante para o campo da spintrônica, que pretende usar os spins de átomos e elétrons para computação e armazenamento de dados. A ideia é que as memórias magnéticas de estado sólido substituam não apenas os discos rígidos e as memórias RAM, mas também sejam fabricadas dentro do próprio processador, como ocorre no memcomputador, eliminando o intenso e demorado tráfego dos dados entre o processador e a memória.

Fonte: Inovação Tecnológica