quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Desacoplamento da alimentação



Transistores podem ser acessados à distância


A equipe criou um novo método de acessar o interior de um transístor por meio de ondas de rádio - um acesso remoto.


Leitura remota de transistores

Pode ser o sonho dos "espiões de estado" ou o pesadelo dos espionados - o fato é que engenheiros descobriram que é possível acessar "remotamente" os transistores usados nos chips, sem precisar nem tocar em seus terminais.

O "remotamente" é um tanto figurativo, já que a técnica exige uma película instalada logo acima do chip. Mas, com processamentos cada vez mais feitos na nuvem, sem que o usuário saiba onde está o processador, a possibilidade de exploração da técnica é real. Shovon Pal e seus colegas da Universidade de Ruhr, na Alemanha, conseguiram acessar os transistores tirando proveito das camadas ultrafinas de elétrons que se formam no interior desses componentes eletrônicos e nas quais se baseia seu funcionamento.

Gases de elétrons 2D

Os elétrons que fluem no interior dos transistores têm características físicas tão especiais que os pesquisadores chamam seu conjunto de "gases de elétrons 2D". A equipe demonstrou que esses gases podem ser controlados não apenas pela corrente elétrica normal, circulando dentro do chip, mas também por frequências de rádio.

"Um gás de elétrons 2D é como uma geleia. Se for aplicada eletricamente uma pressão sobre o gás a partir de cima, com uma frequência característica, são geradas oscilações na espessura e na densidade do gás," explica o professor Andreas Wieck, orientador do trabalho, esclarecendo que isto pode ser usado para ler ou alterar o dado sendo manipulado pelo componente. Como a nuvem de elétrons no interior do transístor tem uma espessura de cerca de dez nanômetros, suas oscilações seguem as leis da mecânica quântica, o que significa que essas oscilações têm uma frequência específica - na faixa dos terahertz, ou 1012 Hertz. Assim, para manipulá-las, basta gerar uma onda com a frequência precisa, o que permitiu à equipe criar um novo método de acessar o interior de um transístor - um acesso remoto. O acesso foi feito por meio de ressonadores metálicos depositados na superfície do chip, cerca de 0,1 micrômetro acima dos transistores - essa distância é cerca de 10 vezes maior do que o tamanho de cada transístor individual.

Sensores moleculares

Se os bisbilhoteiros vão tirar proveito ou não da nova técnica é algo que provavelmente nunca se saberá ao certo. Mas a equipe afirma que há usos práticos muito interessantes para a leitura remota dos transistores, sobretudo na criação de sensores ultrassensíveis para aplicações químicas e ambientais. Isto porque as oscilações das moléculas tipicamente acontecem justamente na faixa dos terahertz. Com transistores modificados, essas oscilações podem ser detectadas, o que resultaria em sensores capazes de reagir às frequências das moléculas dos gases ou líquidos que se queira detectar.

Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Exaustor para ferro de solda [Parte 1]

Esse é mais uma ferramenta indispensável a qualquer técnico/hobbysta, essa é a primeira de quatro partes que filmei para compartilhar com todos que gostam de eletrônica.



sexta-feira, 13 de novembro de 2015

RevoMaker: eletroeletrônicos direto da impressora 3D


Em cima, o projeto de um mouse personalizado e o equipamento já em uso. Embaixo, o mesmo mouse sendo fabricado.


Eletroeletrônicos sob encomenda

Engenheiros da Universidade Purdue, nos EUA, criaram uma impressora 3D que permite a criação de produtos funcionais contendo eletrônica embarcada, componentes motorizados ou mecânicos. Seja um robô experimental, um brinquedo, um aparelho baseado em tecnologias como Arduino ou PIC, ou um mouse moldado com precisão à mão do usuário, praticamente qualquer coisa é possível. "Os brinquedos saem funcionando da impressora," garante o professor Karthik Ramani.

Fazedor revolucionário

Como as impressoras 3-D convencionais criam os objetos camada por camada, de baixo para cima, é muito difícil criar características salientes, como os braços de um robô, por exemplo. Essas protuberâncias devem ser construídas utilizando estruturas de apoio, que são posteriormente removidas, desperdiçando tempo e material.

Para incluir funcionalidades elétricas ou eletrônicas, a impressora deve fabricar peças individuais, que serão posteriormente montadas juntamente com os circuitos e peças necessários. O novo sistema, batizado de RevoMaker, reduz a necessidade de estruturas de suporte para características salientes e ainda utiliza uma nova técnica para a impressão multidirecional que evita a necessidade de montagem posterior, já que o objeto é impresso em torno da eletrônica embarcada.

Impressora 3-D em 3-D

As diferentes partes do objeto são inicialmente particionadas digitalmente e impressas em torno de uma caixa que contém os componentes eletrônicos, elétricos e mecânicos. A caixa é então colocada em um eixo rotativo, tornando a impressora duplamente 3D - os objetos são impressos em toda a volta dessa caixa, que serve como uma espécie de "semente".

"Com uma impressora 3-D tradicional, você imprime em um berço de impressão plano, e a plataforma é fixa," explica o professor Raymond Cipra, membro da equipe. "A nossa estratégia consiste em substituir o berço de impressão por um cuboide cortado a laser que pode ser rotacionado em torno de um eixo para oferecer superfícies de impressão ortogonais em cada um dos lados do volume. Esse volume cuboidal é também o espaço dentro do qual a eletrônica, motores e baterias são incorporados antes que o processo de impressão comece," explica Cipra.

Fábrica pessoal

As caixas plásticas podem também ser produzidas na forma de matrizes planas, que poderiam ser desdobradas e montadas em série, para criar uma variedade de produtos. Mas a equipe está mais interessada em algo mais próximo das "fábricas domésticas". "A ideia é que isto seja mais personalizado do que os trabalhos de impressão 3D tradicionais, nada de fabricação em massa," destacou Ramani. "Eu vislumbro objetos produzidos a partir de módulos, feitos para um número pequeno de pessoas. Você irá até a loja comercial do bairro, onde eles imprimem produtos personalizados sob demanda."


Fonte: Inovação Tecnológica