sexta-feira, 30 de junho de 2017

Descoberto componente fundamental para telas controladas sem toque


O fotocapacitor deverá viabilizar as interfaces gestuais sem contato.


Telas controladas por luz

Em Minority Report, o personagem de Tom Cruise usa luvas que lhe dão o poder de manipulação virtual. A luz parece permitir que ele controle a tela como se fosse uma tela sensível ao toque, só que ele não toca em nada, movimentando as mãos no ar. Essa tecnologia ainda fica melhor posicionada no lado da ficção científica, mas talvez não mais tão distante da realidade.

Pesquisadores japoneses descobriram um fenômeno chamado efeito fotodielétrico, que poderá permitir fabricar "telas de toque sem toque" - telas controladas a laser, com movimento em pleno ar.

Capacitor controlado por luz

Uma série de componentes avançados para circuitos lógicos vêm sendo desenvolvidos nos últimos anos. Em vez da eletricidade que controla seus equivalentes eletrônicos tradicionais, esses componentes básicos são controlados com luz - são os fotorresistores, fotodiodos e fototransistores.

No entanto, ainda não existe um fotocapacitor. "Um fotocapacitor fornece uma nova maneira de operar circuitos eletrônicos com luz. Ele impulsionará a evolução da eletrônica para a próxima geração da fotoeletrônica," disse o professor Hiroki Taniguchi, da Universidade de Nagoya.

Os capacitores são componentes básicos para todos os tipos de eletrônicos, funcionando de forma semelhante a depósitos para elétrons. Eles podem, por exemplo, armazenar energia ou filtrar frequências indesejadas. Em sua versão mais simples, um capacitor consiste em duas placas condutoras paralelas separadas por um material eletricamente isolante, chamado dielétrico, como o ar ou vidro. Aplicando uma tensão nas placas faz com que as cargas opostas se acumulem em ambas as placas. As propriedades do dielétrico desempenham um papel determinante no perfil do campo elétrico entre as placas e, por sua vez, quanta energia o capacitor consegue armazenar.

O pulo do gato de um fotocapacitor consiste na possibilidade de usar a luz para controlar uma propriedade do dielétrico chamado permissividade, uma medida que indica quanta carga elétrica é armazenada em um material para um dado campo elétrico, sendo um indicador da eficácia do material dielétrico. Outras equipes já haviam obtido um tipo de efeito fotodielétrico usando uma variedade de materiais, mas sempre dependendo da fotocondutância, na qual a luz controla a condutividade elétrica dos materiais. O aumento da condutância resulta em uma maior permissividade dielétrica.

Mas este tipo de efeito fotodielétrico extrínseco, ou indireto, não é adequado para aplicações práticas porque um capacitor deve ser um bom isolante, impedindo a corrente elétrica de fluir, explica Taniguchi. Mas, sob o efeito fotodielétrico extrínseco, as propriedades isolantes de um capacitor se deterioram. Além disso, esse capacitor só funcionaria com corrente alternada de baixa frequência, enquanto os circuitos eletrônicos funcionam com corrente contínua.

Efeito fotodielétrico

Agora, Taniguchi e seus colegas identificaram um efeito fotodielétrico intrínseco em uma cerâmica. "Nós demonstramos a existência do efeito fotodielétrico experimentalmente," disse ele. Ainda não está claro como o efeito fotodielétrico intrínseco funciona, mas Taniguchi suspeita de defeitos na estrutura cristalina da cerâmica onde ele foi identificado, cuja fórmula química é LaAl0,99Zn0,01O3-δ - vale lembrar que toda a eletrônica funciona com base em "defeitos" intencionalmente inseridos nos semicondutores, os chamados materiais dopantes.

Assim, mais pesquisas serão necessárias antes de vermos telas controladas por luz fora das telonas, mas esta descoberta é um passo significativo nesse rumo. Pesquisas adicionais procurarão aumentar a intensidade do efeito e minimizar qualquer dissipação de energia. Entendendo o funcionamento do fotodielétrico intrínseco também será possível identificá-lo em outros materiais que possam se mostrar mais adequados para aplicações práticas.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Antena plano terra para escutar aviação

Fiz essa antena para escutar a faixa de aviação que no meu rádio fica entre 118 a 137MHz, a frequência central é 127,5MHz, sendo assim eu calculei as varetas da antena para 1/4 do comprimento de onda ficando com 59cm aproximadamente.

O tamanho exato não tem muita importância já que a antena vai ser usada apenas para recepção, por isso quem quiser montar não se preocupe tanto com a precisão, isso vale também para o cabo usado que no caso eu usei cabo de 75 ohms e não 50 ohms, mas o cabo deve ser de boa qualidade para que não haja perdas, o cabo que usei é o mesmo usado pelas empresas de TV a cabo ou satélite e que hoje em dia é possível achar em muitas lojas para comprar.

A ligação dos elementos é bem simples e pode ser visto na imagem abaixo:


A montagem da antena é bem fácil, basta ter alguma prática em soldar e furar, eu usei um cap de PVC de 3/4 juntamente com um pedaço de cano de PVC da mesma medida. Os elementos são feitos de fio rígido de cobre de 6mm2.

Em vez de soldar os elementos no cabo coaxial eu soldei em um conector fêmea para uso de cabo 75 ohms, o mesmo conector que tem nas TVs para conectar o cabo de antena, na imagem abaixo é possível ver como ficou depois de soldado os elementos.




Uma dica que dou em relação a solda é usar ferro de solda com mais de 50W para que o tempo de soldagem das varetas radiais seja o mais rápido possível para evitar derreter o cap de PVC, estanhar as pontas dos elementos e o conector para facilitar a solda.

Abaixo um vídeo da antena finalizada e instalada.




No meu canal no youtube é possível ver alguns vídeos de escutas realizadas com essa antena e um vídeo comparando essa antena com uma log periódica para FM.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Qubits fabricados no diamante com precisão nanométrica





Bits no diamante

É cada vez maior a chance de que os computadores quânticos tenham corpo e alma de diamante. Como é muito difícil lidar com os bits quânticos, várias equipes ao redor do mundo estão trabalhando com diferentes tipos de qubits - atualmente, os qubits supercondutores e os qubits de diamante são os mais promissores, embora a computação quântica no silício também esteja avançando rápido.

Agora, uma equipe do MIT, da Universidade de Harvard e dos Laboratórios Sandia, todos nos EUA, desenvolveram um processo para fabricar os qubits dentro dos nanodiamantes de uma forma muito precisa - nos primeiros protótipos, os qubits ficam a apenas 50 nanômetros de distância, em média, do alvo pretendido.

Fabricar o circuito, depois gravar o qubit

Os qubits de diamante consistem na verdade em defeitos no interior do diamante, defeitos estes conhecidos como vacâncias, quando um átomo de carbono da estrutura cúbica do diamante é substituído por outro átomo - o qubit consiste na orientação magnética dos elétrons "soltos" nesse defeito. Embora as vacâncias mais estudadas sejam as de nitrogênio, elas podem ser de qualquer átomo que possa funcionar como dopante no diamante. Tim Schroder e seus colegas usaram vacâncias de silício, que emitem luz em uma faixa de frequências mais estreita e não requerem o resfriamento criogênico dos defeitos de nitrogênio - essas vacâncias também são conhecidas como centros de cor.

Ocorre que essas emissões de luz são extremamente tênues. Para seu uso prático como bit quântico é necessário amplificá-las, dirigi-las e então recombiná-las para executar os cálculos. É por isso que é importante posicionar esses defeitos com precisão: é mais fácil traçar os circuitos ópticos no nanodiamante e depois inserir os qubits nos locais corretos do que localizar qubits aleatoriamente posicionados e depois construir os circuitos ópticos ao redor deles.

Para demonstração da técnica, a equipe usou um filme fino de diamante com 200 nanômetros de espessura, no qual foram entalhadas cavidades ópticas para aumentar a luz emitida pelos qubits. Cada cavidade óptica recebeu então de 20 a 30 íons de silício. Um tratamento térmico final deu mobilidade a essas vacâncias, o que deixou os qubits a, em média, apenas 50 nanômetros de distância da posição ideal, mas já dentro de posições válidas para operação do circuito previamente gravado. A equipe espera que novos aprimoramentos da técnica deem resultados ainda melhores.


terça-feira, 6 de junho de 2017

Radiofone Philips Mod. 06 RF 686



Pessoal, quero agradecer a todos que deixaram comentários a respeito do receptor Philips, em especial ao Eustáquio Antônio(PY4NK) que me enviou o manual do receptor.

Devido a minha pouca experiência não tinha reparado que o modelo estava impresso em um papel colado no dissipador do amplificador, como estava marcado na etiqueta tipo e não modelo achei que fosse algum código interno do fabricante.




segunda-feira, 5 de junho de 2017

Rádio de mesa Philips - Alguém conhece esse modelo?

Pessoal, estou procurando informações a respeito do modelo desse receptor, agradeço qualquer informação.