terça-feira, 29 de agosto de 2017

Livros e Revista

Estou remanejando os arquivos de livros, alguns que recebi um comentário recentemente eu já acertei os links, mas ainda tem muitos com o link quebrado, só que o problema não é só esse, o site que eu armazenava as imagens está fora do ar e por isso além dos links eu tenho que acertar as imagens também, por isso peço a todos um pouco de paciência que aos poucos estarei arrumando tudo.

Se você tentou baixar algum livro que está com o link quebrado, aguarde mais alguns dias e tente novamente.

Também estou arrumando algumas revistas que recebi a algum tempo, como recebi as imagens soltas eu precisei juntar em um arquivo pdf antes de postar, a maioria eu já acertei, só faltam duas edições da Exp. e Brincadeiras com Eletrônica Jr. que vão demorar um pouco mais porque tenho que acertar as imagens.

MELRAM: Memória magnética com consumo quase zero


A memória magnetoelétrica usa efeitos mecânicos, elétricos e magnéticos para guardar os dados.



Memória magnetoelétrica

Uma equipe de pesquisadores da França e da Rússia acaba de obter um resultado revolucionário na área das memórias e do processamento de dados em geral: eles desenvolveram uma memória de acesso aleatório magnetoelétrica (MELRAM), que funciona a temperatura ambiente e diminui a geração de calor por várias ordens de grandeza nas operações de leitura dos dados.

O protótipo ainda é grande, medindo quase um milímetro, mas a equipe garante que sua solução pode ser miniaturizada sem nenhum efeito adverso sobre sua eficiência, o que torna a MELRAM promissora para aplicações em computadores com boot instantâneo, pendrives de consumo próximo a zero e centros de armazenamento de dados que exijam menos ar condicionado. Tem havido um enorme esforço para a criação de novos tipos de memória mais energeticamente eficientes porque mais de 99% do consumo de energia para o processamento e armazenamento de informações é desperdiçado sob a forma de calor.

MELRAM

Cada célula da memória magnetoelétrica, ou MELRAM, é formada por dois componentes. O primeiro é um material piezoelétrico, a propriedade de certos materiais que se deformam em resposta a uma tensão elétrica e, inversamente, geram eletricidade sob tensão mecânica. O outro componente é uma estrutura em camadas caracterizada por uma alta magnetoelasticidade - sua magnetização depende da tensão mecânica a que estiver submetida. Como a estrutura desse material misto é anisotrópica - isto é, é organizada de forma diferente ao longo de diferentes eixos, - ele pode ser magnetizado ao longo de duas direções, que correspondem ao zero e ao um lógicos do código binário. Em contraste com a DRAM, a RAM dinâmica tradicional, as células da memória magnetoelétrica são capazes de manter seu estado, não precisando ser continuamente reescritas, e não perdem informações quando a energia é desligada.

"Construímos uma peça de prova com cerca de 1 milímetro e mostramos que ela funciona. Vale ressaltar que as estruturas que utilizamos podem servir como base para células de memória de tamanho nano, cujas dimensões são semelhantes às das células de memória RAM normais," disse o professor Anton Churbanov, do Instituto de Física e Tecnologia de Moscou.


Técnica de leitura

Embora a mistura de materiais um tanto exóticos explique o sucesso desta nova abordagem, uma questão crucial para tornar práticas as memórias magnetoelétricas foi um novo mecanismo de leitura de dados criado pela equipe, fornecendo uma alternativa aos sofisticados sensores de campo magnético usados em protótipos anteriores, equipamentos esses que não podem ser facilmente miniaturizados.

Ocorre que, quando uma tensão é aplicada à célula de memória, a camada piezoelétrica da estrutura é deformada. Dependendo da natureza da tensão mecânica resultante, a magnetização assume uma orientação específica, armazenando a informação, e essa mudança de orientação do campo magnético eleva a tensão na célula. Basta então detectar essa tensão para determinar o estado da célula de memória - se ela está com valor zero ou um. Um inconveniente é que a operação de leitura afeta a magnetização, exigindo regravar o valor que foi lido - nas RAM atuais, os dados têm que ser regravados continuamente, sendo lidos ou não. Os ganhos de economia de energia registrados no protótipo já levam em conta esta regravação pós-leitura.

sábado, 26 de agosto de 2017

Revista Eletrônica Modular




Mais uma revista que até então eu não conhecia, começou a ser vendida nas bancas em 2000/2001 aproximadamente e parece que teve apenas sessenta edições.
Recebi três edições de um leitor do blog que está procurando pelos outros números, quem tiver e quiser contribuir é só me enviar por e-mail que está em "Contribuições" no blog.

Qualquer problema nos links deixem um comentário.


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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Primeiro chip feito com transistores de diamante


Uma técnica de fabricação inédita permite fazer uma interface precisa entre vários óxidos semicondutores e os diamantes.



Transístor de diamante

Engenheiros japoneses apresentaram o primeiro circuito lógico construído com transistores à base de diamante.

Enquanto versões anteriores de chips de diamante fossem híbridos de válvulas e semicondutores, o novo circuito foi construído com base nos MOSFETs, transistores de efeito de campo (FET) baseados em semicondutores de óxidos metálicos (MOS). Os chips de diamante provavelmente não concorrerão com os processadores tradicionais de silício, sendo talhados para aplicações em ambientes extremos de temperatura, pressão e radiação - como no espaço ou em equipamentos no interior de usinas e fábricas, por exemplo.

Chip de diamante

O diamante tem alta mobilidade de cargas elétricas, elevada condutividade térmica e é muito resistente, o que o torna um material promissor para o desenvolvimento de circuitos integrados que devem funcionar de forma estável em alta temperatura, alta frequência e alta potência. Contudo, vinha sendo um desafio controlar a polaridade dos transistores de diamante e fabricar no mesmo substrato MOSFETs que operem em modo de depleção e em modo de acumulação - os dois principais tipos de chaveamento, correspondentes a se o transístor está ligado ou desligado, respectivamente.

Jiangwei Liu e seus colegas conseguiram as duas coisas desenvolvendo uma técnica de fabricação inédita que permite fazer uma interface precisa entre vários óxidos semicondutores e os diamantes - a descrição da técnica está cercada de segredos, estando em processo de patenteamento. Com a demonstração de um circuito funcional, o próximo passo da equipe será construir chips de maior complexidade, que possam ser usados em aplicações reais, eventualmente eliminando os caros e complicados sistemas de proteção antirradiação, antitérmica e anti-raios cósmicos que os chips de silício exigem para serem usados em condições extremas.


domingo, 20 de agosto de 2017

Fator de qualidade de uma bobina

Além da reatância indutiva(oposição a passagem da corrente alternada), toda bobina possui uma resistência ôhmica(oposição a passagem da corrente alternada e contínua), já que está formada por fio condutor de comprimento, seção e resistividade determinada.

Quanto menor for o valor da resistência ôhmica da bobina relativamente a sua reatância indutiva, melhor será a qualidade da bobina.
O fator de qualidade de uma bobina será, pois, o quociente da divisão de sua reatância indutiva, na frequência de ressonância, pela resistência ôhmica.



quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Organismoide: Computação neuromórfica baseada no esquecimento


Este é o organismoide, a pequena pastilha de niquelato de samário, que "respira" hidrogênio para apresentar o curioso fenômeno do esquecimento.


Aprendizado organísmico

Enquanto os memoristores estão ajudando a computação neuromórfica graças à sua capacidade de memória, uma nova tecnologia de computação, batizada de "organismoide", imita alguns aspectos do pensamento humano por meio do esquecimento, aprendendo a esquecer memórias sem importância, mas mantendo as lembranças vitais.

"O cérebro humano é capaz de uma aprendizagem contínua ao longo da vida. E ele faz isso parcialmente esquecendo-se de algumas informações que não são críticas. Eu aprendo devagar, mas continuo esquecendo outras coisas no decorrer do tempo, então há uma suave degradação na minha precisão de detecção das coisas mais antigas. "O que estamos tentando fazer é imitar esse comportamento do cérebro até certo ponto, para criar computadores que não só aprendam novas informações, mas também aprendam o que esquecer," explicou o professor Kaushik Roy, da Universidade Purdue, nos EUA.

Organismoides

Um elemento central dessa nova arquitetura computacional é um "material quântico" chamado niquelato de samário (SmNiO3), que foi usado para criar os dispositivos batizados pela equipe de "organismoides" - essa cerâmica já havia sido também usada para fabricar transistores sinápticos.

Quando exposto ao gás hidrogênio, o material sofre uma maciça mudança em sua resistência elétrica conforme sua rede cristalina é "dopada" pelos átomos de hidrogênio. É como se o material respirasse, expandindo-se quando o hidrogênio é adicionado e contraindo-se quando o hidrogênio é removido. "O principal aspecto sobre esse material é que, quando ele respira no hidrogênio, há um efeito mecânico quântico espetacular que permite que a resistência mude por várias ordens de grandeza," explica o pesquisador Shriram Ramanathan. "Isso é muito incomum, e o efeito é reversível porque este dopante fica fracamente ligado à rede [cristalina]; então, se você remover o hidrogênio do ambiente, você pode mudar a resistência elétrica [do material]".

Quando o hidrogênio entra em contato com o niquelato de samário, ele se divide em um próton e um elétron, e o elétron se liga ao níquel, fazendo com que o material se torne um isolante - e a extensão da condutividade e do isolamento pode ser cuidadosamente ajustada controlando-se a densidade do hidrogênio.

Habituação e esquecimento catastrófico

Essa mudança de condutância e o decaimento dessa condutância ao longo do tempo é semelhante a um comportamento animal chamado habituação. "Muitos animais, mesmo organismos que não têm cérebro, possuem essa habilidade de sobrevivência fundamental," explica Roy. "E é por isso que chamamos esse comportamento de organísmico. Se eu vejo certas informações regularmente, fico habituado, mantendo a memória disso. Mas se eu fico sem ver essa informação por muito tempo, então ela começa lentamente a decair. O comportamento de condutância, subindo e descendo de forma exponencial, pode ser usado para criar um novo modelo computacional que aprenderá incrementalmente e, ao mesmo tempo, esquecerá as coisas de maneira adequada."

A equipe desenvolveu um modelo de aprendizagem neural, que denominaram plasticidade sináptica adaptativa, e o implementaram nos organismoides de niquelato de samário. "Com esse efeito, conseguimos modelar algo que é um problema real na computação neuromórfica," disse Roy. "Por exemplo, se eu aprender suas características faciais, eu ainda posso sair e aprender as características faciais de outra pessoa sem realmente esquecer as suas. No entanto, isso é difícil para os modelos de computação fazerem. Ao aprender suas características, eles podem esquecer as características da pessoa original, um problema chamado esquecimento catastrófico."

Circuito integrado de organismoides

Embora haja muita expectativa em relação aos computadores que funcionem de forma mais parecida com o cérebro humano, a computação neuromórfica provavelmente não substituirá o hardware convencional de uso geral em um futuro próximo. Ocorre que a computação baseada nos transistores é especialmente eficaz na realização de cálculos matemáticos complexos, enquanto a computação neuromórfica pode ser melhor em tarefas como o reconhecimento facial e de voz e a tomada de decisões não-binárias, mais parecidas com as decisões humanas.

Antes disso, porém, para que seja possível mostrar todas as capacidades computacionais dos seus organismoides, a equipe pretende demonstrar a habituação em um circuito integrado, em vez de ficar expondo o material ao gás hidrogênio em uma câmara selada.


sábado, 5 de agosto de 2017

Pré amplificador e PA de 1W para transmissor de FM

Esses dias eu fui refazer um vídeo do transmissor de FM que montei da revista Nova Eletrônica número 24 para por no meu canal do youtube e achei um artigo de uma revista italiana de um PA de 1W para FM bem simples que havia separado para montar, então acabei decidindo experimentar junto com o transmissor, mas como o transmissor de FM tinha uma potência muito baixa não estava excitando o PA então dei uma pesquisada em algumas revistas e achei um pré bem simples para usar antes do PA.

Depois de montado o pré ele não funcionou de primeira porque o indutor(100uH) que havia usado como choque não tinha indutância suficiente para bloquear a RF e estava desviando tudo para o terra, então depois que eu substitui por um choque de maior indutância ele funcionou.

Como eu não tinha nenhuma antena para testar eu acabei usando a antena que montei para ouvir aviação e por causa do descasamento de impedâncias o PA acabou queimando, antes de testar com a antena eu cheguei a ligar sonda de RF na saída e comprovei seu funcionamento, foi após comprovar que eu fui ligar na antena para testar a distância que o transmissor ia alcançar, como não tenho nenhum equipamento para medir a onda estacionária acabei queimando antes de poder comprovar a distância.

Abaixo a foto do pré e o esquema.






Os componentes do pré são:

C13 - 22p
C14 - 10uF x 16V
C15 - 1n
C16 - 10n
C17 - 100n
C18 - 100p
TR2 - 2N2222
R12 - 12k
R13 - 10k
R14 - 100R
R15 - 22R
JAF1 - choke

No lugar do 2N2222 eu usei o 2N2218, talvez se usasse o indicado no esquema ia funcionar melhor.
O transistor não está aparecendo na foto porque coloquei ele do outro lado da placa para não tomar muito espaço, no lugar do C13 usei dois capacitores de plate em paralelo de 10p.


Nota
No desenho não foi adicionado o negativo de alimentação na junção de R13, R14 e C15.



Abaixo a foto e o esquema do PA.





Como era circuitos de teste eu utilizei componentes que eu tinha em mãos, tanto no pré como no PA, sendo assim o transistor usado no PA foi o 2SC97A.
As placas são de fenolite, mas o ideal é usar fibra de vidro, o indutor L2 do PA serve para casar a impedância de saída com a antena caso disponha de um medidor de ROE para tal ajuste.
No lugar do C2 eu usei dois capacitores cerâmicos de 540p da mesma forma que fiz no pré, isso evita capacitâncias parasitas e se for fazer uma montagem definitiva é interessante fazer isso com todos os capacitores, tanto no pré como no PA.

Para quem quiser montar deve ser respeitado certas regras no desenho da placa devido a frequência de trabalho.

Abaixo os dois vídeos que fiz, o primeiro da montagem do pré e o segundo do teste dele com o transmissor.







sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Reatância Indutiva

A reatância indutiva é a oposição que apresenta um indutor a passagem da corrente alternada. Depende do coeficiente de autoindução do indutor e da frequência da corrente que se lhe aplique.




quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Chip híbrido leva a tecnologia para um novo patamar


O chip híbrido é minúsculo, mas acomoda uma das tecnologias mais avançadas da atualidade: a hibridização entre eletrônica e fotônica.



Chip híbrido

Uma nova plataforma integrada, híbrida de eletrônica e fotônica, comprovou ser uma alternativa mais avançada aos circuitos integrados convencionais, que atualmente são fabricados pela indústria de semicondutores.

Em um feito que vem sendo perseguido por equipes de todo o mundo, um grupo australiano demonstrou que, além de funcional, seu chip híbrido pode ser fabricado em massa, permitindo integrar a plataforma em equipamentos eletrônicos comuns. O novo dispositivo é minúsculo, medindo apenas 4 mm de comprimento, e pode ser integrado em aparelhos como celulares e computadores, afirmam Blair Morrison e Alvaro Casas Bedoya, da colaboração CUDOS (Centro para Dispositivos de Banda Ultralarga para Sistemas Ópticos), que reúne pesquisadores da Universidade de Sydney, Universidade Nacional Australiana e Universidade RMIT.

Vidro calcogeneto

Os circuitos integrados, mais conhecidos como chips, são compostos por um conjunto de circuitos eletrônicos construídos em um pequeno pedaço de material semicondutor, normalmente silício. Com funcionalidades e benefícios bem reconhecidos, contudo, o fato é que o silício tem suas limitações.

Para superar essas limitações e melhorar o processamento de dados, os pesquisadores estão desenvolvendo circuitos ópticos feitos de um material conhecido como vidro calcogeneto, ou metais de transição dicalcogenetos, que englobam a família da molibdenita. Esse tipo especial de vidro já está sendo usado em redes de telecomunicações ultrarrápidas, transferindo informações à velocidade da luz, e foi usado recentemente para criar um componente 3 em 1 que também promete dar nova vida à Lei de Moore.

Interface optoeletrônica

A novidade agora é que a equipe australiana demonstrou que esses dois materiais - os vidros calcogenetos e o silício - podem ser combinados numa mesma plataforma miniaturizada. Eles criaram circuitos ópticos compactos e passíveis de fabricação em escala industrial com funcionalidades muito superiores às dos circuitos atuais.

"Nós integramos um novo vidro não-linear em uma plataforma compatível com CMOS e industrialmente escalonável. Mantivemos as principais vantagens tanto do silício como do vidro e criamos um circuito óptico ultracompacto funcional e eficiente," afirmou Bedoya. Para demonstrar a funcionalidade do seu "Chip CUDOS", a equipe criou um novo laser compacto baseado nas interações luz-som, a primeira vez que isto é feito em um circuito óptico integrado.

"O avanço aqui é a demonstração de que podemos realmente fazer a interface, podemos integrar esse vidro ao silício e podemos interagir do silício para o vidro de forma muito eficiente - podemos aproveitar o melhor dos dois mundos," disse o professor Benjamin Eggleton.