quarta-feira, 26 de abril de 2017

O padrão perfeito para aprisionar a luz


A superposição das redes - feitas de pontos de materiais dielétricos - cria armadilhas que aprisionam a luz.



Dirigindo a luz

Dois físicos de Cingapura projetaram uma "estrutura ótima" para aprisionar a luz. Técnicas de manipulação da luz - incluindo diminuir sua velocidade, dar-lhe nós ou fazê-la dar marcha-a-ré - tornaram-se parte integrante dos desenvolvimentos no campo das células solares e dos LEDs, e prometem estar presentes nos processadores à base de luz e nas telecomunicações.

Desta forma, uma estrutura simples, otimizada e padronizada para fazer isto pode dar um impulso a uma vasta gama de áreas de pesquisa e desenvolvimento.

Luz presa em loops

Gandhi Alagappin e Png Ching, do Instituto A*STAR, descobriram que a superposição de duas redes similares, mas de periodicidades ligeiramente diferentes, cria uma estrutura que permite controlar e posicionar a luz de acordo com a necessidade do projeto. "Se você criar um padrão de redes mescladas na superfície de um LED, isto ajudará a liberar a luz de forma mais eficiente. Para uma célula solar, contudo, as ranhuras mescladas ajudarão a luz a entrar melhor, para que mais energia possa ser gerada," explicou Gandhi.

A dupla projetou a estrutura fotônica superpondo estruturas de pequenos pontos feitos com materiais dielétricos distribuídos em uma superfície seguindo uma proporção simples - R:R-1. Por exemplo, uma rede é mesclada com outra cujo espaçamento é 4/3 maior, ou 5/4, 6/5 etc. "Isto cria um efeito bidimensional similar às cristas de duas ondas de frequência muito próxima. Onde há antinodos a luz é localizada na forma de um loop," disse Gandhi, acrescentando que isso é diferente da chamada Localização de Anderson, que surge da aleatoriedade de uma estrutura. "Esta é uma forma sistemática de criar um grande número de loops."

Metamaterial fotônico

Além de LEDs e células solares, a capacidade de criar ressonadores nos quais a luz fica aprisionada na superfície de um dispositivo também terá aplicações em componentes de computação quântica baseados em luz, como os defeitos em diamantes conhecidos como vacâncias de nitrogênio.

Mais do que isso, a nova técnica não se limita à luz, permitindo projetar sistemas que possam controlar com precisão a energia das ondas em qualquer região e em qualquer escala - som, térmica, água ou até mesmo ondas de matéria, como nos condensados de Bose-Einstein, usados recentemente para criar objetos com massa negativa.


sábado, 22 de abril de 2017

Produtos a venda

Para não misturar com as postagens do blog eu crie outro blog só para colocar algumas coisas que tenho aqui para venda.

Eu criei uma conta no paypal justamente para dar mais segurança aos compradores, mas o banco que tenho conta eles não trabalham então, enquanto isso só estarei aceitando pagamentos via depósito como fiz recentemente com o Transglobe que coloquei a venda.

Vou deixar os comentários naquele blog sem moderação para que as pessoas possam tirar dúvidas, reclamações, confirmações dos recebimentos ou qualquer outra coisa relacionada ao produto à venda. Comentários com ofensas ou palavrões serão deletados.

Também deixei meu e-mail para contatos em modo privado para qualquer coisa citada acima relacionada com o item a venda, o link para o blog segue abaixo e na lista de blogs que sigo.


Bigigangas do Picco
 

Capacidade de um condensador

A capacidade de um condensador é diretamente proporcional à quantidade de eletricidade acumulada em cada armadura e inversamente proporcional à tensão que se aplica entre as duas armaduras.



quarta-feira, 19 de abril de 2017

Componente de computador termal funciona a 300º C


Esta é a estrutura completa do diodo térmico, que deixa o calor passar apenas num sentido.


Computador a calor

Mahmoud Elzouka e Sidy Ndao, da Universidade Nebraska-Lincoln, nos EUA, construíram os primeiros componentes de um futuro computador termal. Enquanto um processador eletrônico funciona com base na eletricidade, um processador termal irá funcionar com base na movimentação do calor.

Esse campo de pesquisas é conhecido como fonônica, ou eletrônica do calor. "Nós demonstramos o bloco fundamental do que poderá se tornar o computador termal do futuro, e ele funciona em temperaturas muito altas. Para alguém que também trabalha ativamente no resfriamento eletrônico, isso faz você se perguntar: 'E se todos parássemos de refrigerar a eletrônica?', descreveu Ndao.

Computadores a calor podem ser muito interessantes para quem está interessado em criar equipamentos para perfurações profundas na Terra, explorar energia geotérmica, estudar vulcões, explorar o planeta Vênus ou mesmo reciclar o calor desperdiçado por processos industriais ou domésticos.

Diodo termal

A dupla construiu um diodo termal que opera a temperaturas de até 326° C. Assim como um diodo eletrônico deixa a eletricidade passar apenas num sentido, o que é essencial para construir um transístor, o diodo termal deixa o calor passar num sentido e o bloqueia no outro. Essa capacidade de controlar a direção do fluxo de calor permite que os diodos termais produzam dois níveis distintos de um sinal - duas temperaturas -, formando a base para os níveis lógicos binários "0" e "1".

O componente faz isso controlando a distância entre duas superfícies: um terminal móvel e um terminal estacionário. Os pesquisadores demonstraram que alterar as temperaturas relativas dos dois terminais altera o tamanho da abertura entre eles, o que altera a quantidade de calor transferido, que por sua vez depende da direção do fluxo de calor. Todo o dispositivo consiste em 24 pares de terminais móveis e fixos, juntamente com dois microaquecedores de platina que controlam e medem de forma independente as temperaturas de cada par de terminais. Quando o terminal fixo está mais quente do que o terminal móvel, o intervalo é grande, resultando numa baixa taxa de transferência de calor. Quando o terminal móvel se torna mais quente do que o terminal fixo, o terminal móvel se move mais próximo do terminal fixo e o intervalo diminui, elevando a taxa de transferência de calor. Uma das vantagens é o que o componente usa apenas materiais tradicionais, embora outras equipes já tenham proposto técnicas alternativas, usando metamateriais e escudos contra o calor, para obter o mesmo efeito.

domingo, 16 de abril de 2017

Leis de Kirchhoff

 - Primeira lei de Kirchhoff

Em todo ponto de encontro de vários condutores, a soma das correntes que a ele chegam é igual a soma das correntes que dele partem. Em outras palavras, a soma algébrica de todas as correntes presentes num circuito é igual a zero.





 - Segunda lei de Kirchhoff

Em todo circuito fechado a soma algébrica de todas as forças eletromotrizes presentes no circuito é igual a soma algébrica de todas as quedas de tensão produzidas nele. Quer dizer, em todo circuito fechado, a soma algébrica de todas as forças eletromotrizes presentes no circuito é igual a zero.




Primeiro processador feito de uma única camada atômica


Microfotografia do processador fabricado com semicondutores com apenas uma camada atômica


Eletrônica atômica

Está pronto o primeiro processador feito com os semicondutores mais finos possíveis - com apenas uma camada atômica. Além de "mais fino impossível", o processador é flexível e potencialmente transparente.

E ele não foi feito de grafeno, mas de molibdenita, ou dissulfeto de molibdênio (MoS2). Embora ambos sejam considerados materiais bidimensionais, o grafeno tem um único átomo de espessura, um átomo de carbono, enquanto a organização dos átomos de molibdênio e enxofre deixa a molibdenita com três átomos de espessura. A molibdenita tem estado à frente do grafeno no quesito proximidade do uso industrial, mas mais recentemente várias equipes vêm apostando em soluções híbridas para a eletrônica ultrafina - ao contrário do grafeno, a molibdenita possui naturalmente propriedades semicondutoras.

Processador monoatômico

O primeiro microprocessador totalmente funcional feito de materiais monoatômicos foi construído por Stefan Wachter e seus colegas da Universidade de Viena, na Áustria. O processador, medindo 0,6 mm2, é formado por apenas 115 transistores, o que o torna capaz de executar operações lógicas de 1 bit - mas a estrutura é escalável, e versões multibits deverão ser fabricadas a seguir.

"Nosso objetivo é construir circuitos significativamente maiores que possam fazer muito mais em termos de operações úteis. Queremos fazer um projeto de 8 bits completo - ou mesmo mais bits - em um único chip com componentes ainda menores," disse o professor Thomas Mueller, coordenador da equipe.

Promessas e dificuldades

Em termos de uso futuro, a equipe ainda não está mirando nos processadores dos computadores e nem mesmo dos celulares, com seus bilhões de transistores, mas afirma que a arquitetura da eletrônica atômica já está a caminho de atender as especificações da Internet das Coisas, principalmente porque as dimensões ultraminiaturizadas permitirão construir chips com um consumo mínimo de energia.

"Em princípio, é uma vantagem ter um material fino para um transístor. Quanto mais fino for o material, melhor será o controle eletrostático do canal do transístor e menor será o consumo de energia," disse o professor Mueller. Mas aplicações mais estado-da-arte também são esperadas. É possível, por exemplo, integrar nanoLEDs a esses circuitos ultraminiaturizados, facilitando a fabricação de telas flexíveis e papéis eletrônicos.

Antes, porém, será necessário melhorar bastante o processo de fabricação, que está nos estágios iniciais de desenvolvimento. Uma das maiores dificuldades é a necessidade de fabricar os transistores em um substrato e depois transferi-los para o chip definitivo. Quando for possível fabricar os nanotransistores diretamente no substrato dos chips terá sido dado um passo importante rumo à reprodutibilidade, para que esses chips monoatômicos possam ser fabricados de forma consistente.


domingo, 9 de abril de 2017

Energia Elétrica

A energia consumida por um aparelho é igual ao produto da potência pelo tempo de consumo de energia do dito aparelho.



Dica de aplicativo

Pessoal recebi uma dica de um aplicativo interessante para ajudar nos cálculos em eletrônica, não tenho muitos detalhes porque é um aplicativo para celular e o meu é dos antigos, mas pra quem quiser baixar e experimentar fica a dica.
O aplicativo é free e o link pra download segue abaixo:

Link para download

sexta-feira, 31 de março de 2017

Brasileiros projetam componente para manipular luz com ondas sônicas


Simulação numérica das ondas acústicas propagando-se na borda dos microdiscos. A deformação representa a movimentação causada pela onda acústica, enquanto a escala de cores representa a intensidade do campo eletromagnético da luz nas superfícies do disco.




Comunicações por fibra óptica

Físicos brasileiros idealizaram um componente fotônico de silício que poderá viabilizar a interação entre ondas ópticas e mecânicas que vibram na faixa de dezenas de gigahertz (GHz). Esta é uma área emergente, mas os avanços mais recentes já foram suficientes para que hoje se aposte que os efeitos optomecânicos podem revolucionar as telecomunicações, superando limitações que reduzem a quantidade de informações que se pode transmitir pelas fibras ópticas e outros "dutos" fotônicos, como as guias de onda.

Essa limitação na quantidade de informações é estabelecida por um efeito físico não linear conhecido como espalhamento Brillouin - descrito em 1922 pelo físico francês León Nicolas Brillouin (1889-1969) -, que estabelece que, ao passar por um meio transparente, como uma fibra óptica, os fótons da luz interagem com vibrações elásticas (fônons, ou ondas sônicas) de altíssimas frequências, da ordem de dezenas de GHz. Dependendo da potência com que a luz é irradiada pela fibra óptica por uma fonte de laser, o campo eletromagnético da luz excita as ondas acústicas - mecânicas - que se propagam ao longo do material e espalham a luz em uma nova frequência, diferente da irradiada originalmente pelo laser, criando ruído que atrapalha a comunicação.

Discos e microcavidades

A fim de superar essa limitação para a propagação da luz, os físicos vêm trabalhando com pequenos discos de silício, com aproximadamente 10 micrômetros de diâmetro, que funcionam como microcavidades, que "aprisionam" a luz. Em razão da reflexão que a luz sofre na borda do material, ela dá milhares de voltas na cavidade do disco durante alguns nanossegundos até se dissipar. Na prática isso é equivalente a retardar a luz, já que ela fica um tempo na cavidade. Nesse período, ela interage mais vezes com a matéria e amplia os efeitos optomecânicos, permitindo que eles sejam estudados e explorados para finalidades práticas.

São mecanismos assim que estão sendo usados para retardar, acelerar e bloquear a luz e para reforçar os sinais nas fibras ópticas. Infelizmente, a despeito de possibilitar que a luz irradiada originalmente pelo laser seja propagada, essa microcavidade em forma de disco não permite que a luz de qualquer frequência seja ressonante - se propague por elas - inviabilizando a exploração do efeito de espalhamento Brillouin.

Acoplamento de luz e som

Agora, Yovanny Espinel e seus colegas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) idealizaram um disco duplo, um sistema composto por dois microdiscos de silício com uma cavidade cada um, acoplados lateralmente. Como a distância entre as duas cavidades é extremamente pequena - da ordem de centenas de nanômetros -, isso cria um efeito chamado separação de frequência.

Esse efeito possibilita fazer uma pequena separação entre a frequência da luz espalhada pela onda acústica, por um lado, e, por outro, a luz emitida pelo laser. Essa frequência é da ordem de 11 a 25 GHz - exatamente a mesma das ondas mecânicas -, o que garante que os milhares de fônons (quasipartículas elementares das ondas acústicas) gerados por segundo neste sistema (em taxas que variam de 50 a 90 KHz) possam se propagar nas cavidades. Dessa forma, é possível observar e explorar o espalhamento Brillouin nesse sistema micrométrico. "Mostramos que, com um laser com uma potência da ordem de 1 miliwatt - que é equivalente à potência de um laser usado em um apontador para apresentações, por exemplo - seria possível observar o efeito de espalhamento Brillouin em um sistema com duas cavidades," afirmou o professor Gustavo Wiederhecker.

Como os discos simples já estão em uso em laboratórios de todo o mundo, e como eles são fabricados com a tecnologia padrão da indústria eletrônica, os experimentalistas não deverão ter grandes problemas em fabricar a estrutura projetada pelos físicos brasileiros e verificar seu funcionamento.


sábado, 25 de março de 2017

Interruptor molecular mecânico e elétrico






Nanochave

Uma equipe da Alemanha e da Suíça projetou e sintetizou um interruptor molecular que não apenas permanece estável depois de posto em uma posição - ligado ou desligado -, mas que também pode ser acionado qualquer número de vezes, um feito em se tratando de mexer com moléculas individuais.

Como transistores funcionam essencialmente como chaves, a equipe acredita que, no futuro, a nanochave poderá se tornar um componente-chave da eletrônica molecular, que permitirá uma miniaturização em um nível inalcançável pelos componentes semicondutores tradicionais. Como a nanochave pode ser ligada e desligada tanto mecânica quanto eletrostaticamente, ela poderá ser útil também em outros mecanismos, como os NEMS (sistemas nanoeletromecânicos).

Interruptor mecânico e elétrico

A equipe compara a chave molecular com uma espaçonave parecida com o robô Philae, que recentemente pousou de forma um tanto desajeitada em um cometa. Os três "pés" têm grupos de ancoragem que formam ligações firmes com a superfície - neste caso um substrato de ouro. Um grupo nitrilo - o corpo do robô - aponta para o espaço, portanto sem qualquer conexão com o solo. Um segundo eletrodo, na verdade a ponta de um microscópio de tunelamento, é usado para se conectar ao interruptor e ligá-lo ou desligá-lo, fazendo com que a corrente elétrica flua ou não através da molécula.

O momento dipolo elétrico do grupo nitrilo torna possível que a nanochave, além de acionamento mecânico pela ponta do microscópio, seja ligada e desligada por meio de um campo elétrico aplicado entre os dois eletrodos. A precisão do microscópio de tunelamento tornou possível pela primeira medir o valor de condutância em uma molécula tão complexa, em cada posição acima do grupo nitrilo. Isso exigiu uma precisão no movimento da ponta do microscópio na faixa dos picômetros - 10-12 metros, ou um milésimo de nanômetro.


segunda-feira, 20 de março de 2017

Aniversário do blog

Quero aproveitar essa data e mais uma vez agradecer a todos os leitores pelas visitas e contribuições, ainda tem muita gente que não conhece meu blog e mesmo completando 8 anos de existência esse mês sinto que tem muita coisa a se fazer, por isso estou pensando na possibilidade de voltar ao Facebook para continuar o trabalho de divulgação do blog.

Infelizmente ainda estou com o problema de acesso ao Mediafire que não consegui resolver por isso vou tentar colocar as edições que tenho no 4shared até que o problema do Mediafire seja resolvido.

Também não vou poder continuar a digitalização por enquanto pois meu outro pc deu problema, pra variar, por isso continuo trabalhando no meu canal no Youtube, mas qualquer dúvida ou problema é só deixar um comentário aqui no blog, no Youtube ou pelo e-mail que está no blog.


domingo, 19 de março de 2017

Potência

A potência consumida por um aparelho receptor é diretamente proporcional ao produto da tensão aplicada a seus terminais, pela intensidade de corrente que por ele circula.



Interruptor de DNA liga e desliga a luz dentro de uma molécula


Uma molécula chamada antraquinona permite controlar o fluxo elétrico das moléculas de DNA, transformando-as em interruptores.



DNA elétrico

Está pronta a primeira chave de DNA totalmente controlável, capaz de ligar e desligar o fluxo de eletricidade dentro de uma única molécula. "É bem sabido que o transporte de cargas é possível no DNA, mas, para fazer um dispositivo útil, deve ser possível ligar e desligar o transporte de carga. Nós atingimos esse objetivo modificando quimicamente o DNA," disse o professor Nongjian Tao, da Universidade

"E não foi só isso, nós também podemos adaptar o DNA modificado como uma ponta de prova para medir reações ao nível de moléculas individuais. Isso fornece uma maneira única para o estudo de reações importantes envolvidas em doenças, ou reações de fotossíntese para novas aplicações de energia renovável," completou.

Interruptor elétrico de DNA

O interruptor elétrico de DNA foi construído modificando apenas uma das letras do DNA - adenina (A), timina (T), guanina (G) e citosina (C) - com outro grupo químico, chamado antraquinona (Aq).

A antraquinona é uma molécula com uma estrutura de três anéis de carbono que pode ser inserida entre dois pares de base. Ela contém também o que os químicos chamam de grupo redox - uma referência a "redução", ou ganho de elétrons, e "oxidação", ou perda de elétrons. Com isto, a hélice modificada DNA-Aq pode deslizar livremente entre os degraus que compõem a escada da hélice dupla do DNA, dando-lhe uma nova capacidade de ganhar ou perder elétrons de forma reversiva.

Biocomputadores

A equipe pretende agora trabalhar rumo ao uso do interruptor de DNA para criar nanodispositivos. "Nós estamos particularmente entusiasmados porque o DNA modificado fornece uma ferramenta ótima para examinar a cinética de reações redox e a termodinâmica ao nível de moléculas individuais," disse Tao.

E oferece também uma peça adicional para os circuitos lógicos e os computadores de DNA, capazes de identificar doenças.

sábado, 18 de março de 2017

Variação da resistencia com a temperatura

A resistência de um condutor varia conforme a temperatura a que esteja submetido. Estas variações de temperatura ficam determinadas por um coeficiente de temperatura que depende da natureza do material.







Coeficiente de Temperatura de alguns Materiais

Alumínio - 0,0039
Bronze fosforoso - 0,002
Carvão - 0,0005
Chumbo - 0,0037
Cobre - 0,00382
Estanho - 0,0042
Ferro - 0,0052
Latão - 0,002
Mercúrio - 0,00089
Nicromo - 0,00013
Níquel - 0,0047
Ouro - 0,0034
Prata - 0,0038
Platina - 0,0025
Tungstênio - 0,0041
Zinco - 0,0038

sexta-feira, 17 de março de 2017

Resistência de um condutor

A resistência de um fio condutor depende de seu comprimento, de sua seção e da natureza do condutor.






Resistividade de alguns Materiais

Alumínio - 0,0292
Bronze - 0,067
Bronze fosforoso - 0,094
Cádmio - 0,076
Carvão - 50
Chumbo - 0,22
Cobalto - 0,096
Cobre puro - 0,0162
Cobre duro - 0,0178
Cobre recozido - 0,0172
Estanho - 0,115
Grafite - 13
Ferro puro - 0,096
Ferro em fios - 0,132
Latão - 0,067
Níquel - 0,087
Ouro - 0,024
Prata - 0,0158
Platina - 0,106
Tungstênio - 0,055
Zinco - 0,056

terça-feira, 14 de março de 2017

Chips de grafeno são fabricados em meio líquido


A microfábrica produz chips de grafeno de alto desempenho.



Processo microfluídico

Uma nova técnica para produzir circuitos integrados pode não apenas dar versatilidade à fabricação dos circuitos integrados, mas também permitir a construção de chips melhores usando materiais ainda não totalmente aproveitados pela indústria eletrônica. Além disso, a técnica tem tudo para ser muito barata porque se baseia na tecnologia da microfluídica, a mesma usada para fabricar os biochips.

Os canais minúsculos de um chip microfluídico são usados para controlar o fluxo e a direção de quantidades ínfimas de líquido, normalmente para realizar exames biomédicos. O que Benjamin Hogan e seus colegas fizeram foi diluir flocos de óxido de grafeno no fluido, o que permitiu aplicar o material em locais e quantidades precisas. Embora os flocos de óxidos de óxido de grafeno sejam basicamente bidimensionais - consistindo apenas em comprimento e largura - a equipe usou um sistema sofisticado baseado em luz para dirigir a montagem das estruturas depositadas pelos microcanais, o que permitiu construir chips tridimensionais.

Optoeletrônica

Depois de verificar que sua técnica de fabricação produz chips funcionais, a equipe decidiu publicar o projeto detalhado de sua microfábrica para que outras equipes explorem a técnica para fabricar seus próprios processadores. A expectativa é que a fabricação microfluídica possa dar um novo impulso à produção de materiais optoeletrônicos - componentes que produzem, detectam e controlam a luz - que são vitais para a próxima geração de tecnologias não apenas de computação, mas também de energias renováveis.

"Esperamos que este avanço conduza a uma revolução no desenvolvimento de novos materiais vitais para a eletrônica computacional. O trabalho fornece uma plataforma sólida para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos de próxima geração. Além disso, os materiais e os métodos usados são extremamente promissores para uma ampla gama de outras aplicações potenciais além dos dispositivos atuais," disse a professora Anna Baldycheva, da Universidade de Exeter, no Reino Unido.


domingo, 12 de março de 2017

Lei de Ohm

A diferença de potencial entre os terminais de um circuito é igual ao produto da resistência desse circuito pela intensidade da corrente elétrica que passa pelo circuito.



sexta-feira, 10 de março de 2017

Ionotrônica: a eletrônica movida a íons


O material, conhecido como LSMO, exigiu a fabricação de uma estrutura especial para a análise do transporte iônico, incluindo uma ponta de prova em nanoescala, que pudesse detectar as variações locais geradas pelo controle elétrico.



Íons em vez de elétrons

O interesse em construir computadores com um funcionamento mais parecido com o nosso cérebro - os chamados processadores neuromórficos - pode necessitar de uma abordagem ligeiramente diferente daquele permitido pela eletrônica. Ocorre que nosso cérebro não é eletrônico, ele é mais "ionotrônico" - nossos neurônios se comunicam por sinapses, cujos sinais químicos são trocados por meio de íons, e não de elétrons.

E pesquisadores finlandeses já estão dando os primeiros passos rumo à construção de dispositivos de computação ionotrônicos sintéticos. Eles estão começando pela criação das memórias, uma parte fundamental de qualquer computador. Para isso, a equipe desvendou como a migração de um íon de oxigênio em um material cerâmico faz com que o material altere sua estrutura cristalina de uma maneira uniforme e reversível, apresentando fortes modulações da resistência elétrica - essencialmente um processo de troca de resistência que pode ser a base de uma memória de acesso aleatório (RAM).

Ionotrônica

A migração dos íons de oxigênio para longe da área onde os eletrodos aplicam a tensão elétrica resulta em uma mudança abrupta na estrutura atômica do material, fazendo com sua resistência elétrica aumente. Invertendo a polaridade da tensão aplicada, as propriedades do material original são restauradas completamente. Simulações eletrotérmicas mostram que esse efeito de comutação, ou chaveamento, é produzido por uma combinação do aquecimento da amostra, induzida pela corrente, com a migração dos íons, dirigida pelo campo elétrico.

"O material que investigamos neste estudo é um óxido complexo. Os óxidos complexos podem exibir muitas propriedades físicas interessantes, incluindo magnetismo, ferroeletricidade e supercondutividade, e todas essas propriedades variam sensivelmente com o estado de oxidação do material. Apesar de termos demonstrado correlações diretas entre o conteúdo de oxigênio, a estrutura cristalina e a resistência elétrica, o mesmo conceito ionotrônico poderia ser utilizado para controlar outras propriedades materiais," disse o professor Sebastiaan van Dijken.

Trônicas

A equipe pretende agora aplicar esses conhecimentos e, principalmente, os equipamentos que eles desenvolveram para obtê-lo, para analisar materiais como as perovskitas e outros compostos usados na optoeletrônica. Não se espera que a ionotrônica comece a produzir frutos antes de vários anos de pesquisas, mas ela vem se juntar a um conjunto de campos emergentes, como a atomotrônica, a piezoeletrônica e a valetrônica. Somente esses anos de pesquisa à frente dirão se algum deles despontará como uma alternativa mais eficiente à eletrônica, ou se cada um encontrará seu próprio nicho de aplicações.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Revistas

Estou tendo problemas com o acesso a minha conta no mediafire, eu ia adicionar mais algumas revistas no final de semana, mas não consegui, assim que eu conseguir acesso novamente eu adiciono.

Aproveito também para falar que um leitor do blog deixou o link para download da edição 52 da revista Divirta-se com a Eletrônica nos comentários do post da revista, por causa do problema com o mediafire ainda não consegui fazer o upload portanto se alguém quiser se adiantar e baixar a edição pelo 4shared é só acessar o link nos comentários, acredito que agora sim temos a coleção completa.

Também quero falar que achei o curso do Instituto Monitor completo na net e se alguém quiser baixar é só acessar por esse link.

Criado transístor que funciona com calor


Este é o primeiro transístor a calor fabricado no mundo - e ele já nasce com várias aplicações potenciais.



Transístor termal

A eletrônica do calor, ou fonônica, ficou mais perto das aplicações práticas graças ao trabalho de Dan Zhao e Simone Fabiano, da Universidade de Linkoping, na Suécia. Eles criaram um transístor que funciona com calor, em vez de eletricidade - um transístor termoelétrico. E com o adicional de ser orgânico, ou seja, é feito com semicondutores poliméricos.

Basta uma elevação de temperatura de um único grau para provocar uma modulação de corrente detectável no transístor termal. "Somos os primeiros no mundo a apresentar um circuito lógico, neste caso um transístor, que é controlado por um sinal de calor, em vez de um sinal elétrico", comemorou o professor Xavier Crispin, coordenador da equipe.

Câmeras de visão noturna

O transístor acionado pelo calor já nasce visando uma série de aplicações potenciais, como circuitos controlados pelo calor presente na luz infravermelha, para uso em câmeras de calor - as conhecidas câmeras de visão noturna -, e em curativos médicos capazes de monitorar o processo de cicatrização. Outra possibilidade é construir uma matriz de píxeis inteligentes, para substituir totalmente os sensores atualmente utilizados para detectar radiação infravermelha nas câmeras termais.

Com desenvolvimentos adicionais, segundo a equipe, a nova tecnologia pode permitir a incorporação de câmeras de visão noturna nos telefones celulares a um custo baixo, uma vez que os materiais usados na construção do transístor são baratos e de síntese fácil.

Transístor a calor

O transístor termal depende de um único conector até o eletrólito sensível ao calor, que atua como sensor, graças ao uso de um material com alta sensibilidade térmica - 100 vezes maior do que os materiais termoelétricos tradicionais, que a equipe já vem desenvolvendo há vários anos. Cerca de um ano atrás, esse material já havia sido utilizado em um papel de energia que tem como base um supercapacitor carregado pelos raios solares. No capacitor, o calor é convertido em eletricidade, que pode então ser armazenado até que seja necessário.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Revistas Elektor [Década de 1980]




É com grande prazer que trago a vocês essa coleção da melhor literatura técnica existente no mundo até os dias de hoje.

No Brasil as publicações da revista Elektor teve duas fases, essa primeira que teve vida curta com apenas 29 edições iniciada em Julho de 1986 até Fevereiro de 1989 e a mais recente iniciada em Abril de 2002 e que não tenho tanta certeza, mas acho que também não está sendo mais editada e distribuída, infelizmente. Uma excelente revista que sempre procurou trazer o que é de melhor em se tratando de projetos eletrônicos, todos testados nos laboratórios da revista garantindo o seu funcionamento.

Para os interessados em fazer uma assinatura mensal da edição em pdf pode acessar esse link.


Quero aproveitar e deixar meus agradecimentos ao Don Akkermans e Raoul Morreau pela cordialidade e receptividade quando entrei em contato com a Elektor para pedir a permissão para essa publicação.


Qualquer problema ou erro nos links deixem um comentário.

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Acabei esquecendo de um detalhe:

Índice

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 Atualização

Pessoal a Elektor estendeu aquela promoção para assinatura digital Green Membership dando 50% de desconto para os leitores do blog, basta usar o código PICCO16 no campo "Do you have a cupon code" no link acima para receber o desconto, a promoção é válida até 31 de Março então aproveite para fazer sua assinatura antes que acabe a promoção.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Nasce primeiro material ferroelétrico flexível


Micrografia dos cristais de haloimidazole, que é um material flexível orgânico com propriedades ferroelétricas e piezoelétricas.



Ferroelétrico flexível

Está pronto primeiro material ferroelétrico flexível. Este é um avanço longamente esperado para o campo do armazenamento magnético de dados, mas também será importante para a fabricação de atuadores de precisão para os microscópios de força atômica, sensores de imagem de ultrassom, emissores para aplicações médicas e até mesmo de sensores para algumas aplicações automotivas.

Os materiais ferroelétricos já são largamente usados em memórias e na microeletrônica em geral. Suas propriedades especiais originam-se do fato de que eles contêm regiões polarizadas em uma orientação específica, que podem ser controladas com um campo elétrico externo. O problema é que eles são quebradiços, o que impede seu uso em um maior número de aplicações.

Esse problema agora foi resolvido por uma equipe do Laboratório Nacional Argonne e da Universidade Northwestern, ambos nos EUA.

Ferroelétrico e piezoelétrico

Uma das grandes vantagens do material ferroelétrico flexível vem do fato de que todos os materiais ferroelétricos são também piezoelétricos, o que significa que eles podem converter uma força mecânica em um pulso elétrico, ou vice-versa. É por isso que eles são usados em atuadores de precisão e em sistemas de colheita de energia. O impacto da inovação para o armazenamento de dados também deverá ser grande. "Com o armazenamento ferroelétrico há um potencial de uma densidade de informação muito grande. Isso pode fazer uma grande diferença quando pensamos sobre as futuras gerações da nuvem de dados," disse o professor Seungbum Hong.

"Como a ferroeletricidade e este tipo de flexibilidade são propriedades relativamente raras de se ver por isoladamente, ter tanto a ferroeletricidade como a flexibilidade neste novo material é basicamente algo sem precedentes," acrescentou Hong. A tão esperada flexibilidade emerge porque os planos do cristal no nível atômico tendem a escorregar uns em relação aos outros, o que dá ductilidade ao material.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Transistores especiais podem funcionar anos sem bateria


"Se formos usar a energia de uma pilha AA típica com base neste projeto, ela poderia durar por um bilhão de anos," escrevem os dois engenheiros em seu artigo.



Transístor de baixo consumo

Um novo design de transistores que operam com energia reciclada do seu próprio funcionamento pode se tornar o elemento fundamental de aparelhos que funcionem por meses, ou até anos, sem baterias, e que poderiam ser usados para eletrônicos portáveis, de vestir, implantáveis ou para a Internet das Coisas.

Conforme cada transístor capturar do ambiente uma parte da energia que precisa para funcionar, o aparelho como um todo tem uma redução drástica no consumo de energia. Usando um princípio semelhante a um computador em modo suspenso, o novo transístor funciona usando um pequeno "vazamento" de corrente elétrica, conhecido como "corrente de estado próximo do desligamento", que hoje se transforma em calor.

Esse vazamento, como a água pingando de uma torneira com defeito, é uma característica de todos os transistores, onde também é visto como um defeito - esta é a primeira vez que ele foi efetivamente capturado e usado funcionalmente. Essa reciclagem de energia abre novas possibilidades para o projeto de aparelhos para a Internet das Coisas, como sensores pequenos demais para acomodar baterias grandes.

Aproveitando a barreira Schottky

Os novos transistores recicladores de corrente de fuga podem ser produzidos a baixas temperaturas por impressão, usando praticamente qualquer material como base, de vidro e plástico até poliéster e papel. Eles são baseados em uma arquitetura que tira proveito de uma característica não desejável para o projeto usual dos transistores, um ponto de contato entre o metal e o semicondutor de um transístor conhecido como "barreira Schottky".

"Nós estamos desafiando a percepção convencional de como um transístor deve ser", disse o professor Arokia Nathan, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. "Nós descobrimos que essas barreiras Schottky, que a maioria dos engenheiros tenta evitar, na verdade têm as características ideais para o tipo de aplicações de energia ultrabaixa que estamos visando, como os eletrônicos de vestir ou implantáveis para monitoramento da saúde," concluiu.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Pista quântica inclinada deixa qubit acelerar sem derrapar


A forma da frente de onda dos pulsos de laser é responsável pela aceleração da dinâmica das partículas quânticas, ou qubits.


Corrida quântica

O que têm os futurísticos computadores quânticos a ver com uma pista de corrida? Difícil dizer, mas a analogia pode ser útil. Inspirados em pistas de corrida como Indianápolis e Daytona, físicos descobriram uma nova forma de controlar os bits dos computadores quânticos, que são muito propensos a derrapar e sair da pista - ou, em outros termos, a sofrer interferências e perder os dados.

As pistas ovais possuem uma inclinação lateral - de até 30º - para permitir que os carros corram mais rápido. É mecânica newtoniana básica: a inclinação da pista para o interior permite que a força normal proporcionada pelo pavimento cancele a aceleração centrífuga do carro, ou sua tendência para deslizar para o lado externo da curva. Quanto maior a velocidade que se deseja atingir, maior deve ser o ângulo de inclinação da pista. "A dinâmica das partículas quânticas se comporta de forma análoga. Embora as equações do movimento sejam diferentes, para mudar com precisão o estado de uma partícula quântica em alta velocidade você precisa projetar a pista adequada para transmitir as forças certas," explicou o professor Aashish Clerk, líder de uma equipe dos EUA e da Alemanha que usou esse conhecimento para facilitar a vida dos projetistas dos computadores quânticos.

Eles idealizaram uma técnica para permitir uma dinâmica quântica mais rápida absorvendo as acelerações prejudiciais sentidas pela partícula quântica. Essas acelerações, a menos que sejam compensadas, podem desviar a partícula de sua trajetória no espaço do estado quântico, de forma similar a que a aceleração centrífuga deflete o carro de corrida de sua trajetória na pista.

Pista inclinada para qubits

Para construir essa pista quântica inclinada, a equipe usou pulsos de laser com formatos - a "frente da onda" - cuidadosamente ajustados e confirmou que o aparato consegue dirigir com precisão a trajetória dos elétrons envolvidos em um dos qubits mais promissores para a computação quântica: as vacâncias de nitrogênio, isoladas no interior de nanodiamantes.

"Nós demonstramos que esses novos protocolos podem alternar o estado de um bit quântico, de desligado para ligado, 300% mais rápido do que os métodos convencionais," confirmou o professor David Awschalom, cuja equipe recentemente construiu um qubit geométrico imune a interferências externas. "Aproveitar cada nanossegundo do tempo de operação é essencial para reduzir o impacto da decoerência quântica," acrescentou Awschalom, referindo-se ao fenômeno de perda do dado do qubit. "O que é promissor para transferir essas técnicas para fora do laboratório é que elas são efetivas mesmo quando o sistema não está perfeitamente isolado," acrescentou outro membro da equipe, Guido Burkard.