quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Revistas Bê a Bá da Eletrônica (Completa??)

Caros leitores, recentemente eu recebi algumas contribuições do leitor José Geraldo da referida revista e de acordo com o blog Pakéquis que fez um post contando a história das revistas de eletrônica lançadas no Brasil acredito ter completado mais essa coleção, o problema é que as revistas editadas pelo mestre Bêda Marques acabaram de uma hora pra outra e para ajudar ainda mais não possuem nenhuma referência de data e/ou informação quanto ao término das revistas, por isso fiz esse post para perguntar a vocês, leitores, se alguém tem ou conhece mais algum número da revista Bê a Bá da Eletrônica(além das 32 edições que está no blog) para que eu possa dar como completa a coleção.

Qualquer informação que vocês puderem me passar a respeito eu agradeço.

Quero aproveitar também para agradecer ao leitor José Geraldo pelas contribuições que ele vem me enviando para disponibilizar aqui no blog.


Eletrônica de plástico fica 1.000 vezes melhor


Cadeias poliméricas alinhadas verticalmente melhoraram os semicondutores orgânicos em 1.000 vezes.



Semicondutores orgânicos

Os polímeros semicondutores, ou semicondutores orgânicos, ficaram ainda melhores - 1.000 vezes melhores. Agora eles ganharam a capacidade de transportar cargas elétricas na vertical, e não apenas ao longo das cadeias poliméricas centrais - de forma mais simples, a eletricidade flui pelo interior do plástico inteiro.

Os semicondutores orgânicos estão na base das telas mais modernas, feitas de OLEDs - ou LEDs orgânicos - e serão essenciais em tecnologias emergentes, como as telas e aparelhos flexíveis e da eletrônica de vestir, e de uma multiplicidade de aparelhos de baixo consumo de energia. Vasyl Skrypnychuk e seus colegas da Universidade de Umea, na Suécia, descobriram um modo de alinhar verticalmente as cadeias poliméricas, o que multiplicou por várias ordens de grandeza a quantidade de cargas que consegue fluir pelo material, além de dispensar a dopagem, a adição de elementos estranhos à cadeia polimérica.

"O transporte de cargas elétricas é grandemente otimizado somente pelo controle da cadeia polimérica e da orientação dos cristalitos dentro do filme. A mobilidade medida foi aproximadamente mil vezes maior do que o que já havia sido conseguido no mesmo semicondutor orgânico," disse o professor David Barbero, coordenador da equipe.

Quais os benefícios?

E como isto poderá afetar o campo da eletrônica orgânica?

"Acreditamos que estes resultados terão impacto na área das células solares de polímeros e fotodiodos orgânicos, onde as cargas são transportadas verticalmente no dispositivo. Dispositivos de base orgânica têm sido tradicionalmente mais lentos e menos eficientes do que os inorgânicos (por exemplo, feitos de silício), em parte devido à baixa mobilidade das cargas nos semicondutores orgânicos.

"Tipicamente, os semicondutores de plástico, que são apenas semicristalinos, têm mobilidades de cargas positivas cerca de 10.000 vezes menores do que o silício dopado, que é usado nos dispositivos eletrônicos. Agora nós demonstramos que é possível obter uma mobilidade muito maior e muito mais perto da do silício, controlando o alinhamento da cadeia vertical, e sem
dopagem," resumiu o professor Barbero.

Fonte: Inovação Tecnológica
 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

História da Astronomia no Brasil

Essa é uma dica que achei num post do site AstroPT.org e resolvi compartilhar aqui, são dois volumes em pdf que podem ser baixados aqui.

Receptor regenerativo de alta performance para a faixa dos 40m e 80m [Partes 2 e 3]








Calor transportado por 1 metro esfria chips a distância


Ilustração artística do calor quanticamente limitado transportado por longas distâncias usando fótons de micro-ondas.



Transporte de calor

Em um avanço marcante em física, pesquisadores da Universidade de Aalto, na Finlândia, conseguiram transportar o calor com eficiência máxima a uma distância 10.000 vezes maior do que a que já havia sido conseguida. Isso significa que o aparato de dissipação de calor pode ficar distante do local onde o calor é gerado - o dissipador e o exaustor podem ficar longe do processador, por exemplo.

Além disso, a técnica permitirá a utilização de metais comuns juntamente com supercondutores, tudo no mesmo chip, o que dará um novo impulso à construção de processadores quânticos, nos quais o calor é sinônimo de "ruído", que faz os qubits perderem seus dados. E inúmeras outras aplicações são possíveis.

"A longa distância alcançada pelos nossos experimentos pode, por exemplo, levar à construção de motores de calor mesoscópicos de eficiência total, com promissoras aplicações práticas," disse o professor Mikko Mottonen, cuja equipe já havia tirado proveito de técnicas especiais de resfriamento para criar nós quânticos.

Transmissão de calor a distância

Nos experimentos, o calor foi transmitido com eficiência a uma distância de até 1 metro, uma enormidade para todas as aplicações quânticas e longe o suficiente para permitir aplicações em macroescala. "Para os processadores de computador, um metro é uma distância extremamente longa. Ninguém pensa em construir um processador tão grande," disse Mottonen.

O que é inovador no trabalho é a utilização de fótons - partículas de luz - para transferir calor. Nada exatamente radical, já que são fótons que trazem o calor do Sol para a Terra, mas, até hoje, a tecnologia vinha utilizando elétrons. "Nós conseguimos esta melhoria de quatro ordens de grandeza na distância utilizando fótons de micro-ondas viajando em linhas de transmissão supercondutoras. Assim, parece que a condução de calor quanticamente limitado não tem distâncias máximas fundamentais. Este trabalho estabelece a integração de componentes de metal normal no quadro do circuito de eletrodinâmica quântica, que está na base do computador quântico supercondutor," escreveu a equipe.

Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Receptor regenerativo de alta performance para a faixa dos 40m e 80m

 

Antena captura luz do Sol e gera eletricidade


Esquema mostra os componentes da rectena, uma antena capaz de capturar a radiação solar e gerar eletricidade.



Rectena

Pesquisadores demonstraram a primeira rectena óptica, um dispositivo que combina uma antena com um diodo retificador para converter luz diretamente em eletricidade. Essencialmente, uma rectena é uma espécie de célula solar, mas operando em um princípio totalmente diferente: em vez de usar o efeito fotoelétrico, as rectenas captam a luz como as antenas captam qualquer onda. E já convertem essa radiação em corrente contínua - daí seu nome, uma junção de antena e retificador.

Feita de nanotubos de carbono multicamadas e minúsculos retificadores, as rectenas ópticas representam uma nova tecnologia para detectores de luz muito sensíveis, como os usados em observações astronômicas, mas dispensando a refrigeração necessária hoje, coletores de energia que reciclam o calor desperdiçado em eletricidade e, finalmente, uma nova maneira de captar a energia solar de forma eficiente.

Mudar o mundo de forma radical

Os nanotubos de carbono funcionam como antenas para capturar a luz do Sol ou outras fontes, incluindo fontes de luz infravermelha, ou calor. Conforme as ondas de luz atingem as antenas, elas criam uma carga oscilante que se move rumo ao retificador embutido. Os retificadores ligam e desligam em velocidades na faixa dos petahertz, rápido o suficiente para cancelar os picos das ondas, criando uma corrente contínua.

"Em última instância, nós podemos construir células solares duas vezes mais eficientes a um custo que é dez vezes menor, e isto para mim é uma oportunidade de mudar o mundo de uma forma radical," disse Baratunde Cola, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos EUA.

Momento perfeito

Apesar do impacto potencial e do aspecto futurista da tecnologia, as primeiras rectenas foram desenvolvidas nas décadas de 1960 e 1970, mas só funcionavam em comprimentos de onda muito curtos. Há mais de 40 anos os pesquisadores vêm tentando tornar esses dispositivos capazes de capturar a radiação visível. Havia muitos desafios, como miniaturizar as antenas para capturar os pequenos comprimentos de onda ópticos, e fabricar um diodo retificador pequeno e capaz de operar rápido o suficiente para interagir com as oscilações das ondas com comprimentos na faixa dos nanômetros.

Os pesquisadores da área só não desistiram em todo esse tempo por causa da alta eficiência e do baixo custo que as rectenas prometem. "Agora era o momento perfeito para experimentar algumas coisas novas e fazer um dispositivo funcional, graças aos avanços na tecnologia de fabricação," disse Cola.

Eficiência

Agora que as rectenas ópticas foram construídas, os pesquisadores poderão se dedicar a aumentar sua eficiência e testar conceitos emergentes, como o download de energia pelo celular. A equipe acredita que pode aumentar a captura de energia por meio de técnicas de otimização, e acredita que uma rectena com potencial comercial pode estar disponível dentro de um ano.

"Sendo detectores robustos e de alta temperatura, estas rectenas podem ser uma tecnologia totalmente disruptiva se pudermos chegar a 1% de eficiência. Se pudermos chegar a eficiências ainda maiores, poderemos aplicá-las às tecnologias de conversão de energia e captação de energia solar," disse Cola.


Fonte: Inovação Tecnológica