quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Boas Festas a Todos

Gostaria de desejar um feliz Natal e um próspero ano novo a todos os leitores do blog e seus familiares.

Estou entrando em recesso e voltarei com minhas atividades na internet após o ano novo com mais revistas inéditas.

Carga ativa para fontes - Video demonstrativo

Com um pouco de atraso, mas saiu.





domingo, 20 de dezembro de 2015

Antena de ferrite para Ondas Médias

Depois de muitos experimentos com esse tipo de antena, essa é minha última montagem de antena de ferrite.

Nessa montagem eu usei um tubo de pvc de 32mm, é um tubo um pouco mais grosso do que o comum de 3/4 sendo que seu diâmetro interno tem 1 polegada.

Decidi fazer essa antena depois de montar uma versão menor com esse mesmo tubo, a vantagem de usar essa medida de tubo é que o capacitor variável cabe dentro do tubo sem ter que fazer adaptações ou cortes no tubo como fiz nessa outra antena.

Eu usei barras de ferrite que tinha por aqui e completei os espaços com ferrite em pó, todos os ferrites usados são para OM e não são ferrites de yoke de TV como fiz algumas experiências anteriores.

Abaixo a imagem dos ferrites dentro do tubo ainda sem adicionar o ferrite em pó.




O tubo tem um comprimento de 40 cm e foram necessários diversas barras de ferrite para preencher o comprimento total do tubo. Eu usei fio Litz para fazer a bobina e como não tinha um pedaço suficiente para a bobina toda eu fiz duas bobinas e liguei em série. A primeira bobina ficou com 15 espiras e a segunda com 25 espiras. O início da primeira bobina está a 16,5 cm de distância do lado oposto ao variável e a segunda bobina eu confeccionei com as espiras mais espaçadas para atingir o valor necessário para cobrir a faixa toda de OM, abaixo a foto das bobinas.




Para enrolar a segunda bobina com o espaçamento igual entre as espiras eu usei dois fios em paralelo e ao final, um deles foi retirado. O capacitor variável que usei foi retirado de uma sucata de rádio AM que foi conectado as secções em paralelo, também ajustei os trimmers dele para que o início do valor fique em torno de 1pF.
A faixa de atuação da antena ficou entre 460kHz a 1710kHz. Abaixo a foto mostrando a antena finalizada e comparando com o outra antena que eu já usava.




Usei um espaguete termo retrátil para dar o acabamento no tubo e proteger a bobina. Todo material usado(com exceção do espaguete termo retrátil) foi comprado no ferro velho e o custo da antena não passou dos R$15,00.

Conclusão

O ganho da antena praticamente dobrou em relação a antena de 1 polegada vista na imagem acima, mas em relação a minha loop de quadro de 50 cm ficou bem abaixo.
Para viagens onde não há possibilidade de levar antenas de grandes volumes é o ideal e pode proporcionar um bom divertimento se usada com um bom receptor, mas para prática do DX de longa distância o ganho ainda é muito baixo, para isso é melhor dar preferências para antenas loop de quadro com pelo menos 1 metro.

É possível fazer antenas de ferrite com mais ganho aumentando o diâmetro do tubo, mas não compensa porque se for adquirir material novo como as barras de ferrites por ex., o preço que se gasta pode ser usado para montar grandes antenas de quadro feitas de pvc e que sejam portáteis como nesse vídeo que foi onde me baseei para construir minha loop de quadro de 1 metro de pvc que pretendo fazer um post só para falar dela futuramente.
Para fazer minhas escutas eu usei a antena de ferrite de 1 polegada e quando tinha alguma emissora com sinal muito baixo eu usava minha loop de quadro de 50 cm para identificar a emissora, já com essa nova antena muitas das emissoras que chegavam fraca eu consegui identificar pois o sinal no receptor chega mais forte.

Abaixo um vídeo que acabei de fazer para adicionar nesse post.



terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Diodo para fótons individuais


Neste diodo óptico, apenas um fóton consegue passar de cada vez, e sempre num único sentido.

Diodo óptico

Rumo à computação fotônica - processadores que funcionam com luz - e à computação quântica, está sendo necessário recriar os componentes dos circuitos lógicos capazes de lidar não com elétrons, mas com fótons. Um dos componentes fotônicos mais pesquisadores é o diodo, que deixa a luz passar apenas em uma direção, nunca retornando.

Clément Sayrin, da Universidade de Tecnologia de Viena, na Áustria, deu um passo largo nesse sentido, tão largo que já lida diretamente com as necessidades dos processadores quânticos. Enquanto nos processadores fotônicos basta criar uma via de mão-única para feixes de luz, na computação quântica é essencial trabalhar com fótons individuais, já que eles funcionam como qubits.

Diodo para fótons individuais

Sayrin então criou um diodo para fótons individuais, um componente fotônico que permite que os fótons passem um de cada vez em uma fibra óptica, sempre num único sentido, nunca retornando, exatamente como os diodos eletrônicos fazem com a corrente elétrica nos circuitos atuais. A luz que tenta viajar na contramão é praticamente toda absorvida por um aglomerado de átomos superfrios, armazenados cuidadosamente em um dos lados da fibra óptica, enquanto os fótons que viajam na direção correta fluem livremente.

Para tornar seu componente prático, contudo, a equipe austríaca precisará agora substituir seu conjunto de átomos absorvedores por algum material de estado sólido, e fazer tudo funcionar a temperatura ambiente. Várias abordagens têm sido usadas para a construção de diodos ópticos, com participação importante de físicos brasileiros. Uma dessas possibilidades, por exemplo, usa uma espécie de magnetismo sintético para controlar a direção da luz.

Fonte: Inovação Tecnológica

domingo, 6 de dezembro de 2015

Sensor detecta fogo antes do cheiro e da fumaça


O sensor possui a inteligência embutida para avaliar a leitura dos quatro detectores individuais.



Nariz eletrônico

Fios elétricos em curto-circuito estão entre as principais causas de incêndios. Esse risco poderá ser minimizado a partir de agora graças a um sensor desenvolvido por Rolf Seifert e seus colegas da Universidade Karlsruhe, na Alemanha. O sensor detecta o risco iminente do incêndio antes que os fios sequer comecem a cheirar queimado ou mesmo a mudar de cor pela ação do calor - e bem antes dos primeiros sinais de fumaça.

O dispositivo é um sensor híbrido, composto por quatro áreas feitas com diferentes óxidos metálicos, que conseguem detectar gases de diferentes composições e concentrações com altíssima sensibilidade. Além disso, o dispositivo possui um chip rodando um software que avalia continuamente a leitura dos quatro sensores individuais, avaliando os dados para dar o alarme ao primeiro sinal de perigo.

Sensor híbrido

"Para o desenvolvimento do sensor, utilizamos o efeito de que vários gases reagem de maneiras diferentes com óxidos metálicos sensíveis ao gás em função da temperatura," explicou o professor Heinz Kohler, coordenador da equipe. A medição simultânea da resistência elétrica nas quatro áreas do sensor permite detectar a composição e a concentração dos gases assim que eles começam a emanar dos fios, muito antes que o cheiro possa ser identificado pelos narizes humanos. "Sensores híbridos podem ser usados em qualquer lugar, como componentes isolados ou em uma rede. Eles também podem ser combinados com a tecnologia de segurança clássica, como as câmeras infravermelhas," disse o professor Hubert Keller, membro da equipe.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Exaustor para ferro de solda [Parte 2 e 3]

Acabou ficando em duas partes porque a bateria da câmera acabou quando estava gravando e eu não juntei.






terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Livros diversos

Dando continuidade a série de livros postadas aqui eu trago mais três edições, essa é mais uma contribuição do Roberto.





Microfone de grafeno supera microfones comerciais


A membrana de grafeno foi colocada no suporte de um microfone comercial.


Membrana de grafeno

Apenas trocar a membrana principal de um microfone disponível comercialmente, colocando em seu lugar uma membrana de grafeno, resultou em um microfone 32 vezes mais sensível.

"Nós queríamos mostrar que o grafeno, embora seja um material relativamente novo, tem potencial para aplicações no mundo real," disse Marko Spasenovic, da Universidade de Belgrado, na Sérvia. A membrana é formada por 60 camadas de grafeno sobrepostas, todas depositadas inicialmente sobre uma película de níquel por meio de uma técnica chamada deposição de vapor químico. A seguir o substrato de níquel é removido, deixando apenas a membrana de grafeno.

Prova de conceito

Para melhorar a comparação e a aferição dos resultados, a membrana de grafeno foi colocada no suporte de um microfone comercial, gerando uma sensitividade 15 dB mais elevada do que o microfone original, cuja membrana é feita de níquel. A equipe também simulou uma membrana com 300 camadas de grafeno de espessura, que mostrou potencial para detectar até a faixa dos ultrassons.

"Uma membrana de grafeno mais espessa teoricamente pode ser mais esticada, permitindo o desempenho na faixa ultrassônica, mas infelizmente ainda não conseguimos fabricá-la experimentalmente," disse Spasenovic. A equipe, contudo, reconhece que o processo de fabricação da membrana de grafeno está longe de chegar ao nível industrial, o que torna essa "aplicação do mundo real" mais uma ótima prova de conceito obtida em laboratório.


Fonte: Inovação Tecnológica