quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Boas Festas a Todos

Gostaria de desejar um feliz Natal e um próspero ano novo a todos os leitores do blog e seus familiares.

Estou entrando em recesso e voltarei com minhas atividades na internet após o ano novo com mais revistas inéditas.

Carga ativa para fontes - Video demonstrativo

Com um pouco de atraso, mas saiu.





domingo, 20 de dezembro de 2015

Antena de ferrite para Ondas Médias

Depois de muitos experimentos com esse tipo de antena, essa é minha última montagem de antena de ferrite.

Nessa montagem eu usei um tubo de pvc de 32mm, é um tubo um pouco mais grosso do que o comum de 3/4 sendo que seu diâmetro interno tem 1 polegada.

Decidi fazer essa antena depois de montar uma versão menor com esse mesmo tubo, a vantagem de usar essa medida de tubo é que o capacitor variável cabe dentro do tubo sem ter que fazer adaptações ou cortes no tubo como fiz nessa outra antena.

Eu usei barras de ferrite que tinha por aqui e completei os espaços com ferrite em pó, todos os ferrites usados são para OM e não são ferrites de yoke de TV como fiz algumas experiências anteriores.

Abaixo a imagem dos ferrites dentro do tubo ainda sem adicionar o ferrite em pó.




O tubo tem um comprimento de 40 cm e foram necessários diversas barras de ferrite para preencher o comprimento total do tubo. Eu usei fio Litz para fazer a bobina e como não tinha um pedaço suficiente para a bobina toda eu fiz duas bobinas e liguei em série. A primeira bobina ficou com 15 espiras e a segunda com 25 espiras. O início da primeira bobina está a 16,5 cm de distância do lado oposto ao variável e a segunda bobina eu confeccionei com as espiras mais espaçadas para atingir o valor necessário para cobrir a faixa toda de OM, abaixo a foto das bobinas.




Para enrolar a segunda bobina com o espaçamento igual entre as espiras eu usei dois fios em paralelo e ao final, um deles foi retirado. O capacitor variável que usei foi retirado de uma sucata de rádio AM que foi conectado as secções em paralelo, também ajustei os trimmers dele para que o início do valor fique em torno de 1pF.
A faixa de atuação da antena ficou entre 460kHz a 1710kHz. Abaixo a foto mostrando a antena finalizada e comparando com o outra antena que eu já usava.




Usei um espaguete termo retrátil para dar o acabamento no tubo e proteger a bobina. Todo material usado(com exceção do espaguete termo retrátil) foi comprado no ferro velho e o custo da antena não passou dos R$15,00.

Conclusão

O ganho da antena praticamente dobrou em relação a antena de 1 polegada vista na imagem acima, mas em relação a minha loop de quadro de 50 cm ficou bem abaixo.
Para viagens onde não há possibilidade de levar antenas de grandes volumes é o ideal e pode proporcionar um bom divertimento se usada com um bom receptor, mas para prática do DX de longa distância o ganho ainda é muito baixo, para isso é melhor dar preferências para antenas loop de quadro com pelo menos 1 metro.

É possível fazer antenas de ferrite com mais ganho aumentando o diâmetro do tubo, mas não compensa porque se for adquirir material novo como as barras de ferrites por ex., o preço que se gasta pode ser usado para montar grandes antenas de quadro feitas de pvc e que sejam portáteis como nesse vídeo que foi onde me baseei para construir minha loop de quadro de 1 metro de pvc que pretendo fazer um post só para falar dela futuramente.
Para fazer minhas escutas eu usei a antena de ferrite de 1 polegada e quando tinha alguma emissora com sinal muito baixo eu usava minha loop de quadro de 50 cm para identificar a emissora, já com essa nova antena muitas das emissoras que chegavam fraca eu consegui identificar pois o sinal no receptor chega mais forte.

Abaixo um vídeo que acabei de fazer para adicionar nesse post.



terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Diodo para fótons individuais


Neste diodo óptico, apenas um fóton consegue passar de cada vez, e sempre num único sentido.

Diodo óptico

Rumo à computação fotônica - processadores que funcionam com luz - e à computação quântica, está sendo necessário recriar os componentes dos circuitos lógicos capazes de lidar não com elétrons, mas com fótons. Um dos componentes fotônicos mais pesquisadores é o diodo, que deixa a luz passar apenas em uma direção, nunca retornando.

Clément Sayrin, da Universidade de Tecnologia de Viena, na Áustria, deu um passo largo nesse sentido, tão largo que já lida diretamente com as necessidades dos processadores quânticos. Enquanto nos processadores fotônicos basta criar uma via de mão-única para feixes de luz, na computação quântica é essencial trabalhar com fótons individuais, já que eles funcionam como qubits.

Diodo para fótons individuais

Sayrin então criou um diodo para fótons individuais, um componente fotônico que permite que os fótons passem um de cada vez em uma fibra óptica, sempre num único sentido, nunca retornando, exatamente como os diodos eletrônicos fazem com a corrente elétrica nos circuitos atuais. A luz que tenta viajar na contramão é praticamente toda absorvida por um aglomerado de átomos superfrios, armazenados cuidadosamente em um dos lados da fibra óptica, enquanto os fótons que viajam na direção correta fluem livremente.

Para tornar seu componente prático, contudo, a equipe austríaca precisará agora substituir seu conjunto de átomos absorvedores por algum material de estado sólido, e fazer tudo funcionar a temperatura ambiente. Várias abordagens têm sido usadas para a construção de diodos ópticos, com participação importante de físicos brasileiros. Uma dessas possibilidades, por exemplo, usa uma espécie de magnetismo sintético para controlar a direção da luz.

Fonte: Inovação Tecnológica

domingo, 6 de dezembro de 2015

Sensor detecta fogo antes do cheiro e da fumaça


O sensor possui a inteligência embutida para avaliar a leitura dos quatro detectores individuais.



Nariz eletrônico

Fios elétricos em curto-circuito estão entre as principais causas de incêndios. Esse risco poderá ser minimizado a partir de agora graças a um sensor desenvolvido por Rolf Seifert e seus colegas da Universidade Karlsruhe, na Alemanha. O sensor detecta o risco iminente do incêndio antes que os fios sequer comecem a cheirar queimado ou mesmo a mudar de cor pela ação do calor - e bem antes dos primeiros sinais de fumaça.

O dispositivo é um sensor híbrido, composto por quatro áreas feitas com diferentes óxidos metálicos, que conseguem detectar gases de diferentes composições e concentrações com altíssima sensibilidade. Além disso, o dispositivo possui um chip rodando um software que avalia continuamente a leitura dos quatro sensores individuais, avaliando os dados para dar o alarme ao primeiro sinal de perigo.

Sensor híbrido

"Para o desenvolvimento do sensor, utilizamos o efeito de que vários gases reagem de maneiras diferentes com óxidos metálicos sensíveis ao gás em função da temperatura," explicou o professor Heinz Kohler, coordenador da equipe. A medição simultânea da resistência elétrica nas quatro áreas do sensor permite detectar a composição e a concentração dos gases assim que eles começam a emanar dos fios, muito antes que o cheiro possa ser identificado pelos narizes humanos. "Sensores híbridos podem ser usados em qualquer lugar, como componentes isolados ou em uma rede. Eles também podem ser combinados com a tecnologia de segurança clássica, como as câmeras infravermelhas," disse o professor Hubert Keller, membro da equipe.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Exaustor para ferro de solda [Parte 2 e 3]

Acabou ficando em duas partes porque a bateria da câmera acabou quando estava gravando e eu não juntei.






terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Livros diversos

Dando continuidade a série de livros postadas aqui eu trago mais três edições, essa é mais uma contribuição do Roberto.





Microfone de grafeno supera microfones comerciais


A membrana de grafeno foi colocada no suporte de um microfone comercial.


Membrana de grafeno

Apenas trocar a membrana principal de um microfone disponível comercialmente, colocando em seu lugar uma membrana de grafeno, resultou em um microfone 32 vezes mais sensível.

"Nós queríamos mostrar que o grafeno, embora seja um material relativamente novo, tem potencial para aplicações no mundo real," disse Marko Spasenovic, da Universidade de Belgrado, na Sérvia. A membrana é formada por 60 camadas de grafeno sobrepostas, todas depositadas inicialmente sobre uma película de níquel por meio de uma técnica chamada deposição de vapor químico. A seguir o substrato de níquel é removido, deixando apenas a membrana de grafeno.

Prova de conceito

Para melhorar a comparação e a aferição dos resultados, a membrana de grafeno foi colocada no suporte de um microfone comercial, gerando uma sensitividade 15 dB mais elevada do que o microfone original, cuja membrana é feita de níquel. A equipe também simulou uma membrana com 300 camadas de grafeno de espessura, que mostrou potencial para detectar até a faixa dos ultrassons.

"Uma membrana de grafeno mais espessa teoricamente pode ser mais esticada, permitindo o desempenho na faixa ultrassônica, mas infelizmente ainda não conseguimos fabricá-la experimentalmente," disse Spasenovic. A equipe, contudo, reconhece que o processo de fabricação da membrana de grafeno está longe de chegar ao nível industrial, o que torna essa "aplicação do mundo real" mais uma ótima prova de conceito obtida em laboratório.


Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Desacoplamento da alimentação



Transistores podem ser acessados à distância


A equipe criou um novo método de acessar o interior de um transístor por meio de ondas de rádio - um acesso remoto.


Leitura remota de transistores

Pode ser o sonho dos "espiões de estado" ou o pesadelo dos espionados - o fato é que engenheiros descobriram que é possível acessar "remotamente" os transistores usados nos chips, sem precisar nem tocar em seus terminais.

O "remotamente" é um tanto figurativo, já que a técnica exige uma película instalada logo acima do chip. Mas, com processamentos cada vez mais feitos na nuvem, sem que o usuário saiba onde está o processador, a possibilidade de exploração da técnica é real. Shovon Pal e seus colegas da Universidade de Ruhr, na Alemanha, conseguiram acessar os transistores tirando proveito das camadas ultrafinas de elétrons que se formam no interior desses componentes eletrônicos e nas quais se baseia seu funcionamento.

Gases de elétrons 2D

Os elétrons que fluem no interior dos transistores têm características físicas tão especiais que os pesquisadores chamam seu conjunto de "gases de elétrons 2D". A equipe demonstrou que esses gases podem ser controlados não apenas pela corrente elétrica normal, circulando dentro do chip, mas também por frequências de rádio.

"Um gás de elétrons 2D é como uma geleia. Se for aplicada eletricamente uma pressão sobre o gás a partir de cima, com uma frequência característica, são geradas oscilações na espessura e na densidade do gás," explica o professor Andreas Wieck, orientador do trabalho, esclarecendo que isto pode ser usado para ler ou alterar o dado sendo manipulado pelo componente. Como a nuvem de elétrons no interior do transístor tem uma espessura de cerca de dez nanômetros, suas oscilações seguem as leis da mecânica quântica, o que significa que essas oscilações têm uma frequência específica - na faixa dos terahertz, ou 1012 Hertz. Assim, para manipulá-las, basta gerar uma onda com a frequência precisa, o que permitiu à equipe criar um novo método de acessar o interior de um transístor - um acesso remoto. O acesso foi feito por meio de ressonadores metálicos depositados na superfície do chip, cerca de 0,1 micrômetro acima dos transistores - essa distância é cerca de 10 vezes maior do que o tamanho de cada transístor individual.

Sensores moleculares

Se os bisbilhoteiros vão tirar proveito ou não da nova técnica é algo que provavelmente nunca se saberá ao certo. Mas a equipe afirma que há usos práticos muito interessantes para a leitura remota dos transistores, sobretudo na criação de sensores ultrassensíveis para aplicações químicas e ambientais. Isto porque as oscilações das moléculas tipicamente acontecem justamente na faixa dos terahertz. Com transistores modificados, essas oscilações podem ser detectadas, o que resultaria em sensores capazes de reagir às frequências das moléculas dos gases ou líquidos que se queira detectar.

Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Exaustor para ferro de solda [Parte 1]

Esse é mais uma ferramenta indispensável a qualquer técnico/hobbysta, essa é a primeira de quatro partes que filmei para compartilhar com todos que gostam de eletrônica.



sexta-feira, 13 de novembro de 2015

RevoMaker: eletroeletrônicos direto da impressora 3D


Em cima, o projeto de um mouse personalizado e o equipamento já em uso. Embaixo, o mesmo mouse sendo fabricado.


Eletroeletrônicos sob encomenda

Engenheiros da Universidade Purdue, nos EUA, criaram uma impressora 3D que permite a criação de produtos funcionais contendo eletrônica embarcada, componentes motorizados ou mecânicos. Seja um robô experimental, um brinquedo, um aparelho baseado em tecnologias como Arduino ou PIC, ou um mouse moldado com precisão à mão do usuário, praticamente qualquer coisa é possível. "Os brinquedos saem funcionando da impressora," garante o professor Karthik Ramani.

Fazedor revolucionário

Como as impressoras 3-D convencionais criam os objetos camada por camada, de baixo para cima, é muito difícil criar características salientes, como os braços de um robô, por exemplo. Essas protuberâncias devem ser construídas utilizando estruturas de apoio, que são posteriormente removidas, desperdiçando tempo e material.

Para incluir funcionalidades elétricas ou eletrônicas, a impressora deve fabricar peças individuais, que serão posteriormente montadas juntamente com os circuitos e peças necessários. O novo sistema, batizado de RevoMaker, reduz a necessidade de estruturas de suporte para características salientes e ainda utiliza uma nova técnica para a impressão multidirecional que evita a necessidade de montagem posterior, já que o objeto é impresso em torno da eletrônica embarcada.

Impressora 3-D em 3-D

As diferentes partes do objeto são inicialmente particionadas digitalmente e impressas em torno de uma caixa que contém os componentes eletrônicos, elétricos e mecânicos. A caixa é então colocada em um eixo rotativo, tornando a impressora duplamente 3D - os objetos são impressos em toda a volta dessa caixa, que serve como uma espécie de "semente".

"Com uma impressora 3-D tradicional, você imprime em um berço de impressão plano, e a plataforma é fixa," explica o professor Raymond Cipra, membro da equipe. "A nossa estratégia consiste em substituir o berço de impressão por um cuboide cortado a laser que pode ser rotacionado em torno de um eixo para oferecer superfícies de impressão ortogonais em cada um dos lados do volume. Esse volume cuboidal é também o espaço dentro do qual a eletrônica, motores e baterias são incorporados antes que o processo de impressão comece," explica Cipra.

Fábrica pessoal

As caixas plásticas podem também ser produzidas na forma de matrizes planas, que poderiam ser desdobradas e montadas em série, para criar uma variedade de produtos. Mas a equipe está mais interessada em algo mais próximo das "fábricas domésticas". "A ideia é que isto seja mais personalizado do que os trabalhos de impressão 3D tradicionais, nada de fabricação em massa," destacou Ramani. "Eu vislumbro objetos produzidos a partir de módulos, feitos para um número pequeno de pessoas. Você irá até a loja comercial do bairro, onde eles imprimem produtos personalizados sob demanda."


Fonte: Inovação Tecnológica

domingo, 25 de outubro de 2015

Fonte Variável - Três saídas independentes [Parte final]

Neste post eu trago a parte final dessa montagem, vai ficar faltando a inclusão das três chaves seletoras, mas pelo menos com os potenciômetros é possível usá-la normalmente.

Eu dividi o esquema em duas partes, a primeira parte é referente a placa principal que possui a ponte retificadora, os capacitores de filtro, o LED e os componentes que estão na placa fixa nos bornes de saída e a segunda parte é do bloco regulador, abaixo os dois esquemas:


Placa principal

 Bloco regulador

Além desses componentes eu adicionei um capacitor cerâmico de 1n x 1kV entre a fase e o terra e entre o neutro e terra para desacoplar a RF na entrada AC, um filtro AC e um fusível de 1,5A na entrada AC como mostro nesse outro esquema abaixo:

 
Eu simplifiquei esse desenho, mas tem também a chave que seleciona 110/220V no primário do transformador, lembrando que o terra dos capacitores C4, C5, C7 e C8 assim como o filtro FL1 não são ligados aos negativos das saídas, são conectados ao terra da tomada na entrada AC.

 A lista dos componentes segue abaixo:

 - Placa principal

BR1 - Bloco regulador

B1 - D3SBA60 [RS405M]
D1 - LED vermelho
D2 - 1N4007

R1 - 2,2K
R2 - 4,7K

C1 - 2200uF + 1000uF x 50V
C2 - 100n [cerâmico]
C3 - 100n [poliester]
C4 - 220uF x 25V
C5, C6 - 10n [cerâmico]
C7, C8 - 1n x 1kV [cerâmico]

FL1 - Filtro de linha para 2A
F1 - Fusível 1,5A
T1 - 110/220V >> 3x20V X 2A

 - Bloco regulador

IC1 - LM317T
D1, D2 - 1N4007

R1, R2 - 150R
R3, R4, R9, R11 - 1,5K
R5 - 560R
R6 - 270R
R7, R8 - 680R
R10 - 390R
R12 - 1K
R13 - 220R

C1 - 100n [cerâmico]
C2 - 220uF x 25V
C3 - 1uF x 25V [tântalo]

S1 - Chave 1 posição/6 polos [Potenciômetro de 5k]

Todos os resistores são de 1/8W ou mais.

Lembrando que esses componentes são para uma fonte, como são três independentes, terá que multiplicar por três o número de componentes usados.

Como havia falado no vídeo, eu usei um potenciômetro no lugar da chave, mas eu tinha escolhido o uso da chave porque quando da um problema no potenciômetro, a tensão de saída é máxima, dificilmente o potenciômetro entra em curto, também como a chave já está pré selecionado a tensão de saída de acordo com o divisor resistivo não haveria motivos para medir a tensão de saída quando eu fosse usar, já que eu não adicionei nenhum voltímetro no painel frontal, com o potenciômetro eu terei que usar o multímetro para ajustar as tensões antes de usar.

O transformador eu já tinha, mas como o secundário dele era outra tensão eu resolvi enrolar, usei fio 18AWG para isso e a tensão em aberto ficou em 21,3Vac. Abaixo uma foto antes de passar fita crepe para dar o acabamento final:





Abaixo algumas imagens das placas:


O desenho das placas feito a mão com ajuda do papel milimetrado


 Detalhe do C1 do bloco regulador




Apesar de ter que substituir um dos potenciômetros e refazer a ligação da chave 110/220V eu fiz um vídeo final testando com minha carga ativa de baixa corrente




sábado, 24 de outubro de 2015

Os brasileiros que estão ajudando a fazer a Revolução Fotônica


Este é primeiro processador de luz multiuso à base de silício, que deverá revolucionar todas as pesquisas rumo aos computadores quânticos.


Nanofotônica

Computadores, tablets, celulares e aparelhos eletrônicos em geral estão prestes a sofrer uma transformação movida pela luz. Embora, na aparência, eles não deverão ser muito diferentes, seu funcionamento será mais rápido e consumirá menos energia elétrica graças a um novo conjunto de tecnologias que permite substituir a eletricidade pela luz dentro dos chips.

Novas tecnologias para manipular a luz na escala microscópica já estão permitindo a construção dos primeiros chips nanofotônicos de silício.

Assim como os chips de silício convencionais, os nanofotônicos são feitos de peças eletrônicas microscópicas. A diferença crucial dos chips nanofotônicos em relação aos atuais chips de silício é que, em vez de serem integrados por circuitos de fios metálicos, responsáveis por transmitir os sinais elétricos, os componentes do novo chip se comunicam por meio de sinais de luz - mais especificamente, de luz laser. A vantagem dos sinais luminosos sobre os elétricos é transportar mais informação mais rapidamente. Nos chips nanofotônicos, a troca de informações deve ocorrer quase sem a conversão de energia elétrica em calor.

Chips com elementos nanofotônicos já fazem parte dos programas de pesquisa de multinacionais da área de eletrônica e existem vários na fase de protótipos. Quando estiverem prontos para serem comercializados, deverão beneficiar, no início, supercomputadores dos principais centros de dados do mundo.

"Há ainda problemas de física básica e de engenharia para resolver," explica o professor Gustavo Wiederhecker, físico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que estuda a interação da luz com materiais nanométricos. "Mas, em algum momento, o custo de produção vai baixar e a nanofotônica poderá entrar no cotidiano das pessoas."

Laser no chip

"Os avanços recentes da nanofotônica são impressionantes, mas nada disso é tão revolucionário quanto o laser," explica Paulo Nussenzveig, físico da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em óptica quântica. Tentando explorar fenômenos quânticos da luz em chips nanofotônicos, Nussenzveig colabora desde 2012 com a equipe da professora Michal Lipson, da Universidade Colúmbia, Estados Unidos, uma das mais produtivas no campo dos circuitos de luz e computadores fotônicos.

No ano passado, o grupo publicou um artigo na revista Nature Photonics demonstrando como um efeito magnético quântico poderia ser usado para guiar a luz por um canal microscópico em um chip de silício. "O laser foi a mudança de paradigma que permitiu o desenvolvimento de todas as tecnologias que o seguiram", diz Nussenzveig.

Fotônica na Medicina

Os pesquisadores estimam que a integração microscópica da eletrônica com o laser permitirá a miniaturização também de equipamentos que usam a luz para exames médicos e análises químicas. Atualmente, a maioria desses aparelhos é utilizada em laboratórios, mas o uso de chips fotônicos combinados a outras tecnologias pode permitir o desenvolvimento de equipamentos mais baratos e portáteis, que possam ser transportados para qualquer lugar.

"Alguns obstáculos ainda impedem que essa tecnologia se torne realidade, mas eles vêm sendo contornados rapidamente," avalia Vilson R. Almeida, pesquisador que estuda aplicações da fotônica em sensoriamento biológico e aeroespacial no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e no Instituto de Estudos Avançados (IEAv). Almeida e mais dois brasileiros participaram de uma equipe internacional que desenvolveu um componente capaz de transmitir luz em apenas uma direção - um diodo óptico. O trabalho foi capa da revista Nature Materials, em 2013.

Um desses obstáculos, Almeida explica, é o uso do silício como base dos chips eletrônicos e fotônicos comerciais. Apesar de transmitir bem a luz, o silício não gera nem detecta luz de modo eficiente. "Já se demonstrou que existem soluções como o uso de materiais híbridos, que estão sendo aperfeiçoados e devem se tornar disponíveis comercialmente em até três anos," prevê. Mais recentemente, a descoberta de uma nova propriedade fotônica no silício trouxe mais entusiasmo à área.

Células solares e LEDs

Um dos nanomateriais mais promissores a serem integrados aos chips nanofotônicos de silício são os chamados pontos quânticos, especialidade do físico Lázaro Padilha, da Unicamp, que ajudou a criar um LED 40 vezes mais eficiente.

Pontos quânticos são pequenos grãos, com menos de 10 nanômetros de diâmetro, feitos de diversos materiais semicondutores. Ajustando o tamanho e as propriedades do material de que são feitos, os pontos quânticos podem transformar eletricidade em luz e funcionar como potentes lâmpadas de LED microscópicas - monitores de telas planas de altíssima resolução feitos de pontos quânticos foram lançados recentemente pela indústria eletrônica.


Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Skyrmions: um novo tipo de memória digital


Os bits de skyrmions são muito estáveis, imunes até mesmo a defeitos no material de que são construídos


Nanomemória

Os vórtices magnéticos - também conhecidos como skyrmions - têm sido vistos como a próxima etapa na tecnologia do armazenamento de dados porque, entre outras vantagens, podem guardar até 4 bits cada um.Essas possibilidades agora estão mais próximas da praticidade graças ao trabalho de Dustin Gilbert e uma equipe da universidade da Califórnia em Santa Bárbara e do Instituto Nacional de Padronização e Tecnologia dos EUA.

A equipe conseguiu gerar e controlar os skyrmions a temperatura ambiente em um filme fino, abrindo o caminho para sua utilização prática em computação e armazenamento de dados.Gilbert criou um padrão de nanopontos magnéticos, cada um com meio micrômetro de diâmetro, sobre uma película de múltiplas camadas, na qual os momentos magnéticos estavam todos alinhados paralelamente ao plano. Ele então usou irradiação com feixe de íons para modificar a interface entre os pontos e a película, gerando skyrmions estáveis que são uma espécie de "impressão" dos momentos magnéticos dos pontos no filme.

O que são skyrmions?

Os skyrmions são descritos como quasipartículas - ainda que possam ter massa. Eles não são constituintes da matéria, podendo ser melhor compreendidos como um "efeito magnético".

A força magnética em cada átomo - o que os físicos chamam de seu momento magnético, ou spin - se alinha da mesma forma em um ímã, como pequenas bússolas que apontam todas na mesma direção. Mas, sob condições especiais, alguns materiais magnéticos, como as ligas de silício e manganês (MnSi) ou ferro, cobalto e silício (FeCoSi), podem dar origem a pontos nos quais o momento magnético se curva e retorce, formando uma estrutura similar a um redemoinho - estes são os skyrmions.Esses objetos ainda pouco compreendidos possuem uma elasticidade que os protege das influências externas, ou seja, os dados que eles armazenam não são facilmente corrompidos, mesmo por campos magnéticos ou defeitos físicos dentro do material. Como resultado, os skyrmions magnéticos representam uma base promissora para memórias e outros dispositivos nanoeletrônicos, sendo um dos mais promissores componentes no campo da spintrônica.

Com essas estruturas estáveis a temperatura ambiente, fica cada vez mais próxima da realidade a previsão de que os skyrmions estão prestes a invadir seu computador.


Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Revistas Saber Eletrônica

Depois de um tempo sem atualizar, um amigo meu leitor do blog achou na net algumas edições que não tinha no blog, estou adicionando aos poucos conforme for baixando e upando.

Também estou recebendo algumas edições do leitor Zacarias - que já faz tempo que vem ajudando com contribuições para o blog - de algumas edições da Revista Eletrônica que foi antecessora a Saber Eletrônica, é um grande achado que ele digitalizou e me enviou os arquivos para que eu compartilhe com todos.

Para quem não conhece a história, a Revista Eletrônica foi publicada pela Etegil até o número 44, a partir do número 45 se tornou Saber Eletrônica, por isso estou colocando na mesma tabela, assim como fiz com a núm. 35 que eu já tinha.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Primeiro satélite artificial totalmente elétrico


O satélite totalmente elétrico é construído em uma plataforma pequena, que permite o lançamento de dois satélites por foguete, reduzindo os custos.



A Boeing anunciou a entrada em operação com êxito do primeiro satélite artificial que dispensa os foguetes químicos tradicionais para se movimentar e controlar sua órbita. O anúncio foi feito depois que os técnicos confirmaram que o satélite teve êxito em sua entrada em operação com os novos motores elétricos - ele entrou em órbita em 31 de Agosto.

Motores iônicos

O satélite, chamado ABS-3A, é um satélite de comunicações pertencente à empresa ABS, que o utilizará para aumentar a cobertura de serviços sobre a Europa, norte da África e América do Norte. Seu grande diferencial é a substituição dos microfoguetes tradicionais por motores de propulsão elétrica, conhecidos genericamente como motores iônicos.

Em vez de queimar um combustível químico para mover o satélite, os motores elétricos ionizam moléculas de um gás inerte, o xenônio, expelindo-as em alta velocidade, gerando assim o empuxo necessário para as manobras. O satélite, da classe 702SP - carga útil de 200 a 680 quilogramas (kg) -, vai consumir apenas cinco kg de xenônio por ano para manter sua posição, o que significa que ele poderá se manter operacional por um período muito mais longo do que os satélites com propulsores tradicionais.

Satélite totalmente elétrico

Os motores iônicos eram inicialmente considerados inadequados para satélites artificiais por terem uma aceleração lenta, embora contínua, o que os tornaria adequados apenas para sondas espaciais que tivessem que viajar por longas distâncias, acelerando continuamente até atingir altas velocidades.

O lançamento de um satélite de comunicações totalmente elétrico altera esse panorama, mostrando que os avanços nos motores elétricos permitiram ganhos substanciais de desempenho. Um segundo satélite totalmente elétrico, o ABS-2A, já está em construção e deverá ser lançado no início do próximo ano.

Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

LEDs em tecidos são fabricados em processo industrial


Fabricantes de materiais esportivos e camisas para jogadores e atletas certamente irão adorar.


Revestimento por imersão

Fabricar LEDs em forma de fibras - que podem então formar a trama dos tecidos eletrônicos - pode ser mais fácil do que se previa. Seonil Kwon, do instituto KAIST, na Coreia do Sul, descobriu que fabricar um LED em forma de fibra pode ser tão simples quanto mergulhar a fibra na solução adequada.

A essência da técnica é um conhecido processo industrial, chamado revestimento por imersão (dip coating). A fibra é mergulhada na solução, que se deposita para formar camadas de materiais orgânicos que dão origem aos LEDs. O controle preciso da deposição das camadas gerou LEDs de alta luminosidade, muito superior à de outros LEDs flexíveis.

Kwon testou a criação dos LEDs orgânicos em várias estruturas, mas os cilindros se mostraram particularmente bons para o trabalho, permitindo ajustar a espessura da camada de revestimento com precisão nanométrica.

Telas tecidas

A equipe afirma que esta tecnologia poderá acelerar a comercialização dos computadores de vestir e outros dispositivos incorporados nas roupas. Por se tratar de um processo já conhecido, os dispositivos eletrônicos poderão ser criados no sistema rolo a rolo, de alta velocidade, e em materiais que vão das fibras individuais às folhas flexíveis de plástico e até metal.

A grande expectativa é que essas fibras possam ser tecidas para a criação de telas flexíveis em roupas e outros materiais moles - os fabricantes de materiais esportivos e camisas para jogadores e atletas certamente irão adorar. "Nossa pesquisa vai se tornar a tecnologia central no desenvolvimento de diodos emissores de luz sobre fibras, que são elementos fundamentais dos tecidos. Esperamos conseguir baixar a barreira de entrada no mercado das telas de vestir," disse o professor Kyung Choi, coordenador da equipe.

Fonte: Inovação Tecnológica
 

sábado, 15 de agosto de 2015

Fonte variável - Três saídas independentes

Já faz um tempo que estou fazendo algumas experiências com um circuito de proteção que necessita de três tensões independentes, mas como as fontes que eu usava nos testes não estavam muito boas eu resolvi montar uma nova, eu já tinha a maioria dos componentes, só precisei de uma nova caixa e um pedaço de fio esmaltado para enrolar o transformador.

A montagem está em andamento e eu preciso acertar uma furação na parte frontal da caixa que fiz e não ficou boa.

Eu fiz um vídeo mostrando a montagem finalizada das placas, ainda precisa de um ajuste, mas está pronta, como o preço das chaves seletoras estão um pouco caros eu resolvi usar potenciômetro, mas futuramente pretendo substituir pelas chaves seletoras.




Os detalhes e as informações vão ficar para outro post com a montagem já finalizada, na descrição do vídeo tem um link que mostra algumas imagens das placas e do transformador finalizado.

Nanoímãs inclinados prometem memória dentro do processador


Captura de tela de uma simulação computadorizada que testou a inclinação dos nanomagnetos necessária para manter o efeito gerado pelo tântalo - 2 graus é suficiente.



Memórias magnéticas

Já pensou construir uma memória magnética sem precisar de um campo magnético externo para ler e gravar os dados?

Memórias magnéticas são interessantes porque elas não perdem os dados quando o aparelho é desligado - lembra-se do longamente esperado boot instantâneo? - e podem alcançar uma miniaturização extrema porque cada bit pode ser gravado em nanomagnetos e, em última instância, no spin de um único átomo. O problema é que gerar um campo magnético para ler e gravar esses dados exige equipamentos grandes e com grande consumo de energia, incompatíveis com a miniaturização pretendida - o objetivo é colocar tudo dentro de um chip. O que se descobriu agora é que pode ser possível eliminar a necessidade desse campo magnético externo para ler e gravar memórias magnéticas.

Tântalo

Uma equipe da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, descobriu que a polarização dos nanomagnetos - polarização que deve ser alterada para indicar um bit 0 ou 1 - pode ser feita por uma corrente elétrica apenas inclinando-se levemente os nanomagnetos. A equipe do professor Sayeef Salahuddin já havia demonstrado que a aplicação de uma corrente elétrica a uma película do elemento tântalo cria uma polarização em materiais magnéticos sem a necessidade de qualquer campo magnético externo.

Contudo, juntar nanomagnetos dentro de um chip em número suficiente para formar uma memória exige que eles sejam alinhados perpendicularmente, mas a orientação vertical inibia o efeito de magnetização gerada pelo tântalo. "Nós descobrimos [agora] que inclinando o ímã - apenas 2 graus é suficiente - você tem todos os benefícios de um chaveamento magnético de alta densidade sem a necessidade de um campo magnético externo," disse Salahuddin.

Spintrônica e memcomputação

Este é um avanço importante para o campo da spintrônica, que pretende usar os spins de átomos e elétrons para computação e armazenamento de dados. A ideia é que as memórias magnéticas de estado sólido substituam não apenas os discos rígidos e as memórias RAM, mas também sejam fabricadas dentro do próprio processador, como ocorre no memcomputador, eliminando o intenso e demorado tráfego dos dados entre o processador e a memória.

Fonte: Inovação Tecnológica
 

domingo, 19 de julho de 2015

Carga ativa para baixa corrente

Depois de montar a carga ativa para 20A eu resolvi montar uma versão mais simples e prática com apenas um transistor de potência.

Eu tinha acabado de desmontado uma fonte que fiz para alimentar dois auto rádios, nela eu usei um dissipador (com ventilador) de uma antiga CPU no transistor de passagem (usei o TIP2955), então pensei, porque não usar um transistor de potência, com um encapsulamento igual ao TIP2955, mas que tenha uma potência razoável para usar com fontes de pelo menos 3A?

Fui dar uma olhada nos transistores NPN que tinha e separei o TIP58A, peguei ao acaso e a princípio eu não fiz nenhum tipo de cálculo, só fui ver a potência dele e a corrente de coletor no datasheet.

Depois que eu montei, fiz alguns testes e dias depois uns cálculos. De acordo com as tensões que medi no resistor R2 eu considerei um divisor de tensão, sendo R1 o transistor Q2, eu calculei a resistência aproximada de Q2 que com um consumo de 4A a resistência ficou em 2,8 ohms, isso quer dizer que quando tiver passando uma corrente de 4A por Q2 ele vai dissipar 46W aproximadamente, nesse dia que fiz os cálculos eu percebi a coincidência, o TIP58A tem 50W de potência(até 100°C).
A tensão no resistor R2 quando passa 4A é de 0,423V medido com multímetro, sendo que a potência calculada seria de 1,7W aproximadamente, eu usei de 5W que está mais que suficiente.

Respeitando a Ic de Q2 acredito que possa usar essa carga para correntes maiores por um período de tempo menor ou que seja limitado pelo tamanho do dissipador, como eu fiz essa carga para testar fontes de baixa corrente, 4A é mais que suficiente. Usando um TIP3055 como Q2 é possível "puxar" correntes maiores. É bom observar também que vai ter um aumento na potência dissipada no resistor R2 por usar acima de 4A, nos testes que fiz a temperatura do resistor subiu bem rápido, o máximo de corrente que cheguei a testar ficou nos 6,5A aproximadamente (por alguns segundos apenas), não quis forçar para não queimar o transistor.

Com apemas um transistor o esquema ficou bem simples:



Como não pensava em colocar alimentação interna eu desenhei a placa da carga separado da fonte como mostro na foto abaixo:




Abaixo as fotos da carga finalizada.








Aproveitei uma caixa de fonte de computador que tem um espaço mais que suficiente. Quem quiser montar, mas não tem os transistores do esquema pode usar qualquer transistor NPN com potência equivalente ou maior, no caso do driver qualquer BD NPN de média potência serve, pode usar também no lugar de R2 10 resistores de 1W x 1Ω como são normalmente usados em outros esquemas de cargas ativas pela internet, se for usar continuamente em 4A durante quase todo o dia é bom caprichar no dissipador do driver também. A fonte de alimentação deve ter 12V por pelo menos 400mA.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Tecnologia full-duplex dobra capacidade de celulares e Wi-Fi


Teste do novo transmissor full-duplex em uma câmara anecoica.


Uma nova tecnologia de transmissão sem fios pode mudar fundamentalmente o projeto dos sistemas de transmissão via rádio, além de aumentar a largura de banda e a capacidade das redes sem fios, e reduzir o consumo de bateria dos equipamentos portáteis. Leo Laughlin e seus colegas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, desenvolveram uma técnica que estima e anula a interferência gerada pela transmissão de cada aparelho.
Isto permite que um dispositivo de rádio transmita e receba no mesmo canal ao mesmo tempo. Em outras palavras, torna-se necessário apenas um canal para a comunicação de duas vias, utilizando a metade do espectro eletromagnético em comparação com a tecnologia atual.

Arquitetura full-duplex

Esta nova arquitetura full-duplex combina uma técnica de "isolamento de equilíbrio elétrico" com outra chamada "cancelamento ativo de frequência de rádio", suprimindo a interferência por um fator de mais de 100 milhões. O protótipo usa apenas componentes disponíveis comercialmente, tornando-o adequado para uso em aparelhos móveis, como celulares e tablets. Se for adotada em um sistema Wi-Fi, por exemplo, esta técnica pode dobrar a capacidade de um ponto de acesso, permitindo a conexão de um maior número de usuários, ou dobrar a taxa de dados para os usuários atuais.

Para os celulares, a operação full-duplex também poderia aumentar a capacidade e a velocidade de transmissão, ou, alternativamente, manter a rede atual com menor número de estações rádio-base, diminuindo o custo de operação. "Até agora havia um problema fundamental não solucionado com as comunicações via rádio. Como o espectro radioelétrico é um recurso limitado, e com as operadoras de rede pagando milhões para ter acesso a esse espectro, a solução deste problema nos coloca um passo mais perto de dispositivos mais rápidos, mais baratos e mais verdes para o nosso futuro conectado," disse Leo Laughlin.

Fonte: Inovação Tecnológica

domingo, 10 de maio de 2015

Feliz Dia das Mães

Todos os dias é dia das mães, mas hoje, como feriado tradicional, eu gostaria de desejar a todas as mães que me acompanham, às mães dos leitores que me acompanham, a minha mãe e a todas as outras mães do Brasil e do mundo um feliz dia das mães com muita paz e harmonia.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Descoberta sobre eletromagnetismo viabiliza antenas dentro dos chips


Hoje os chips são menores do que os conectores das antenas - agora a antena inteira cabe dentro do chip.


Descoberta sobre eletromagnetismo

Se a onda tecnológica atual dava a impressão de que já sabíamos tudo sobre o eletromagnetismo e a transmissão de dados por meio de antenas, ficou claro agora que essa era uma suposição ilusória. Uma nova descoberta não apenas complementa e estende as teorias atuais, como também tem implicações práticas imediatas para a melhoria da própria tecnologia, com grande impacto no campo das transmissões via rádio, hoje mais conhecidas pelo termo wireless (sem fios).

Físicos acabam de apresentar uma nova descrição da natureza mais íntima do eletromagnetismo que torna possível a construção de antenas pequenas o suficiente para serem inseridas dentro dos chips de computadores, tablets e celulares. E, no nível mais fundamental, a nova descrição alinhava uma ponte entre as teorias da física clássica e da mecânica quântica.

Dimensões das antenas

O entendimento atual das ondas eletromagnéticas vem do trabalho de James Clerk Maxwell, feito há mais de 150 anos, que estabelece que as ondas eletromagnéticas são geradas pela aceleração dos elétrons. Impulsionados por uma corrente elétrica, os elétrons aceleram e geram a radiação eletromagnética, ou ondas de rádio, que podem então ser dispersas pelo espaço através das antenas - a chamada radiação eletromagnética.

Ocorre que, para emitir e captar essas ondas, as antenas precisam ter dimensões que são determinadas pelo comprimento das ondas usadas nas transmissões - dimensões estas que são incompatíveis com as dimensões dos circuitos eletrônicos ultraminiaturizados da atualidade. Dhiraj Sinha e Gehan Amaratunga, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriram agora que não precisa ser assim.


Teoria incompleta

Os físicos sabiam que a teoria de Maxwell era incompleta há várias décadas, desde que foram descobertos materiais conhecidos como sólidos dielétricos, que normalmente agem como isolantes, nos quais os elétrons não estão livres para se mover - mas esses materiais dielétricos geram e emitem radiação eletromagnética. Além disso, o fenômeno da radiação devido à aceleração dos elétrons não tem uma contrapartida na mecânica quântica, onde se assume que os elétrons saltam entre estados discretos de energia.

Apesar da incompletude da teoria, isso não impediu que esses materiais fossem usados na prática: os ressonadores dielétricos são a base das antenas dos telefones celulares, por exemplo. Os dois pesquisadores descobriram agora que o fenômeno da radiação eletromagnética não precisa ser gerado apenas pela aceleração dos elétrons: ele é gerado também por um processo chamado quebra de simetria.

Quebra de simetria do campo elétrico

Em física, a simetria é uma indicação de uma característica constante de um aspecto particular de um sistema. Neste caso em particular, quando os elétrons estão em movimento no material, há uma simetria do campo elétrico. Usando uma película muito fina de material piezoelétrico, a dupla demonstrou que é possível quebrar a simetria do campo elétrico aplicando um tensão assimétrica ao material. Isto gerou uma radiação eletromagnética que se espalha pelo espaço livre ao redor, demonstrando que o material pode funcionar como uma antena mesmo em escalas nanométricas.


Assim, a radiação eletromagnética emitida pelos materiais dielétricos é gerada tanto pela aceleração dos elétrons nos eletrodos metálicos conectados a eles, como Maxwell previu, quanto pela quebra de simetria do campo elétrico gerada pela chegada desses elétrons no material isolante. Além de permitir fabricar antenas dentro dos próprios chips, a descoberta pode ser o elemento que faltava na teoria eletromagnética.

"Eu não estou sugerindo que nós tenhamos descoberto alguma grande teoria unificadora, mas esses resultados vão ajudar a entender como o eletromagnetismo e a mecânica quântica se cruzam e se juntam. Eles abrem um enorme conjunto de possibilidades a serem exploradas," disse Amaratunga.

Aplicações práticas

A descrição deste novo fenômeno terá efeitos práticos imediatos, não apenas para os telefones celulares e para as redes sem fios, mas também para tecnologias que estão dependendo de um impulso de miniaturização para decolar, como a Internet das Coisas, que depende de transmissores e receptores sem fios muito pequenos - algo limitado pela atual dimensão das antenas.

Os materiais piezoelétricos usados no experimento podem ser fabricados na forma de filmes - ou películas muito finas - usando semicondutores como o niobato de lítio, o nitreto de gálio ou o arseneto de gálio, todos bem conhecidos da indústria eletrônica e totalmente integráveis no interior dos chips.

Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Conversor de tensão para saída auxiliar da bancada - 12V >> 9V

Circuito muito simples que estou utilizando na minha bancada para ter uma saída de 9V fixa além da saída de 12V.


Componentes:

IC1 - LM317T
D1, D2 - 1N4007

C1, C4 - 100n
C2 - 10µ x 16V
C3 - 1000µ X 16V

R1 - 6,8k x 1/4W
R2 - 1k x 1/4W

Ps: Eu adicionei um LED na saída que não está no esquema.

Teste com carga ativa:


quarta-feira, 15 de abril de 2015

Finalmente: A luz é parada e depois segue seu caminho


A inserção de átomos dopantes torna a fibra óptica um meio no qual a luz viaja muito lentamente.


Manipulando a luz

Inserindo cuidadosamente uma série de átomos dopantes em uma fibra de vidro, pesquisadores da Universidade de Viena, na Áustria, conseguiram parar a luz, e depois fazê-la fluir novamente. Este feito era esperado para mais cedo ou mais tarde, sobretudo depois de uma série de experimentos que demonstraram ser possível reduzir a velocidade da luz, inclusive dentro de um chip de silício.

De qualquer forma, a realização deste experimento é um marco no caminho para os processadores fotônicos, as memórias que guardam dados usando a luz e, mais no futuro, para os computadores quânticos - isto sem contar os impactos imediatos nas tecnologias de transmissão de dados por fibras ópticas e na criptografia quântica.

Parando a luz

Inserindo átomos de césio no interior de uma fibra de vidro muito fina, Clément Sayrin e seus colegas conseguiram reduzir a velocidade da luz para meros 180 km/h - no vácuo a velocidade da luz é de 107.925.284,88 km/h. A velocidade da luz muda quando ela viaja por outros meios, mas o aparato criado por Sayrin tem um efeito extremo, retardando a luz em um nível recorde - recentemente outra equipe conseguir reduzir a velocidade da luz em pleno ar, sem usar fibras ópticas. Mas não foi só isso. Usando uma segunda fonte de luz, eles conseguiram parar a luz, e depois fazer com que ela continuasse seu caminho.

Quando os átomos de césio absorvem a luz, eles passam de um estado de baixa energia para um estado de energia mais alta, mas essa luz não pode ser recuperada de forma controlada. O que a equipe fez foi usar um segundo laser de controle, que acopla o estado de alta energia do átomo de césio a um terceiro estado atômico. "A interação entre estes três estados quânticos impede que o fóton seja simplesmente absorvido e aleatoriamente emitido. Em vez disso, a informação quântica do fóton é transferida para um conjunto de átomos de maneira controlada, e pode ser armazenada por algum tempo," explica Sayrin.

Os fótons são absorvidos pelos átomos e, dois microssegundos mais tarde, são reemitidos - dois microssegundos parecem pouco, mas nesse tempo a luz teria viajado cerca de meio quilômetro. Como a informação do fóton não se perde, isto significa que a luz fica parada por alguns instantes, contida nos átomos de césio, e depois continua seu caminho.

Tecnologias quânticas

Como a informação do fóton não se perde, a técnica poderá ser usada também na criptografia quântica, na qual o mero fato de tentar espionar uma informação é suficiente para que um espião seja detectado. A mesma equipe já havia usado um aparato experimental semelhante para quebrar a simetria da luz e para demonstrar a possibilidade de usar os átomos de césio como qubits para computadores quânticos.

Fonte: Inovação Tecnológica

sábado, 4 de abril de 2015

Revistas - Aviso aos leitores

Gostaria de avisar os leitores do blog que eu tenho algumas edições em papel que estão em melhor estado que algumas edições digitalizadas disponíveis no blog, por isso estarei digitalizando novamente para substituir os arquivos daqui do blog por versões melhores, por isso toda vez que o arquivo for substituído eu vou acrescentar um "(Sub)" na lista de atualizações.

Também estarei arrumando alguns números que foram colocados errados, como a edição número 02 da revista Mundo Eletrônico. A edição número 02 que estava disponível na lista era uma edição especial, como ontem eu digitalizei a edição 02 "normal" eu fiz uma pequena correção na lista, portanto para quem baixou a edição 02 antes da correção, verá que ela é uma edição especial.

Qualquer dúvida é só deixar um comentário.

domingo, 29 de março de 2015

Receptor de conversão direta

Essa é uma montagem que eu fiz já faz algum tempo, pra quem acompanha meu canal no youtube já viu ele em funcionamento.

Depois de ganhar o CI NE602 do meu amigo Alexandre Madeiro [PU2SKA] (Alexandre obrigado pelo presente!!!), eu parti para montagem, pois ele é o coração desse receptor de conversão direta contendo o mixer e o oscilador local. O receptor que montei é baseado no projeto do Neophyte, mas eu decidi fazer algumas alterações no projeto original. Para quem não conhece receptores de conversão direta eu descrevo abaixo o funcionamento dele.

O sinal de radiofrequência recebido é modificado, pelo misturador, usando o sinal de um oscilador local. O misturador é um elemento não linear, que combina os dois sinais: sinal de radiofrequência e o sinal do oscilador local resultando em um sinal de várias frequências.
Como o oscilador local funciona à mesma frequência do sinal de radiofrequência recebido, ou numa frequência muito próxima no caso de recepção em CW ou SSB, a diferença resultante dessa mistura representa o sinal de áudio. Os sinais de amplitude modulada (AM) são obtidos fazendo o sinal de radiofrequência igual ao sinal do oscilador local, assim só as bandas laterais passarão pelo circuito e elas são precisamente o sinal de áudio.

Abaixo o esquema de blocos do receptor.



No caso de CW e SSB é necessário deslocar ligeiramente a frequência do oscilador local para recuperar o sinal transmitido. Na saída do misturador temos o sinal de áudio que deverá passar por um filtro passa-baixo de áudio antes de ser amplificado, o amplificador deverá ter alto ganho.
Nos esquemas mais simples como o Neophyte não é usado um circuito amplificador de RF, se desejar usar é necessário um filtro na saída para selecionar o sinal desejado e eliminar os indesejados, principalmente sinais de broadcast de AM. Existem na internet alguns projetos com esse filtro.

No meu projeto eu adicionei um par de diodos em contrafase na entrada da antena para proteger de sinais altos e picos de estática durante chuva com raios. Na saída de áudio eu aproveitei uma saída somente e adicionei um filtro passivo simples que vou substituir por outro mais elaborado futuramente e depois usei um pré-amplificador de um artigo da revista Elektor versão portuguesa antes do amplificador para melhorar o ganho na saída. Como o CI amplificador usado não tem um ganho muito bom com alto-falantes eu resolvi adicionar esse pré, mas se for usado um fone de ouvido não será necessário.

O esquema do receptor segue abaixo:


A versão que montei é para a faixa dos 80m que depois vou mudar para 40m.

Para quem quiser montar para faixa dos 40m é só substituir alguns capacitores de acordo com a tabela abaixo:

Banda C1 C7 e C8 C9 C10 C11
80m 330pF 1nF 470pF 270pF 120pF
40m - 330pF 120pF 68pF 150pF

Lembrando que esses capacitores devem ser de mica, poliestireno ou mica prateada para garantir uma estabilidade boa no oscilador. No caso do C1 pode ser cerâmico, mas tem que ser NP0 (aquele com a pinta preta do lado oposto aos terminais).

O esquema do pré e do amplificador seguem abaixo:


Eu alterei os valores do capacitor de entrada e de saída, no esquema original da revista, o capacitor de entrada é de 6,8µF e o de saída é de 10µF, como gosto de um som um pouco mais agudo resolvi fazer essa mudança.


Também alterei o capacitor de entrada do amplificador, o original era de 10µF. Eu aproveitei uns retalhos de acrílico que tinha para fazer a caixa do receptor e o resultado ficou assim:





Como o pré e o amplificador é alimentado por 12V e o receptor por 6V e eu não tinha um zener para usar, eu aproveitei que tinha que colocar um interruptor e uma entrada de alimentação, eu fiz uma placa para distribuir a alimentação usando um LM317 para os 6V, mas quem tiver um zener pode usar sem problema já que o circuito consome muito pouco.


Nessa foto é possível ver como fiz para não ter que fixar o variável por fora, se eu fizesse assim ia aparecer os parafusos no painel. Na saída de som eu usei um daqueles conectores de saída dos aparelhos de som, fiz a ligação de forma que os falantes fiquem em série, assim mesmo se usar caixas de 4 ohms não vai sobrecarregar o CI amplificador.

As duas bobinas eu tive que enrolar novamente, pois as que eu tinha não batiam com o datasheet delas, para quem não achar as bobinas verdes pode enrolar usando 14 espiras no primário (a derivação é na 5ª espira) e 2 espiras no secundário, o capacitor que está em paralelo com o primário é de 47pF e o valor da bobina deve variar em algo em torno de 3,2µH a 5,7µH, o valor nominal é de 4,7µH, o fio pode ser reaproveitado de outra bobina, como o fio tem um esmalte de baixo ponto de fusão não é necessário raspar, é só soldar direto que o esmalte evapora com o calor.

Abaixo estão os dois vídeos que falei no início no post.




segunda-feira, 23 de março de 2015

Mais um ano de vida

Gostaria de agradecer todos os leitores e principalmente aqueles que contribuem com o blog, ainda tenho mais revistas inéditas para serem digitalizadas e também mais contribuintes estão aparecendo, com isso teremos, em breve, todas as coleções digitalizadas e disponíveis gratuitamente a todos.

quarta-feira, 4 de março de 2015

No mundo quântico, o futuro afeta o passado


As predições tradicionais (esquerda) ficam no 50-50, enquanto nas "previsões anômalas", ou retrodições, (à direita) o acerto é de 9 para 1.


O futuro afeta o passado

É muito comum usar dados do passado, as chamadas séries temporais, para prever o futuro. Mas, no mundo quântico, o futuro pode prever o passado com muito mais precisão. Em uma espécie de jogo de adivinhação jogado com um qubit supercondutor, físicos da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, descobriram uma maneira de aumentar muito as chances de adivinhar corretamente o estado de um sistema de dois estados - algo como acertar caras e coroas ao jogar uma moeda.

Combinando informações sobre a evolução do qubit depois de um tempo determinado, com informações sobre a sua evolução até aquele momento, a equipe conseguiu aumentar as chances de acerto dos tradicionais 50-50 para 90-10. Mesmo se você souber tudo o que a mecânica quântica pode dizer sobre uma partícula quântica, explica o professor Kater Murch, você não pode prever com certeza o resultado de um experimento simples para medir o estado dessa partícula. Tudo o que a mecânica quântica pode nos oferecer são probabilidades estatísticas para os possíveis resultados. Neste experimento, contudo, é como se o que fizemos hoje mudasse o que fizemos ontem. E, como esta analogia sugere, este resultado experimental tem implicações assustadoras sobre o nosso conceito de tempo e de causalidade - pelo menos no mundo microscópico onde a mecânica quântica se aplica.

Adivinhação quântica

O dispositivo usado no experimento é um circuito supercondutor simples - um qubit - que passa a obedecer as regras do mundo quântico quando é resfriado até perto do zero absoluto. A equipe usou dois níveis de energia desse qubit - o estado fundamental e um estado excitado - como modelo do sistema quântico. Entre estes dois estados, há um número infinito de estados quânticos que são superposições, ou combinações, dos estados fundamental e excitado.

O estado quântico do circuito é detectado colocando-o dentro de uma caixa de micro-ondas. Uns poucos fótons de micro-ondas são enviados para a caixa, onde os seus campos interagem com o circuito supercondutor. Então, quando os fótons saem da caixa, eles possuem informações sobre o sistema quântico.

Essas "medições fracas" não perturbam o qubit, ao contrário das "medições fortes", feitas com fótons que são ressonantes com a diferença de energia entre os dois estados, que fazem o circuito colapsar em um ou outro estado. É algo como um jogo de adivinhação quântica, no qual os estados do qubit fazem as vezes da cara e coroa de uma moeda.

Previsão retrospectiva

"Nós começamos cada rodada colocando o qubit em uma superposição dos dois estados," explica Murch. "Então nós fazemos uma medição forte, mas escondemos o resultado, e continuamos monitorando o sistema com medições fracas. Calculando para a frente, usando a equação de Born que expressa a probabilidade de encontrar o sistema em um estado particular, suas chances de acertar são apenas de 50-50."

"Mas você também pode calcular para trás usando algo chamado matriz de efeito. Basta pegar todas as equações e invertê-las. Elas ainda funcionam e você pode simplesmente rastrear a trajetória rumo ao passado. "Portanto, há uma trajetória indo em um curso para trás e uma trajetória indo para a frente, e, se olharmos as duas juntas e pesarmos a informação em ambas igualmente, temos algo que chamamos de uma previsão retrospectiva, ou 'retrodição'," diz Murch.

O espantoso sobre essa espantosa "retrodição" é que ela tem uma precisão de 90%. Quando a equipe tenta prever o resultado da medição forte que feita inicialmente e armazenada, o cálculo acerta nove vezes em cada 10 tentativas. Em outras palavras, diz Murch, o futuro prevê o passado no mundo quântico.

Flecha do tempo e causalidade

Isto tem implicações para problemas muito profundos da física e da interpretação da realidade, incluindo a tradicional "lei de causa e efeito". O resultado sugere, por exemplo, que, no mundo quântico o tempo roda tanto para trás quanto para a frente, enquanto que, no mundo clássico em que interagimos, o tempo parece só correr para a frente.

"Não está claro por que no mundo real, o mundo constituído por muitas partículas, o tempo só vai para a frente e a entropia sempre aumenta," disse Murch. "Mas muitas pessoas estão trabalhando nesse problema e eu espero que isso seja resolvido em poucos anos".

Fonte: Inovação Tecnológica

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Alerta - Revistas de Eletrônica

Vocês devem ter percebido que algumas edições mais novas apareceram com uma mensagem ou uma página com um aviso, pois bem isso foi feito porque tem um espertinho que está baixando as revistas daqui do blog e vendendo no Mercado Livre.

Quero deixar claro que eu não tenho nenhuma relação com esse individuo, eu uso o blog para compartilhar essas revistas gratuitamente para consultas e pesquisas por parte de alunos, professores e hobistas, também para preservar essas revistas técnicas brasileiras para que seus idealizadores nunca sejam esquecidos, não ganho absolutamente nada com o blog, como podem ver não tenho nenhuma propaganda e também não ganho nada com os downloads como muitos podem pensar.

Para concluir, estou alterando algumas configurações no Mediafire e pode ocorrer algum problema de acesso das revistas, como já aconteceu com as Monitor de Rádio e TV, por isso peço aos leitores que me informem assim que possível de qualquer erro nos links.

Revista Saber Eletrônica

Para quem não sabe a revista Saber Eletrônica teve início na edição 45 dando continuidade às edições da revista Eletrônica, sendo assim estarei postando todas juntas.

Segue os números que tenho.


001 002 003 004 005 006 007 008 009 010
011 012 013 014 015 016 017 018 019 020
021 022 023 024 025 026 027 028 029 030
031 032 033 034 035 036 037 038 039 040
041 042 043 044 045 046 047 048 049 050
051 052 053 054 055 056 057 058 059 060
061 062 063 064 065 066 067 068 069 070
071 072 073 074 075 076 077 078 079 080
081 082 083 084 085 086 087 088 089 090
091 092 093 094 095 096 097 098 099 100
101 102 103 104 105 106 107 108 109 110
111 112 113 114 115 116 117 118 119 120
121 122 123 124 125 126 127 128 129 130
131 132 133 134 135 136 137 138 139 140
141 142 143 144 145 146 147 148 149 150
151 152 153 154 155 156 157 158 159 160
161 162 163 164 165 166 167 168 169 170
171 172 173 174 175 176 177 178 179 180
181 182 183 184 185 186 187 188 189 190
191 192 193 194 195 196 197 198 199 200
201 202 203 204 205 206 207 208 209 210
211 212 213 214 215 216 217 218 219 220
221 222 223 224 225 226 227 228 229 230
231 232 233 234 235 236 237 238 239 240
241 242 243 244 245 246 247 248 249 250
251 252 253 254 255 256 257 258 259 260
261 262 263 264 265 266 267 268 269 270
271 272 273 274 275 276 277 278 279 280
281 282 283 284 285 286 287 288 289 290
291 292 293 294 295 296 297 298 299 300
301 302 303 304 305 306 307 308 309 310
311 312 313 314 315 316 317 318 319 320
321 322 323 324 325 326 327 328 329 330
331 332 333 334 335 336 337 338 339 340
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