sábado, 26 de março de 2016

Mais um ano de Blog no ar

Nesse mês o blog completa mais um ano no ar, já são sete anos no ar e se tudo seguir bem espero estar comemorando oito anos em 2017.

Quero deixar aqui meu agradecimento a todos que visitam meu blog e em especial aqueles leitores que contribuem para que possamos completar as coleções de revistas brasileiras.

Planeta excêntrico pensa que é um cometa


Este gráfico compara a órbita do planeta HD-20782 com a órbita dos planetas interiores do nosso Sistema Solar.



Planeta excêntrico

Astrônomos descobriram o planeta mais excêntrico conhecido até hoje. Neste caso, "excêntrico" não se refere a um jeitão particular do exoplaneta, mas à sua órbita extremamente alongada em torno de sua estrela.

Enquanto os planetas do nosso Sistema Solar têm órbitas quase circulares, os astrônomos já descobriram vários planetas extrassolares com órbitas altamente elípticas, ou excêntricas - mas nenhum como o HD 20782. Sua excentricidade é de 0,96, o que significa que o planeta se move em uma elipse quase achatada, afastando-se muito de sua estrela e depois estilingando rápida e furiosamente em torno da estrela, para então se afastar novamente - para comparação, a excentricidade da órbita da Terra é de 0,017.

Órbita de cometa

A órbita do HD 20782 é tão alongada que mais se assemelha à órbita de um cometa, que frequentemente são destruídos no ponto de maior aproximação da estrela. Mas o planeta é grande demais para ser destruído. "Ele tem mais ou menos a massa de Júpiter, mas está dançando ao redor de sua estrela como se fosse um cometa," disse astrônomo Stephen Kane, da Universidade Estadual de São Francisco, nos EUA, que liderou a equipe que detectou o planeta extrassolar a cerca de 117 anos-luz da Terra.

No ponto mais distante em sua órbita, o HD 20782 afasta-se de sua estrela 2,5 unidades astronômicas (ua) - ou 2,5 vezes a distância entre o Sol e a Terra. Na sua maior aproximação, ele chega a 0,06 ua, muito mais próximo do que Mercúrio orbita o Sol, a 0,39 unidades astronômicas.

Detetives cósmicos

A esquisitice de exoplanetas como o HD 20782 coloca uma multiplicidade de questões para os astrônomos, acostumados por séculos com o nosso bem-comportado Sistema Solar.

"Quando vemos um planeta como este, em uma órbita tão excêntrica, pode ser realmente muito difícil tentar explicar como ele chegou a essa situação. É parecido com olhar a cena de um crime [...]; sabe-se que algo ruim aconteceu, mas você precisa descobrir o que foi que causou," disse Kane.

Fonte: Inovação Tecnológica

sábado, 19 de março de 2016

Computadores eficientes precisarão ser magnéticos


O bit magnético, medindo 90 nanômetros, é visto na forma de um ponto brilhante (Norte) e um ponto escuro (Sul). O "H" mostra a direção do campo magnético aplicado para inverter seu valor.



Dissipação fundamental

Em um avanço importante para uma computação energeticamente eficiente, engenheiros da Universidade da Califórnia em Berkeley comprovaram pela primeira vez que chips magnéticos poderão operar com o menor nível fundamental de dissipação de energia possível de acordo com as leis da termodinâmica. Isto significa que é possível conseguir reduções dramáticas no consumo de energia - tanto quanto usar apenas um milionésimo da energia gasta por operação pelos transistores dos computadores atuais.

Isto é crítico tanto para os aparelhos móveis e suas baterias, quanto para a "nuvem", com a gigantesca demanda de eletricidade dos enormes centros de dados que a viabiliza.

Computação magnética

A computação magnética emergiu como um candidato promissor nos últimos anos porque os bits magnéticos são diferenciados por direção, gastando a mesma energia para fazê-los apontar para a esquerda ou para a direita. "São dois estados de energia iguais, por isso não desperdiçamos energia criando um estado de alta e [outro estado] de baixa energia," esclarece o professor Jeffrey Bokor, coordenador da equipe. Em 2011, o mesmo grupo publicou uma teoria demonstrando que processadores magnéticos poderiam atingir o limite físico da eficiência.

Agora eles demonstraram isso experimentalmente.

Limite de Landauer

Na prática, a equipe testou e confirmou o limite de Landauer, um termo em homenagem a Rolf Landauer, que em 1961 descobriu que, em qualquer computador, cada operação de um único bit deve gastar uma quantidade mínima absoluta de energia. A descoberta de Landauer é baseada na segunda lei da termodinâmica, que estabelece que, conforme qualquer sistema físico é alterado, passando de um estado de maior concentração para uma menor concentração, ele torna-se cada vez mais desordenado. Essa perda de ordem é chamada entropia, e sai do sistema como calor residual.

Landauer desenvolveu uma fórmula para calcular este limite inferior de energia necessária para uma operação computacional. O resultado depende da temperatura do computador; a temperatura ambiente, o limite atinge cerca de 3 zeptojoules, ou um centésimo da energia dissipada por um único átomo quando ele emite um fóton de luz.

Eficiência energética é possível

A equipe usou uma técnica inovadora para medir a minúscula quantidade de dissipação de energia gerada pela inversão de um bit nanomagnético. Eles usaram um laser para rastrear cuidadosamente a direção que o bit estava apontando conforme um campo magnético externo era usado para girar o alinhamento do ímã para "cima" e para "baixo" ou vice-versa.

Os dados mostram que são necessários apenas 15 milielétron-volts de energia - o equivalente a 3 zeptojoules - para inverter um bit magnético a temperatura ambiente, demonstrando efetivamente o limite de Landauer. Ainda é uma prova de princípio, e efetivamente poder comprar processadores magnéticos nas lojas ainda deverá demorar algum tempo.

Mas a equipe observa em seu artigo que "a significância deste resultado é que os computadores de hoje estão longe do limite fundamental e que futuras reduções drásticas no consumo de energia são possíveis."


Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 11 de março de 2016

Brasileiros criam material para camuflagem ativa


É a primeira vez que se consegue fabricar materiais eletrocrômicos fora da faixa do azul.


Camuflagem ativa

Pesquisadores da USP desenvolveram uma nova tecnologia de materiais que mudam de cor, o que os torna adequados para camuflagens ativas, adaptando-se às cores do ambiente externo. "Nós pensamos que ele poderá ser construído no formato de uma manta ou placa flexível ou mesmo tela para ser colocada sobre veículos ou tanques de guerra, ou outros equipamentos, com o intuito de camuflá-los", explica a professora Agnieszka Joanna Pawlicka Maule, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC).

O projeto está em processo de patenteamento no Brasil e na Comunidade Europeia. "Já fomos procurados por uma indústria militar da Europa que se interessou pelo dispositivo camaleão," conta Agnieszka.

Material camaleão

Dispositivos eletrocrômicos têm sido propostos para uso em várias aplicações, como janelas de edifícios e retrovisores de carros. Eles podem ser fabricados a partir de vários materiais, de moléculas orgânicas a géis poliméricos e filmes finos cerâmicos.

Apesar de toda essa versatilidade e de já existirem diversas utilizações práticas, as cores sempre ficam na faixa do azul, o que pode não ser adequado para todas as aplicações. A inovação da equipe da professora Agnieszka foi desenvolver um material eletrocrômico "camaleão", que muda de cor do verde ao amarelo, em diversas tonalidades. Essas cores fizeram a equipe pensar nos veículos militares, já que elas são adequadas para a camuflagem em ambientes como deserto, selva, terra ou montanhas rochosas.

Materiais eletrocrômicos

Os dispositivos eletrocrômicos são compostos por sete camadas: vidro, material condutor transparente (carga positiva), reservatórios de íons, eletrólito, filme eletrocrômico (que muda de cor), condutor transparente (carga negativa) e vidro. "Essas camadas são muito finas, quase imperceptíveis e, por serem transparentes, parecem vidro comum. Portanto, quando dispositivos eletrocrômicos são instalados em janelas é difícil distingui-las das outras," exemplifica a pesquisadora. Seu funcionamento lembra uma bateria: são dois pólos elétricos com um eletrólito (condutor elétrico) no meio que, ao receber uma corrente elétrica, e dependendo da polaridade (positiva ou negativa), pode ficar colorido, descolorido ou transparente. Ou seja, é possível ligar e desligar as cores atuando eletricamente sobre o eletrólito.

A ideia é que o dispositivo camaleão seja composto por dezenas de "janelas", semelhantes aos píxeis de uma tela, embora maiores, e que poderão ser comandadas individualmente para a mudança de cores, lembrando o padrão das roupas camufladas. Primeiro, uma máquina fotográfica tirará fotos do local. As imagens serão enviadas para um computador que as transformará em padrões de cores e depois em números. Esses números serão transformados em potencial elétrico e enviados para os píxeis, que vão modular as próprias cores de acordo com as do ambiente. Obtendo financiamento, eventualmente da indústria, a equipe planeja construir um protótipo, na forma de uma manta flexível ou placa.


Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 2 de março de 2016

Amplificador com TDA2005S - Autorrádio Bosch Volksline




Esses autorrádios eram muito comuns na década de 1990 e eram original em alguns carros da Volks como o Gol quadrado, eu tinha um aqui e não ia usá-lo então resolvi desmontar para aproveitar os componentes em minhas montagens.
O ponto positivo é que algumas placas são modulares como o amplificador de áudio que pode ser reaproveitado a placa inteira.
Esses autorrádios  possuem quatro canais e o fabricante usou o CI TDA2005S para cada par de canal, de acordo com o datasheet esse CI tem uma saída de 10W por canal usando uma carga de 2 ohms.
Sendo assim a única coisa que faltou fazer é descobrir as ligações de entrada/saída e alimentação já que a placa é conectada a placa principal por meio de terminais.

A foto da placa do amplificador segue abaixo.




A placa é bem pequena e mede 42 x 42mm e não tem muito segredo para descobrir as ligações, basicamente é só ver a pinagem do CI no datasheet e seguir até a pinagem, tem um pino(pino 4) que digamos foi um pouco mais "difícil" de descobrir, mas vendo os esquemas no datasheet ficou fácil saber do que se trata, portanto o pino 4 vai ligado ao GND da alimentação, o esquema com as ligações e os valores dos componentes segue abaixo pra quem quiser reaproveitar esse amplificador em alguma montagem.




Acredito que muitos autorrádios da marca Bosch parecido com esse como os FIC também usam esse mesmo circuito, mas é preciso confirmar.

Aproveitei para fazer um vídeo do teste.




Outra placa que também é possível reaproveitar em montagens são os controles de graves e agudos, mas essa fica para um próximo post.